O ar aparenta um certo cansaço. Mas os olhos brilham e Dilma Rousseff é capaz de discorrer por duas horas sem perder o pique sobre seu tema preferido: o Brasil.
Garante que no segundo semestre o país testemunhará o deslanche das concessões e parcerias público-privadas. Entusiasma-se ao falar da construção naval, da lei dos portos e de como a reserva do campo de Libra impactará o país.
Criaram-se lendas de que Dilma irrita-se com críticas, a ponto de romper com o crítico. Não é o que transpareceu na conversa de duas horas, na quinta-feira no Palácio do Planalto. Mostrou sua visão de país e informou ter alertado alguns ministros mais suscetíveis sobre a importância de se dar atenção às críticas fundamentadas.
Um dos interlocutores de Dilma garante que a imagem da “gerentona” não faz justiça a ela. Segundo ele, poucos presidentes na história tiveram a visão estratégica de futuro de Dilma. “Ela sempre pensa no país daqui a 10, 15 anos”, explica o interlocutor. “Não se inebria com resultados imediatos”.
Tem pressa. Entende que presidentes passam, o país fica. E quer deixar o máximo possível de sementes plantadas. Talvez explique o fato de empurrar conflitos com a barriga, ceder em muitos pontos, não parar sequer para colocar o Ministério em ordem, por não ter tempo a perder para colocar em pé um trabalho que – segundo sua mesma expectativa – só começará a frutificar daqui a dez, quinze anos.
E é o que talvez explique a condescendência imprudente com seu Ministério.
Na hora da operação, esbarra na fragilidade de alguns Ministros e no acomodamento de outros. Aí, é obrigada a perder parte relevante do tempo corrigindo problemas operacionais. O álibi “Dilma truculenta” é invocada por muitos Ministros para justificar sua própria mediocridade e apatia.
A entrevista revela uma presidente com plena clareza sobre os caminhos estratégicos do país. Mas, para consolidar sua obra, falta a freada de arrumação, uma mudança maiúscula no Ministério, uma reestruturação no modo de gerenciar os Ministros – agrupando núcleos de Ministérios em torno de algumas figuras-chave, que possam ser a Dilma da Dilma -, uma reformulação na articulação política. E determinar aos seus Ministros que corram riscos, busquem iniciativas, demitindo os que se dizem com medo de cara feia.
Ao ouvir o nome do jornal GGN, pergunta a relação com o Grupo Gente Nova (GGN), organização de lideranças jovens cristãs, que vicejou em Minas nos anos 60. O berço do GGN foi Belo Horizonte e, através das freirinhas do Sion, Dilma e outros jovens faziam trabalho social em bairros pobres, discutiam política e o Concílio Vaticano 2 de João 23. O GGN transbordou para Poços de Caldas, também através de freirinhas – na caso, as dominicanas.
Dilma recorda desses tempos, compara com o que sua neta encontrará pela frente. E dá o mote para o início da entrevista.
O novo país
GGN – Que país a senhora pretende que nossa geração entregue para a de nossos netos?
Dilma – Está vindo por aí uma nova geração totalmente diferente, que encontrará um país totalmente diferente do que nossa geração recebeu. Nós vamos transformar o Brasil em um país rico, de classe média. Pessoalmente acho que essa herança ficará não apenas eliminando a pobreza, mas conseguindo uma educação de altíssima qualidade. Só a educação permite um ganho permanente, irreversível. Por isso defendo os royalties para educação.
GGN – Qual a próximo ciclo da economia?
Dilma – A etapa do combate à miséria absoluta está prestes a terminar. Hoje em dia, existe o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida, o apoio ao microempreendedor, o Luz Para Todos. Essa foi a primeira grande leva de transformações e só tem dez anos. Os frutos ainda nem começaram a aparecer. A segunda grande leva será a busca da competitividade.
GGN – E as frentes da próxima batalha?
Dilma – A principal é a Educação, que serve ao lado social e à competitividade. Há um amplo investimento no Prouni (Programa Universidade para Todos), no FIES (Financiamento Estudantil), na ampliação das escolas técnicas, de universidades e novos campis. E na interiorização da educação. Levar a educação para o interior muda padrão de vida de toda uma região.
Os analistas ainda não se deram conta da extensão do trabalho em educação. Financiamos R$ 1,5 bilhões para o Senai ampliar a formação de mão de obra. A Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) da CNI (Confederação Nacional da Indústria) irá formar 8 milhões de trabalhadores até 2014. O MEC (Ministério da Educação) está entrando com recursos para formação de técnico para nível médio.
A parte relevante é o treinamento de mão de obra com vários escalões, até chegar à Tereza Campello (do Ministério do Desenvolvimento Social). Há várias turmas de filhos do Bolsa Família se formando. Já chegam a um milhão de alunos.
