Do blog do Branquinho
Senadora Ana Rita (PT-ES) enquadra blogueiro que inventou “bolsa garota de programa”
Uma prática normalmente impune na Internet é inventar notícias e atribuí-las a pessoas e instituições com o intuito de desacreditá-las. Tem alguns nomes jurídicos para isso, como calúnia e difamação, e para o autor há uma série de adjetivos cabíveis, muitos impublicáveis. Não se trata da crítica política, fundamentada em fatos que podem ter várias interpretações, mas na criação de fatos absolutamente falsos e imputar a eles a autoria de um terceiro.
O caso em questão é de um blogueiro que disse que a senadora Ana Rita, do PT, teria feito aprovar no Senado uma bolsa mensal de R$ 2000 para garotas de programa. Ao perceber que houve repercussão negativa, falseou mais ainda o texto mudando o nome para Maria Rita, que não existe, mas mesmo assim disse que era do PT.
Como a mentira foi espalhada nas redes sociais, a senadora Ana Rita fez o que tinha que ser feito por qualquer pessoa agredida em sua honra: enquadrou o blogueiro, que publicou um desmentido onde diz que a intenção não era de ofender. Segue o desmentido da senadora, publicado no seu site:
” O mandato da senadora Ana Rita (PT-ES), presidenta da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, esclarece que a matéria publicada no blog de nome Joselito Muller é falsa. O referido projeto não é de sua autoria, além de nunca ter tramitado no Senado Federal. Informamos, ainda, que a senadora já tomou as devidas providências junto à Procuradoria Geral do Senado, à Polícia do Senado e à Polícia Federal”
Quer fazer crer que a notícia seria falsa, de humor, e que considera problemático quando uma coisa inverossímil passa por verdade. A matéria não deixa nenhuma margem à crítica por absurdo, já que é um discurso comum o combate aos “bolsa-tudo”. A ironia, a sutileza e outros recursos da nossa língua não são percebidos por todos, e uma mentira se torna verdade se for divulgada como fonte para outros fins.
Pior ainda: chama a atitude da senadora de “censura” e se faz de vítima quando ela informa que acionou a Polícia Federal e a Polícia do Senado para tomar as providências cabíveis. É assim que se vai do “jornalismo destemido” ao jornalismo desmentido.
Gozação ou não, pegou muito mal porque usou o nome de uma pessoa que não quer saber de brincadeira, especialmente quando o texto é usado para a sua difamação por pessoas culturalmente deficientes e pela direita contrária ao PT.
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