Comentário ao post “Polêmica sobre leilões de áreas para exploração de petróleo“
… a destinação dessa riqueza para a resolução dos nossos graves problemas sociais.
Como uma associação de engenheiros é capaz de vender esta idéia furada?
O conto do bilhete premiado do Pré-Sal para a solução dos problemas nacionais, divulgado pelo então presidente Lula não passa de estória. Autêntico conto do vigário. A cotação atual do WTI é de US$ 93.00, mas vamos considerar US$ 100.00 (reais e constantes) para facilitar o cálculo. Para uma produção de 4.000.000 de barris diários a receita anual será de US$ 146 bilhões. Caso 1/3 deste valor reverta para o governo serão a cada ano US$ 48,6 bilhões ou aproximadamente 2% do PIB atual ou 9% da arrecadação tributária federal em 2012.
Deixando as Carochinhas de lado…
Não considero benéfico produzir petróleo para exportar. O importante é a autossuficiência do petróleo crú e da capacidade de refino para o consumo nacional. Isto vai muito além da questão econômica. Até porque não necessitamos desta receita para equilibrar as contas nacionais.
Não existe tecnologia economicamente viável para substituir o petróleo como combustível ou para os seus derivados mais nobres. Uma revolução a partir de outras matérias primas a curto ou médio prazo é improvável. As melhores estimativas das reservas existentes no pré-sal, sem o eleitoralismo lulista, está abaixo de 40 bilhões de barris, ou seja, menos de 40 anos produzindo 2,5 milhões barris/dia. No caso de 4 milhões b/d seriam apenas 27 anos.
Por mais que as áreas de exploração de assemelhados, como o xisto, ou a utilização de novas ou recicladas tecnologias aumentem a produção, não será o suficiente para que o petróleo volte a ser barato.
A previsão para o aumento do consumo nos próximos vinte anos significa agregar produção equivalente a duas Arábias Sauditas sobre a oferta atual. Porém com o declínio dos campos explorados hoje o hiato a ser suprido não serão meros 25.000.000 barris/dia, mas 63.000.000 barris/dia.
Não entendo o porquê da Dilma Pallin e o seu drill, baby, drill… sabendo que quando acabar… acabou!
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