Essa mesma parceria do Senai estamos fazendo com o Senar (da Agricultura) e com o Senac (do Comércio). O Senai e o Senar são os parceiros mais ativos.
O mais interessante é a quantidade de mulheres que saem do Bolsa Família e se tornam operárias especializadas. Na cerimônia de formação dos alunos do BF, a oradora da turma era uma moça que se tornou eletricista.
Os marcos regulatórios
GGN – E a outra frente?
Dilma – A segunda frente são os novos marcos regulatórios. No período Lula houve o marco do setor elétrico. Depois, o pre-sal. Como se sabia onde havia petróleo, com risco menor de prospecção, mudou-se a exploração para o sistema de partilha, para o país beneficiar-se o máximo possível da nova riqueza.
GGN – E a Lei dos Portos?
Dilma – O marco regulatório dos portos é fundamental. No lançamento afirmei que seria a segunda abertura dos portos. A primeira, de Dom João VI, foi para o comércio com as nações amigas. A segunda, agora, é a abertura para o investimento privado. Há a necessidade de um padrão de eficiência compatível com a sofisticação industrial, agrícola e a extração de minérios.
No caso dos portos, ampliar os terminais de uso privado, deixar quem quiser exportar através de container, sem reserva de mercado, e ampliar a capacidade de comunicação do país com o exterior.
Na sequencia, o desafio será priorizar a cabotagem (navegação da costa).
Um de nossos principais atos foi o de desobstruir a infraestrutura. Todo mundo tem o direito de passar. Para não penalizar quem faz a infra, quem quiser passar paga o mesmo que o concessionária cobra de si próprio.
A expansão dos portos abrirá um novo mundo, permitindo a integração com ferrovias, com o transporte aquaviário.
Hoje em dia, temos condições de planejar estrutura ferroviária, porque os portos são importantes, porque rodovias estão sendo duplicadas. Eisenhower, quando assume governo norte-americano, duplicou todas as estradas. Chefiou as Forças Aliadas na Segunda Guerra. Planejou atravessar a França para chegar e Berlim em determinado prazo. O planejamento fio em cima da experiência antiga com as estradas francesas, estreitas. Quando entrou nas autobans, a chegada em Berlim foi abreviada. Aí ele entendeu a importância das autoestradas. Levou 15 anos para duplicar as estradas norte-americanas. Nós duplicamos os principais eixos.
O salto agrícola
GGN – Resolve-se, com isso, o problema do transporte das safras?
Dilma – Ninguém notou muito, mas lançamos recentemente uma política fundamental, a de armazenagem. Precisamos de 65 milhões de toneladas de capacidade instalada de armazéns. No último Plano de Safras, foram destinados R$ 136 bilhões para a agricultura comercial e R$ 21 bi para a familiar. Foram colocados R$ 5,5 bilhões, a 3% ao ano de juros e prazos de 15 anos, para a ampliação da rede de armazéns.
Ao mesmo tempo, será recriada uma estrutura de assistência técnica e extensão rural.
A Embrapa é uma instituição voltada para a pesquisa. A nova organização será voltada para a assistência técnica, como agência de difusão de tecnologia. Será enxuta e seu papel consistirá em articular consultorias privadas para atuar em duas áreas prioritárias: agricultura de precisão e produção de hortifrutigranjeiros em áreas protegidas (estufas), além de pesquisas em biotecnologia, nas áreas de DNA, pecuária leiteira.
O campo de Libra
GGN – E a licitação do campo de Libra?
Dilma – Ainda não caiu a ficha geral sobre a próxima licitação do pré-sal, em 22 de outubro. Será licitado apenas um campo, o de Libra. Dentro da política da ANP (Agência Nacional de Petróleo), a Petrobras foi contratada para furar um poço. Fez a prospecção e constatou, inicialmente, uma capacidade potencial de 5 bilhões de barris equivalente de petróleo. Depois, pegaram os mapas de sísmica em 3D e enviaram para análises em Londres. Os últimos dados apontam para uma capacidade de 8 a 12 bilhões de bpe. É algo em torno de 2/3 do total das reservas brasileiras descobertas em toda sua história.
As análises iniciais indicam um preço bastante competitivo, na faixa de 40 dólares o barril. O gás de xisto dos Estados Unidos, tão falado, não sairá por menos de 80 dólares.
GGN – Recentemente fizemos em Porto Alegre um seminário sobre a indústria naval e houve relatos entusiasmados sobre os avanços no setor.
Dilma – Você não sabe a satisfação que é quando se percebe que um objetivo foi alcançado. Lembro-me que em 2003 o presidente Lula me chamou e disse que o Brasil já tinha sido um dos maiores produtores de navio nos anos 70. E que queria que voltasse a ser. Fui com a Graça Foster, titular de uma das secretarias do Ministério, até um estaleiro abandonado.
Era um areal imenso, a perder de vista, sem nada em cima. As pessoas caçoavam, diziam que seria impossível o Brasil construir navios, que estava muito acima da nossa capacidade. Ora, construir navios é a capacidade de transportar chapas e de soldar. Como, impossível?
Hoje, quando volto aos mesmos lugares, vemos guindastes gigantescos, o estado da arte, equipamentos sofisticados. E com o campo de Libra, vai ser um salto ainda maior. Haverá uma demanda gigantesca por equipamentos, de 14 a 17 plataformas, exigindo acelerar substancialmente a indústria naval.
GGN – Porque concessões e investimentos demoram tanto a deslanchar?
Dilma – O país paga um preço de 20 anos com austeridade fiscal e baixa projeção econômica e de investimento. Ninguém passa imune por isso.
As consequências foram a hipertrofia das estruturas de fiscalização em detrimento da execução. O funcionalismo fiscal tornou-se importante; o de execução perdeu status e incentivo. Esse fenômeno espalhou-se pelo setor privado, com os engenheiros de produção cedendo lugar aos engenheiros voltados para a área financeira e de gestão. Desapareceram as grandes empresas de consultoria de engenharia.
O planejamento de longo prazo retornou ao país em 2007, com o primeiro PAC (Plano de Aceleração do Crescimento). Ninguém mais fazia projetos, nem a União, nem os estados nem a iniciativa privada estavam preparados para enfrentar o desafio.
De lá para cá houve expressiva mudança qualitativa. Hoje em dia União, estados e iniciativa privada estão mais aparelhados, as empresas de projetos são bem melhores, com impacto no ritmo das obras. Houve modificações nos sistemas de contratação, reduzindo o tempo, melhoria na capacidade de planejar.
GGN – Quando as concessões deslancharão?
Dilma – Na segunda metade do ano, haverá um festival de licitações. Serão licitados 7.500 km de rodovias, aeroportos, ferrovias, o poço de Libra, gás em terra, armazéns, linhas de transmissão e geração e o TAV (Trem de Alta Velocidade). Os empresários internacionais já acordaram para isso.
Elisabete Otero
16 de junho de 2013 2:30 pmParece que jornalismo é assim
Parece que jornalismo é assim que se faz.
Bela entrevista.
alexandre medeiros
16 de junho de 2013 2:47 pmFaltou perguntar sobre ações
Faltou perguntar sobre ações visando diminuir a violência e melhorar o sistema de saúde.
Gabriel COsta
18 de junho de 2013 3:08 pmOs demais investimentos não citados
E não só isso que o governo vem fazendo, com o aumento do PIB e da arrecadação, o governo vem investindo no SUS, como vemos a polêmica da importação de médicos estrageiros, para atenderem a falta de mão de obra, e de médicos principalmente, nos interiores dos estados. Os Royaltes, deixaram o brasil, com uma educação bastante elevada, já começando os seus primeiros passos, com o PACTO da alfabetização na idade certa, as contruções de creches escolas, além de muito mais.
Finalmente um presidente, que tem plano, e projetos a oferecer pro brasil, e não esta somente interessado no “status” de presidente.
Dilma Rouseff, nós jovens nós lembraremos de você daqui a 50 anos, quando compararmos a educação que tivemos, como a que nossos filhos terão!
Miesco Gdynski
16 de junho de 2013 3:52 pmO Brasil de hoje e do futuro…
A entrevista com a Presidenta anima a todos nós por sabermos que os brasileiros que vêm aí vão encontrar um país com toda infraestrutura pronta para se tornar uma potência, não militar, mas, de desenvolvimento e de oportunidades.
Uma coisa me preocupa demais: enquanto, por um lado, se vê o empenho de uma Presidenta em tornar a vida melhor para os brasileiros, por outro, observa-se uma imprensa fazendo, junto com um judiciário, do qual todos desconfiam, uma oposição sem nexo. O que querem? Dias piores ou iguais aos que passamos no governo de FHC?
Não sou político e nem tenho vínculo com qualquer partido, por isso posso falar dos governos como eles são vistos por mim.
Ontem, Dilma e Blater tomaram uma vaia de pessoas que pagaram em média R$ 287,00 – pobres é que não eram. Enquanto isso na Explanada dos Ministérios mais de um milhão de brasileiros acompanhavam por telões as festividades de início da Copa das Confederações. Pois bem, quando do momento das vaias no Mané, o que viu-se foi emocionante: todo o povo bateu palmas à Presidenta, num reconhecimento à parcela que a mesma estava proporcionando ao país de também crescer pelo esporte.
Pasmem! Os jornais nem tocaram no assunto, num desrespeito ao povo e à nação com um todo.
Por mim já tomei uma deliberação: jamais vou, sequer, abrir o site desses jornais que procuram, de todas as formas, trazer devol a miséria e a ignorância ao meu Brasil.
