4 de junho de 2026

Congresso mudou pouco nos últimos 30 anos

Comentário ao post “Debate ideológico na escuridão, e o PT se cala”

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Esses apoios religiosos são como Cavalo de Troia. Num primeiro momento parecem um presente. Fazem discursos elogiando a presidenta junto a indecisos, ajudam a evitar CPIs, dão tempo de TV.

Mas depois não revelam fidelidade nenhuma, pedem mais e mais como numa areia movediça. Endireitam o governo e fazem o PT perder algumas simpatias que tinha sem que o ajude a ganhar novas. Afinal, eleição para executivo não é eleição para legislativo.

Se olharmos a evolução do Congresso nos últimos 30 anos (vide gráfico) veremos que tudo muda pouco, embora mude de nome.

Grosso modo, os partidos fisiológicos-moralistas (PP/PSC/PR/PRB) dividiram com PSD e DEM o espólio da Arena. Mas é tudo direita como sempre foi.

Costelas do PMDB, como PSDB, PPS, PV atingiram seu auge em 1998. No começo com um discurso de centro-esquerda, depois de centro-direita (o tal do social-liberalismo).

Por seu turno, os hoje autodenominados centro-esquerda disputaram também o eleitorado do antigo MDB. Com um discurso que lembra também o do PMDB dos anos 1980.

No fim tínhamos um país dividido em direita/centro, e agora é mais ou menos igual, só que com direita, centro-direita e centro-esquerda que faz o papel de centro (e as frequentes coligações de PSB e PDT com PSDB são tão emblemáticas como as de PT com PSC e PP.)

A dificuldade do PT em aumentar sua bancada de deputados, além da estabilidade registrada desde 2002, apesar de bem sucedidos governos no executivo federal, pode ser pressentida com tudo o que vemos. Não parece que passará de 20% do Congresso.

Parece que é mais fácil que o país vire um país de “classe média”, como alguns estados já são, do que venha a haver algum crescimento subsequente do pensamento de esquerda. Não há modo, não há caminho de convencer o brasileiro médio a pensar assim.  

Convencer de maior justiça social, no estilão “social-democracia europeia de pós-guerra”, é sim, no entanto, possível. Mas PSDB, PMDB, PSB não recusam esse jogo.

Então, temas comportamentais e de valores, como o secularismo, crescerão mais e mais na discussão política, apesar da estabilidade econômica.

Foi assim na Europa e EUA dos anos 1960 e 1970, não tem porque não ser na América Latina de agora. Qualquer semelhança com a “Pirâmide de Maslow” não é mera coincidência.

<a class="imagefield imagefield-lightbox2 imagefield-lightbox2-imagens-mutirao imagefield-field_imagem imagecache imagecache-field_imagem imagecache-imagens-mutirao imagecache-field_imagem-imagens-mutirao lightbox-processed" href="http://www.advivo.com.br/index.php?q=wp-content/uploads/imagecache/imagens_blog/imagens/deputados_0.jpg" rel="lightbox[field_imagem][Re: O debate ideológico na escuridão e o silêncio cúmplice do PT

Leia mais]”>Re: O debate ideológico na escuridão e o silêncio cúmplice do PT

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados