17 de junho de 2026

Raio X dos ritmos: Marchinha

Marchinha

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Jornal GGN – A marchinha foi reconhecida como a música de carnaval no Brasil. E isso mais até do que o samba-enredo. Ela foi cultuada dos anos 1920 aos anos 1960, responsável por algumas das canções mais populares do país, com um time de compositores dos mais importantes, célebres no mundo da música popular.

A marchinha trouxe para suas fileiras nomes como Chiquinha Gonzaga, que nos brindou com Ô Abre Alas, escrita para o cordão Rosa de Ouro, em 1899, e foi a primeira música escrita especialmente para o carnaval. E vai até Moraes Moreira, passando por Noel Rosa, João de Barro, Ary Barroso, Lamartine Babo e Mário Lago, muitos deles se superando para trazer a música que seria a preferida dos foliões no carnaval daquele ano.

Carregando o compasso binário da marcha militar e andamento acelerado, parte do período carregando a influência das big bands de jazz, a marchinha trazia melodias simples e alegres, para que os foliões aprendessem bem rápido as letras cheias de picardia.

A marchinha teve um período de ouro, a partir da década de 1930, com intérpretes do naipe de Carmen Miranda, Almirante, Mário Reis, Dalva de Oliveira, Silvio Caldas, Jorge Veiga e Black-Out. Essas eram as vozes que enchiam o carnaval de ritmo pelas composições de João de Barro, Ary Barroso e Lamartine Babo.

No começo dos anos 1960, a popularização do carnaval marcou o início da era do samba-enredo e o declínio das marchinhas e dos blocos. Uma das últimas marchinhas a ganhar brilho foi Cabeleira do Zezé e Mulata Iê-Iê-Iê, de José Roberto Kelly. Após o advento do AI-5, na ditadura militar, instalada a censura no Brasil, a marchinha ressurgiu em iniciativas isoladas, como forma de driblar a fera, nas tintas de Caetano Veloso e Chico Buarque. 

https://www.youtube.com/watch?v=4CTVXdcGyUU]

[video:https://www.youtube.com/watch?v=87UzfvETqTc

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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4 Comentários
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  1. Ivan de Union

    19 de agosto de 2016 8:25 pm

    “Após o advento do AI-5, na

    “Após o advento do AI-5, na ditadura militar, instalada a censura no Brasil, a marchinha ressurgiu em iniciativas isoladas, como forma de driblar a fera, nas tintas de Caetano Veloso e Chico Buarque”:

    Nao sei se CBuarque ja gravou marchinhas de carnaval, mas as de Caetano eram impressivas melodica e ritmicamente, muito mais complexas que marchinhas normais:

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=sd99slI8Jzk%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=PhFxuVUMFn8%5D

    1. Jair Fonseca

      19 de agosto de 2016 11:43 pm

      Esses ótimos exemplos do

      Esses ótimos exemplos do Caetano são de marcha-frevo. Lembro que antes do AI-5, Caetano já fizera a primeira canção tropicalista, “Alegria Alegria”, que é uma marchinha, só que gravada por um grupo de rock. E Chico Buarque já fizera outra marcha: “A banda”… Ambas não eram de carnaval, mas foram marchinhas que lançaram esses dois importantes compositores da moderna canção brasileira.

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=wWhnq5YcBfk%5D

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=wFPPawLq_5Q%5D

       

  2. GalileoGalilei

    19 de agosto de 2016 9:55 pm

    Algo de estranho

    Parecem existir controvérsias sobre a autoria da marchinha atribuída à Chiquinha Gonzaga.

    Ver discussão, abaixo, copiada do link do fonograma no youtube. Eu também tinha achado estranho:

    (Obs. ler a discussão de baixo para cima)

    —————

    SenhorDaVoz  SenhorDaVoz3 anos atrásCorreto. Se você tivesse embasado o comentário anterior, eu não teria levantado qualquer dúvida a respeito. Até então, nem sabia que você era douto e tão altamente especializado no assunto. Desta forma, agora não há mais dúvidas.Wandrei Braga  Wandrei Braga3 anos atrásPrezado, sou pianista e pesquisador da vida e obra de Chiquinha desde 1999, em 2011 tivemos acesso a todos aos seus manuscritos, hoje no IMS-RJ. Publicamos + de 300 partituras revisadas a partir dos manuscritos da compositora, as novas edições estao no ChiquinhaGonzaga com/acervo – A composição de Ó Abre Alas de CG data de 1899, em manuscrito autógrafo, também temos um parecer da biógrafa de Chiquinha, Edinha Diniz sobre isso, a música e letra no video nao sao de Chiquinha Gonzaga. Att SenhorDaVoz  SenhorDaVoz3 anos atrásPara se ter certeza sobre isto, só vendo a partitura original, que deve ser do fim do século XIX. De outro modo, não poderemos constatar absolutamente nada. Talvez haja esta confirmação no SBAT.

    Wandrei Braga

     Wandrei Braga3 anos atrásO que constato é que a melodia e a letra não sao de Chiquinha Gonzaga, Apenas o trecho ó abre alas que eu quero passar coincide com a letra da música de Chiquinha. Se puder corrigir o título poderia ajudar a esclarecer as pessoas. Mais informações no site oficial de ChiquinhaGonzaga com OBrigado Abraços 

  3. Arlei Macedo

    20 de agosto de 2016 12:00 pm

    mmarchinhas

    O douto autor nota que Atrás do trio… e Chuva, suor… são mais complexas. Será que não notou que são frevos, não marchinhas?

     

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