4 de junho de 2026

Inteligência israelense sugere que Assad não comandou ataque químico

Jornal GGN – Telefonemas feitos pelo Ministério da Defesa da Síria que foram interceptados pelo Mossad, a inteligência israelense, sugerem que o regime de Bashar al-Assad não tinha conhecimento do ataque químico feito na semana passada, em Damasco, que deixou milhares de mortos. Segundo o site InfoWars, as gravações telefônicas, registradas poucas horas depois do ataque e que serão repassadas ao governo dos EUA, mostram funcionários do governo sírio “em pânico” por conta do ataque e exigindo de outros oficiais do governo “respostas” ao incidente.

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Segundo o jornalista Noah Shachtman, as conversas mostram que os funcionários do Ministério da Defesa especulavam se o ataque era “o trabalho de um oficial sírio que tenha ultrapassado seus limites”. Um oficial da inteligência dos EUA, ouvido pelo blog, diz que ainda não é possível determinar se, de fato, o regime de Assad não tinha conhecimento prévio do ataque. “Nós só sabemos que foi muito estúpido”, relatou.

Mesmo sem confirmações de que o governo sírio seja o responsável pelos ataques, os EUA cogitam lançar uma ofensiva contra o país em apoio ao Reino Unido. Nesta quarta-feira (28), o InfoWars também havia divulgado que e-mails trocados pela empresa de segurança Britam Defence sugerem que o ataque tenha sido financiado pelo Qatar, com apoio dos EUA, para incriminar o regime de Assad e abrir caminho para uma intervenção militar direta.

“Armas de destruição em massa”

Além disso, reporta o InfoWars, a última investigação feita na Síria pela ONU (Organização das Nações Unidas) em busca da existência de “armas químicas” apontou que havia mais possibilidade de tais armamentos estivessem nas mãos de rebeldes do que propriamente do governo sírio. No começo do ano, outras conversas telefônicas interceptadas entre entre membros do Exército Sírio Livre sugeriam a existência de um plano para realizar um ataque químico capaz de afetar uma área com raio de um quilômetro.

O InfoWars recorda que foi exatamente um argumento similar que levou os EUA, na época comandado por George W. Bush, a invadirem o Iraque e a derrubar, julgar e condenar à morte Saddam Hussein. As “armas de destruição em massa”, contudo, jamais foram localizadas. Durante as investidas militares, outros milhares de civis iraquianos também foram mortos, além do conflito estimular a reação de grupos para-militares contrários à intervenção no país.

Com informações do InfoWars.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. victor julien

    30 de agosto de 2013 6:21 am

    Mais uma vez vamos ver os EUA

    Mais uma vez vamos ver os EUA a insurgirem-se contra um país por interesses próprios!!! A história se repete!

    derrubam o governo, fazem estragos, criam uma dependência total e ainda por cima lá ficarão para venderem serviços de reparação dos estragos por eles feitos… TERRÍVEL!

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