Jornal GGN – O ICC (Índice de Confiança do Consumidor) da FGV (Fundação Getulio Vargas) atingiu 113,1 pontos entre os meses de julho e agosto, recuperando as perdas contabilizadas em junho e julho, quando as manifestações populares atingiram seu auge. Mesmo com a retomada, o índice permanece baixo em termos históricos, situando-se a meio caminho entre os dados de maio e junho.
O resultado foi impulsionado pelo indicador que mede a satisfação dos consumidores com a economia atual: o aumento registrado entre julho e agosto foi de 17,4%, recuperando parte da forte influência negativa verificada dos dois meses anteriores, quando a redução chegou a 20,3%. Entre julho e agosto, a proporção de consumidores que avaliam a situação atual da economia como boa subiu de 14,9% para 17,4%, enquanto a dos que a julgam ruim caiu de 47,1% para 37,8%.
Segundo o levantamento, o Índice da Situação Atual (ISA) avançou 7,3%, após recuar 9,7% no mês anterior, refletindo a diminuição do grau de insatisfação com a situação econômica atual. Apesar do crescimento, o ISA em 117,2 pontos permanece bem abaixo da média registrada nos últimos cinco anos, de 127,8 pontos.
Já as expectativas em relação aos meses seguintes tornaram-se mais otimistas. O Índice de Expectativas (IE) fechou em alta de 3,5%, para 110,4 pontos, o melhor resultado desde janeiro de 2013 (110,5), e um nível superior à média, de 108 pontos.
Com relação aos seis meses seguintes, houve melhora no quesito que mede o otimismo em relação à economia. O indicador avançou 7,5%, ao passar de 103,4 pontos para 111,2 pontos, o maior desde janeiro de 2013 (112,4). A parcela de consumidores projetando melhora da situação econômica aumentou de 27,9% para 29,8%, e a parcela dos cidadãos que preveem piora diminuiu de 24,5% para 18,6%.
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