O mais afinado dos ‘Jackson’s Five’ e o único com talento natural para a dança faria hoje, 29 de agosto, 55 anos. Depois do sucesso de ‘I want you back’ o menino de 13 anos, quis a liberdade de uma carreira solo, uma tentativa de se livrar dos castigos do pai, fato que aconteceria somente em 1979 com o álbum ‘Off The Wall’ produzido por Quincy Jones, uma parceria que mostrou toda sua potência em 1983 com ‘Thriller’, uma mistura ousada de ritmos. O videoclipe mais caro do mundo com Michael Jackson dançando e rebolando entre monstros levou ao topo das paradas o álbum mais vendido da história da música. E nasceu o clássico passo ‘Moonwalker’, sua marca registrada. Sob os holofotes, também as mudanças no rosto, o clareamento da pele e seu comportamento excêntrico passaram a ser notícia e Michael isolou-se do mundo no seu rancho ‘Neverland’.
O hit ‘Black or White’, na década de 90, foi uma tentativa de justificar o processo de mudança de cor da sua pele. E enquanto embranquecia e as plásticas transformavam-no em uma criatura tão repulsiva quanto os monstros de ‘Thriller’, o primeiro caso de pedofilia veio à tona manchando a sua imagem de forma irrecuperável. Na virada do século, em franca decadência, isolado na sua ‘Terra do Nunca’, no ‘País de Nunca Jamais’, onde ninguém envelhecia, o astro pop continuou a ser alvo de processos sobre pedofilia, e acabou se condenando ao declarar em uma entrevista que não havia mal nenhum em dormir na mesma cama que uma criança, ao seu lado durante a declaração estava um menino de 13 anos. Em 2003 foi algemado e preso. Libertado sob fiança, as acusações de abuso sexual de menores e outras acusações o levaram ao tribunal. Desconstruído, entre dores e os demônios que o atormentaram por toda a vida, Michael Jackson morreu em 2009.
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