A publicação tem apresentação de Antônio Prata e prefácio de Marcelo Rubens Paiva, amigo de longa data. “Casão faz questão de contar o inferno que viveu quando era viciado em drogas e sua internação, pois para ele é fundamental passar adiante a experiência, dividir as dores da dependência e alertar para os perigos de um vício frenético, sem preconceitos, desvios ou mentiras. A verdade ajuda a sanidade”, diz Paiva. Entre várias histórias, Casagrande faz revelações inéditas como, por exemplo, o doping que sofreu quando jogava na Europa. Ele foi obrigado a se dopar pelo clube em que jogava e tomou uma injeção de Pervitin no músculo. “Isso realmente melhorava o desempenho, o jogador não desistia em nenhuma bola. Cansaço? Esquece… se fosse preciso, dava para jogar três partidas seguidas”, conta. No entanto, o jogador era radicalmente contra o doping e se negou a continuar fazendo uso da droga. Foram oito anos na Europa, até ele voltar a atuar no Brasil.
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