4 de junho de 2026

Os critérios para a construção de usinas hidrelétricas

Por Joaquim Lemos

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Comentário ao post “A hora de repensar os reservatórios de hidrelétricas

Prezado Sr. Luis Nassif

A suas observações a respeito dos reservatórios das hidrelétricas são muito importantes. ( titulo: A hora de repensar os reservatórios. Na coluna do Nassif, do jornal Folha da Região de Araçatuba, SP ). Quero apenas complementar alguns detalhes. O Brasil precisa buscar primeiramente fontes de energia, abundante e barata, se possível limpa, seja ela qual for. As hidrelétricas contemplam tudo isso. É claro que podemos e devemos buscar fontes de energias alternativas complementares, e temos potencial para isto. Mas algumas discussões surgem com certas idéias erradas, absurdas e sem fundamento técnico – cientifico e financeiro de ambientalistas, que tem visão curta e que conseguem iludir a sociedade e autoridades do governo, com argumentos até justos, mas que em nada justificam o impedimento de construção de grandes obras de infra estrutura.

Os critérios para construir uma usina hidrelétrica têm que ser fundamentados basicamente em critérios técnicos, eficiência, custo beneficio e pronto. Tem que ter engenharia, cálculo, planejamento ( para 50 anos ), objetivos, metas e estratégia de desenvolvimento. Por causa de discussões ou reivindicações sem critérios científicos, muitas obras necessárias deixam de ser construídas e quem acaba sendo prejudicado é a própria sociedade ( economicamente e socialmente ). Os argumentos levantados no seu artigo são argumentos necessários, que as autoridades responsáveis deveriam ter levantado a muito tempo atrás. O resultado disto é que deixamos de investir em usinas hidrelétricas adequadamente projetadas e agora temos que correr atrás do prejuízo.

As vantagens dos reservatórios maiores são as seguintes: 1 ) o aumento da produção de peixes por unidade de área, 2 ) potencial fonte de irrigação ( aumento de produção, produtividade, emprego, renda, qualificação de mão de obra, impostos,etc. ), 3 ) turismo, 4 ) esportes náuticos 5 ) fonte de abastecimento de água para cidades, 6 ) regularização do fluxo de água do rio, 7 ) navegação ( modal de transporte mais barato que existe, quando comparado com transporte rodoviário e ferroviário. O custo de transporte do grão da lavoura até o porto, no Brasil é US$ 85/ton. e nos EUA é US$ 23 / ton. ). Sem falar que, se não fizer nada disto a água vai tudo embora para os oceanos, ou seja, todo um potencial é desperdiçado. E quanto maior o reservatório, maior é a segurança no fornecimento de energia. E temos um reservatório de água para o futuro. O resto é negociação, como fica bem claro no seu artigo.

Por muito tempo divulgou-se erradamente que a Amazônia era o pulmão do mundo. Agora já se sabe que tudo é mentira, foi um engodo ( e ai daquele que fosse contra, era queimado vivo em praça pública ),mas perdemos as diversas ondas de crescimento econômico que ocorreram no mundo, pois poderíamos usar as nossas vantagens comparativas para sermos um pais rico e barato e não um país pobre e caro. Abrimos espaço para China, EUA, etc.. crescerem e passarem na nossa frente. Quem paga a conta, é a própria sociedade e o país, com atraso no seu desenvolvimento e em acabar com a pobreza. É só comparar os IDHs e PIBs mundiais durante os últimos 40 ou 50 anos.

Com relação ao aquecimento global é a mesma coisa. Foram divulgadas apenas hipóteses por pseudocientistas e portanto sem comprovação cientifica de que são as ações antrópicas e o CO2 que contribuem para mudança do clima do planeta. Mas acontece que quem altera o clima do planeta é o sol, os oceanos, os vulcões. Vemos pessoas pregando estas falcatruas e vendendo caro para a sociedade a idéia de que precisamos acabar com o CO2, como se ele fosse o vilão. O CO2 não tem nada a ver com isso. O CO2 é o gás da vida. Quero ver algum animal ou vegetal ficar vivo, se algum dia acabarmos com o CO2. Um detalhe, basta pesquisar na internet e verificar que 99% da composição do ar atmosférico são nitrogênio e oxigênio. Apenas 0,035% é dióxido de carbono ou CO2. E mais ainda, esta composição do ar é igual em qualquer parte do planeta Terra ( com mata e no deserto ).

O sol passa por fases de maior e menor atividade, que então aquece ou resfria os oceanos e teremos fases de maior aquecimento ou resfriamento do globo terrestre. Aliás, estamos caminhando para um resfriamento global, porque o sol está entrando numa fase de menor atividade. Com toda esta preocupação ditadas por ONGs no sentido de atrasar o nosso desenvolvimento, acabamos por não darmos importância às prioridades do país e da sociedade ( crescimento da agricultura e industrialização, educação, saúde, saneamento básico, segurança, infra estrutura, geração de emprego e renda ( isto é inclusão social ).

Com relação a “nossa” Petrobrás é a mesma coisa. Estamos correndo para ficar no mesmo lugar. Estamos importando combustível e petróleo dos EUA. Nós vamos empobrecendo e eles vão enriquecendo. A sustentabilidade é deles e não nossa. Já passou da hora de privatizá-la. O governo tem que cuidar das suas atribuições, do contrário ele não faz nem uma coisa e nem outra. Ou será que quando privatizar a “nossa” Petrobrás o povo vai receber uma parte do valor da venda na sua conta bancária. Estão privatizando portos, aeroportos e ferrovias. Porque não se fez isto a 40 ou 50 anos atrás?

Continue nos informando sempre com seus artigos, que são bem fundamentados e contribuem muito para nossa informação de qualidade.

Parabéns pelos artigos.

Um grande abraço do leitor.

Joaquim Westin Lemos

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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