4 de junho de 2026

Racionalizando diversas vertentes de pensamento

Comentário ao post “O manifesto do novo que não pede passagem

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Que bela discussão. Na atualidade faltam filósofos para  harmonizar ou racionalinalizar ou viabilizar as várias correntes que brotam “geneticamente” de cada ser pensante, que cada dia, que com a idade, vai modificando ou ajustando a forma dada àquele pensamento original. Aí, entra o filósofo e harmoniza as várias vertentes.

Desde o início do mundo, quem manda é o mais forte: o que tem mais poder; o que tem mais dinheiro; o que é mais inteligente; o que tem maior número de agregados…..E isto vai se modificando o tempo todo, dia a dia, é dinâmico. Todos nós trazemos virtudes e achamos que se nos nos derem a oportunidade de chefiar daremos o exemplo de como ser Deus!

Chegamos lá e verificamos que não estamos tão preparados  como o ego supunha, ainda somos limitados, não conseguimos comandar  milhares de coisas ao mesmo tempo –  vamos descobrir que precisamos dos outros que também têm pensamentos originais, não necessariamente iguais aos nossos.

As instituições são milenares e conservadoras porque permitimos como forma de não comprometimento total com as mudanças radicais, que podem ser incontroláveis num primeiro momento. Quantas vezes xingamos políticos e governantes pelo prazer de nos mostrarmos mais  capazes ou progressistas e ao termos poder de fazer ou modificar um status quo falimos e descobrimos nossa incapacidade? Quantos de nós, progressistas aos 25 anos, estamos ricos com atitudes espertas, suspeitas e corruptas e brigamos até o nosso fim defendendo o direito de perpetuarmos estas “vitórias”para as nossas gerações ?  Quantos filhinhos progressistas e rebeldes são herdeiros e mantenedores das situações por eles criticadas? Um chope depois do trabalho é bom e vamos querer perpetuar este prazer com mais amigos e para isto temos que perpetuar os ganhos para sustentar o prazer – e aí, teremos que ser conservadores e diminuir a nossa cota progressista.

Insisto, faltam filósofos para harmonizar estes vários egos nos bilhões de seres humanos a nossa volta.

Olhemos  o mundo  e reflitamos como ele deveria ser se fossemos fortes suficientes (conservadores ou rebeldes progressistas) para dominá-lo. Seria melhor do que hoje com as várias guerras, com as várias fobias religiosas, com as várias situações de desprezo ao ser humano ?

O mundo de hoje é o mundo possível para a melhor harmonia entre as milhares de correntes de pensamentos existentes. E só vai ser melhor  quando a educação e a vontade de nos ajudarmos for o direcionamento principal.

A eletrônica e a internet  são ferramentas maravilhosas que nos dão a sensação de liberdade e rebeldia para atingirmos o novo. Como tudo não é só bom, pode vir a ser um instrumento responsável por um profundo abismo entre gerações. Os que  têm mais poder intelectual (educação) se utilizam destes mecanismos e se tornam mais inteligentes, informados e ocupam os melhores lugares “na vida”, enquanto os “pobres” ficam mais pobres, mais excluídos apesar da popularização do conhecimento – as autoridades e os progressistas devem se preocupar com esta dicotômia, para assim buscarmos, num tempo ainda longo, a perfeição utópica dos que confundem a tão necessária harmonia entre crianças, adultos e velhos com a mediática “rebeldia progressista do agora é a minha vez”.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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