Folha de S. Paulo
Retomada de elétricas faz Bovespa fechar em alta; ação da OGX, de Eike, cai 13,6%
ANDERSON FIGO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Com uma retomada de papéis dos setores de construção e elétrico, além da Petrobras e da Vale, o principal índice de ações da Bolsa brasileira fechou esta sexta-feira (5) em alta de 0,74% aos 55.050 pontos.
O Ibovespa teve queda durante a maior parte do dia, puxado pela ação da OGX, que chegou a cair 17,2%. Com o desempenho de hoje, o índice de ações fechou esta semana em queda de 2,31%, invertendo a alta de 2,01% registrada na semana passada.
Apesar das referências negativas vindas do exterior, como um indicador negativo do mercado de trabalho americano, o noticiário interno teve maior influência sobre o desempenho das ações das companhias hoje.
As ações das elétricas Cesp e Copel tiveram as duas maiores valorizações do Ibovespa nesta sexta-feira, com altas de 8,12% e 8,30%, respectivamente, para R$ 21,95 e R$ 34,30.
Em seguida, ficaram os papéis das imobiliárias PDG e Rossi, com ganhos de 6,66% e 5,88%, nesta ordem, para R$ 2,88 e R$ 3,60.
O governo anunciou nesta sexta-feira importantes medidas para os dois setores, o que contribuiu para o comportamento dos papéis na Bolsa.
Foi estendida para 14 setores, incluindo o de construção, a desoneração da folha de pagamento, a partir do início de 2014. Além disso, o governo isentou do pagamento do PIS/Cofins as indenizações que serão dadas às elétricas que renovaram antecipadamente suas concessões.
As ações mais negociadas da Petrobras e da Vale, que passaram boa parte do dia em queda, inverteram a tendência ao longo da tarde e fecharam com ganhos de 0,45% e de 0,74%, respectivamente, ajudando na retomada do Ibovespa. Ambas possuem, juntas, peso de mais de 17% sobre o índice.
OGX Petróleo
Na contramão, as ações da OGX, empresa do ramo de petróleo do grupo EBX, de Eike Batista, registraram forte perda de 13,6% hoje, terminando o dia em seu menor valor histórico, de R$ 1,71 cada. Os papéis fecharam ontem em queda de quase 11%.
| Editoria de Arte/Folhapress | |
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O movimento ainda reflete, segundo analistas, o rebaixamento da nota de crédito da empresa, anunciado ontem por uma das maiores agências de classificação de risco do mundo, a Standard & Poor’s.
O rating de crédito da companhia foi diminuído de “B” para “B-“, com perspectiva negativa, devido principalmente ao desempenho operacional menor que o esperado.
Para a agência, o desenvolvimento da produção continua sendo o principal risco da OGX.
“O rebaixamento baseia-se principalmente no desempenho operacional menor do que o esperado da empresa, particularmente em termos de níveis de produção e produtividade”, disse a Standard & Poor’s em nota que explica a revisão.
“O mercado ficou bastante abalado com o corte da nota de crédito da OGX pela S&P, especialmente porque os investidores estão atravessando um momento de crise de confiança com o Eike”, ressaltou Pedro Galdi, da SLW Corretora.

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