O Povo – Duas professoras da rede municipal de ensino de Fortaleza têm usado as redes sociais para denunciar o bloqueio de seus salários, mesmo exercendo normalmente as funções, em sala de aula. A Secretaria Municipal da Educação (SME) convocou todos os profissionais que estavam afastados ou cedidos para voltarem aos locais originais de trabalho e informa que detectou problemas no registro de 574 servidores, entre magistério e administrativo. Por isso, os salários dessas pessoas foram bloqueados. No entanto, as professoras Dlane Frota e Raquel Rodrigues dizem que foram afetadas mesmo estando em situação regular. Afirmam ainda que o número de profissionais com salários bloqueados é maior que o divulgado pela SME.
Desde o início de março, as duas professoras têm tentado reverter o problema junto ao Núcleo de Apoio ao Professor (NAP) da SME, com o objetivo de receber seus salários, mas até ontem os pagamentos não haviam sido efetuados. As duas professoras afirmam, em vídeos publicados no Youtube, que, no NAP, há outros profissionais em situação semelhante. Elas já levaram a reclamação ao Ministério Público Estadual.
A diretora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Ceará (Sindiute), Gardênia Baima, reforça que professores tiveram salários bloqueados, mesmo em situação de completa normalidade. “Houve falha no sistema”. Conforme Gardênia, o Sindiute ingressou com ação contra a SME pedindo desbloqueio de todos os professores. Alguns já conseguiram receber os pagamentos, mas a ação pede a reparação das perdas, com juros e correção pelo atraso. “Achamos o bloqueio dos salários medida abusiva da administração. A Secretaria tinha condição de localizar esses servidores, porque tem a lotação deles no sistema e poderia ter feito isso (os cortes) paulatinamente, sem o prejuízo do bloqueio do salário”, argumentou.
O titular da SME, Ivo Gomes (PSB), informou, por meio de nota, que, dos 574 servidores que tiveram salários bloqueados, mais de 150 professores já se apresentaram para regularizar a situação e, portanto, tiveram a autorização do desbloqueio dos contracheques. “A Coordenadoria vai continuar o processo de identificação desses profissionais, que, à medida que forem se apresentando, terão seus contracheques desbloqueados”. Ainda segundo a nota, é possível que o sistema tenha detectado de forma equivocada os casos das duas professoras, Raquel e Dlane. “Mas, com certeza, as professoras entrarão na lista de desbloqueio enviada à Secretaria de Finanças (Sefin), uma vez que já regularizaram a situação na CGP”.
E agora
ENTENDA A NOTÍCIA
Com os salários atrasados, as professoras estão com contas pessoais e familiares em atraso. Elas temem que o Município não reverta a situação ou não pague os valores corrigidos e, com isso, tenham de assumir juros.
Saiba mais
Em nota, a SME informa que odos os 17 mil servidores da Educação foram convocados a se apresentar à Coordenadoria de Gestão de Pessoas (CGP) até o dia 31 de janeiro de 2013, prazo que foi prorrogado até o dia 15 de fevereiro.
Após esta data, o órgão detectou problemas no registro de 574 servidores, entre magistério e administrativo, e seus salários foram bloqueados.
Multimídia
Assista aos vídeos divulgados pelas professoras no Youtube, nos quais denunciam situação:
http://bit.ly/16n7C2B
http://bit.ly/YWFYSS
http://bit.ly/XEcRYC
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Retirado de: http://www.opovo.com.br/app/opovo/politica/2013/03/12/noticiasjornalpolitica,3020676/professoras-denunciam-bloqueio-indevido-de-salarios-pela-prefeitura.shtml
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