Luis Nassif
Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
Ivan de Union
7 de setembro de 2013 11:09 amEngracadissimo sucesso de
Engracadissimo sucesso de 2002, dialogos surreais, choques multiplos de culturas:
http://www.youtube.com/watch?v=AhiDLzd3EJw
Em ingles somente, uma pena pros que nao entendem.
Ruy Alkmim Rocha Filho
7 de setembro de 2013 7:41 pmO Brasil e a corrupção
O Brasil é um país de quinto mundo?
“O Brasil é um país de quinto mundo!” Ouço de um amigo, com aquela sensação de que somos os mais corruptos do mundo. Outro grande amigo, quando soube que eu iria estudar no Chile, disse com firmeza: “É um país mais sério.” Parece que oscilamos entre a paixão tola do ufanismo rasteiro ao desprezo mais profundo por nossa nação.
Pensei nos milhares de mortos pela ditadura chilena e nas contas milionárias de Augusto Pinochet. Recordei as denúncias sobre a família real espanhola, num momento em que o desemprego explode no país. Lembrei da Alemanha, que se colocou como dominadora da União Européia, oferecendo fartos lucros aos bancos e extorquindo recursos dos Estados e dos cidadãos, aumentando a pobreza no continente.
Deixando de lado a África, a Ásia e a Oceania, olhemos apenas para aquilo que chamávamos primeiro mundo: o que vemos são escândalos que a cada dia se superam. Não bastasse o fato de que a guerra do Iraque foi justificada por uma das maiores mentiras da história, causando a morte e o sofrimento de milhões, as coisas ficam piores. Agora, sabemos que bilhões foram destinados a empresas ligadas a pessoas como o ex-vice presidente estadunidense Dick Cheney.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft3110200426.htm
http://www.esquerda.net/artigo/dick-cheney-ganhou-contratos-de-39500-milh%C3%B5es-de-d%C3%B3lares-na-guerra-do-iraque/29199
Dor, sofrimento, morte, tortura. Tudo isso financiado com dinheiro dos mais pobres, do Iraque aos Estados Unidos. E novamente a farsa e a tragédia podem se repetir na Síria.
Temos um grave problema com a corrupção no Brasil, fruto de doenças ainda mais aterradoras: a desigualdade, a ignorância. Temo que não estejamos piores do que outros países. Mas há um aspecto fantástico nisso tudo. Se os problemas se entrelaçam, nossas vidas também. Então, temos a possibilidade de encontrar respostas juntos para os problemas da humanidade.
Temos que valorizar as inúmeras conquistas que melhoram a vida de todas as pessoas, desde a medicina aos direitos humanos.
Só não podemos encarar os fatos como imutáveis, naturalizando o que é social. No Brasil, não somos todos corruptos. Há inúmeras pessoas honestas e solidárias que dignificam a nossa história e o nosso agora. Se há pessoas assim, em nossa terra e em nosso mundo, é possível crer na transformação, nas mudanças culturais e portanto, no futuro.