3 de junho de 2026

Dança:O Flamenco de Joaquín Cortés

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 Bailarino espanhol nascido em 1969, em Córdova, Espanha. Com o tio Cristóbal Reyes aprendeu os primeiros passos de flamenco, a dança que o celebrizou a nível internacional.

Aos doze anos, mudou-se da Andaluzia para Madrid e na capital espanhola começou os treinos de dança.

Com 15 anos, Joaquín Cortés foi estudar dança no Ballet Nacional de Espanha, onde chegou a solista no corpo de baile. Viajou por todo o mundo, tendo atuado em cidades como Nova Iorque e Moscovo.

Mais tarde, resolveu sair da companhia, tendo aparecido em atuações ao lado de personalidades como Maya Plisetskaya, Silvie Guillen, Julio Bocca, Marie-Claude Pietragalla e Pere Schauffus. O artista espanhol trabalhava como bailarino e como coreógrafo para diversas companhias e teve atuações em Verona, em Tóquio e em Nova Iorque.

Em 1992 atuou no Teatro dos Campos Elísios, em Paris, após o que criou a sua própria companhia, a Joaquín Cortés Flamenco Ballet. Com o primeiro espetáculo, “Cibayí”, viajou por Espanha, Japão, França, Itália, Venezuela e Estados Unidos da América.

Em 1995, aos 26 anos, apresentou o espetáculo “Pásion Gitana”, que tinha um guarda-roupa assinado pelo conceituado estilista Giorgio Armani. Foi um grande sucesso internacional sustentado na mistura entre o ballet clássico, a dança contemporânea e o flamenco. “Pásion Gitana” fez uma digressão em Espanha com atuações em praças de touros.

No ano seguinte, Cortés levou o espetáculo a diversas cidades dos Estados Unidos da América. O realizador de cinema espanhol convidou-o, ainda durante 1996, para participar como ator no filme La Flor de mi Secreto.

Em 1997 lançou um CD de música com a sua banda, a Gipsy Passion Band, com temas compostos por si, tendo ainda colaborado na percussão.

Entretanto, o espetáculo “Pásion Gitana”, melhorado com novas coreografias, continuou a sua digressão internacional, tendo passado pela América Latina, Austrália, Japão e América do Norte.

Em 1999 Cortés atuou na cerimónia dos Óscares de Hollywood e na abertura dos Campeonatos do Mundo de Atletismo, em Sevilha. Em outubro desse ano apresentou em Barcelona mais um grande sucesso internacional, o espetáculo “Soul”, uma homenagem a Cuba, aos tangos e à velha Havana. A autoria do guarda-roupa mais uma vez pertenceu a Giorgio Armani, enquanto Jesus Bola e Diego Carrasco compuseram a música. Para além das jondas, a mais pura versão do flamenco, havia música soul, gospel e temas clássicos de Cuba. Durante 2000 o show passou por Portugal, Inglaterra, Alemanha, China, Líbano e América do Sul.

A 28 de fevereiro de 2001 estreou o espetáculo “Pura Pásion”, dirigido pelo seu tio Cristóbal Reyes, para dias depois apresentar o show “Live”, com o qual viajou de novo por todo o mundo.

Em finais de outubro de 2005 apresentou em Portugal, no Coliseu do Porto, o espetáculo “Mi Soledad”.

Redação

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