3 de junho de 2026

Prévia do IGP-M atinge 0,24% no segundo decêndio de julho

Jornal GGN – O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) encerrou o segundo decêndio de julho com uma variação de 0,24%, segundo dados divulgados pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). O resultado ficou bem abaixo do apurado no mesmo período do mês anterior, quando o total foi de 0,74%. O segundo decêndio do IGP-M compreende o intervalo entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência.
 
Os três grupos que formam o indicador perderam força no período, sendo que a queda mais expressiva foi registrada pelo INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), que caiu de 2,41%, no segundo decêndio de junho, para 0,78% em julho. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços atingiu 0,41%, abaixo dos 0,64% registrados no mês anterior, enquanto o índice que representa o custo da Mão de Obra registrou taxa de 1,12%, no segundo decêndio de julho. Na apuração referente ao mesmo período do mês anterior, o índice variou 4,05%.
 
O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) desacelerou de 0,60% para 0,24%. A variação do item Bens Finais recuou de 0,14% para -0,60%, devido ao desempenho do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -0,31% para -6,18%. Já o grupo Bens Intermediários passou de 0,64%, em junho, para 0,98%, em julho, por conta do subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 0,96% para 1,33%.
 
O índice referente a Matérias-Primas Brutas fechou o segundo decêndio de julho em alta de 0,37%. No mês anterior, a taxa foi de 1,10%. Os itens que mais contribuíram para este movimento foram minério de ferro (de 0,52% para -4,53%), soja em grão (de 9,83% para 4,76%) e suínos (de 4,20% para -0,85%). Em sentido oposto, destacam-se aves (de -4,33% para 1,27%), bovinos (de -0,10% para 2,06%) e cana-de-açúcar (de -2,30% para -0,57%).
 
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) passou de 0,38% em junho para 0,01% no segundo decêndio de julho, sendo que a principal contribuição para o decréscimo da taxa partiu do grupo Alimentação, que caiu de 0,22% para -0,43% puxado pelo item frutas, cuja taxa passou de 1,29% para -4,87%.
 
Outras cinco classes de despesa apresentaram decréscimos em suas taxas de variação: Transportes (de 0,13% para -0,54%), Habitação (de 0,66% para 0,44%), Vestuário (de 1,13% para 0,19%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,53% para 0,46%) e Comunicação (de 0,15% para 0,09%). Os itens que contribuíram para a desaceleração dos grupos foram tarifa de ônibus urbano (de 1,25% para -2,37%), condomínio residencial (de 1,23% para 0,53%), roupas (de 1,31% para 0,39%), medicamentos em geral (de 0,19% para 0,13%) e pacotes de telefonia fixa e internet (de 0,15% para -0,22%), nesta ordem.
 
Em contrapartida, os grupos que ampliaram suas taxas de variação foram Educação, Leitura e Recreação (de 0,02% para 0,28%) e Despesas Diversas (de 0,04% para 0,25%). Nestas classes de despesa, merecem destaque os itens passagem aérea (de 1,09% para 5,05%) e serviço religioso e funerário (de 0,01% para 0,77%), respectivamente.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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