Daltro Veras
17 de junho de 2013 2:01 ampolítica
Caro amigo,
Abstraíndo-me do lamaçal de corrupção no qual o PT está mergulhado e da tentativa de seus pares de desmontar a Polícia Federal, aniquilar com o Ministério Público, amordaçar o Supremo Tribunal Federal e, inclusive, a própria Imprensa, tenho apenas uma ressalva a fezer em relação ao seu brilhante comentário.
Ele apenas confirma a tese da institucionalização da compra de votos.
Os programas criados pelo governo FHC já possuíam esse escopo. Minha esperança era que o sindicalista, de origem pobre, que chorou na sua posse, prometendo acabar com a miséria nesse país, não permistisse que isso acontecesse. Esperança em vão!
Numa estratégia covarde, esse verme passou seus mandatos viajando – excelente álibe pra depois afirmar que de nada tinha conhecimento – enquanto sua quadrilha, orquestrada pela sua cúpula, fazia a festa do crime.
Hoje, ainda “impunes”, com o aval e a ajuda do PT, continuam pendurados, à todo custo no poder, incusive, fazendo parte de comissões de justiça, vejam que contradição.
Quem passava fome, ainda está jogado nas ruas, se drogando, se prostituindo, praticando pequenos delitos e ainda comendo da mão dos piedosos, longe dos “programas sociais” e das urnas elitorais. Esses não interessam ao PT!
Os que interessão ao PT, têm família numerosa, e estão incluído nos “programas sociais”, são: a minha empregada doméstica (quatro filhos) que não me deixa assianar sua carteira pra não perder sua paga; o ex- morador da propriedadezinha do meu pai no interior do Ceará (sete filhos e dois netos) e comprou uma “D20” (veículo) na ilusão de fazer frete, mas que seus últimos pneus (usados) foram doados por mim e uma multa paga pelo meu pai, porque ele não tem condições de manter o veículo comprado com estímulo do governo e brevemente será tomado pelo banco; o outro trabalhador (cinco filhos) que não faz mais cerca nem capina pro meu pai porque comprou uma moto com a qual “tange” seu “gado” (quatro cabeças), comprados com outro estímulo do governo; o porteiro do meu prédio que vendeu a TV de 42″ de LCD pro dono do mercantil da esquina, comprada em “dez suaves prestações”, que seu filho derrubou de cima do rack, também comprado em “dez suaves prestações” e quebrou a tela, por não poder pagar o conserto de R$ 1.900,00; etc.
Infelizmente, esse povo não tem noção de como funciona a economia. Não foram educados para tanto.
O país não produz, não cresce e nem acabou com a fome. A “distribuição de renda”, que inclui, além dos “programas sociais” e os “estínulos”, os “empréstimos consignados” aos aposentados, avalisados pelo governo, estão indo parar no bolso dos banqueiros e dos oportunistas, antigos amigos desse governo pilantra.
Acabei de olhar aqui no monitor e no meu celular, e está escrito: MADE IN CHINA, e muito provavelmente no seu aparelho ai tenha o mesmo. A tecnologia do pouco que produzimos é importada!
Estamos sendo recolonizados; as praias do nosso Ceará P.Ex., estão sendo compradas por estrangeiros. Antes, não tinhamos empregos; agora, não temos trabalhador, porque, empregados, especializados, nem se fala! Tornar as pessoas educadas não interessa ao PT!
Na prática, estamos criando uma legião de elitores fiéis “desocupados” somada a uma outra parcela de eleitores fiéis trabalhadores, que deixam de contribuir com o governo, devido à opçõao pela informalidade, todos mantidos pelo dinheiro público dos “programas sociais”.
Sinceramente, não enxergo essa potência que Vossa senhoria preconiza. A menos que, quando ela chegar, o nome do nosso país não seja mais Brasil. Torço muito pra que você tenha razão e eu esteja errado!
Grande abraço!
DALTRO VERAS
Anônimo
17 de junho de 2013 8:31 pmIsso que é brigar com os
Isso que é brigar com os fatos. Ô visãozinha medíocre e tacanha a desse senhor Daltro Veras! Me parece que ele errou o site, ao reproduzir todos os chavões dos maynardi da vida de uma vez.
Gabriel COsta
18 de junho de 2013 3:15 pmBem, você fala bem, mas que
Bem, você fala bem, mas que provas e alusões vc tem que não sejam de sua vida pessoal? Sabe citar resultados em números dos projetos sociais? O brasil é aclamado por doutores, formados nas melhores universidades do mundo sobre o avanço! Eles fazem pesquizas, e tem “dados”. Toda tese como esta sua, é nescessária possuir “dados” “conteúdo de exemplificação’ resultados,e por exemplo como uma dissertação argumentativa: citar as fontes, e propor soluções.
AnônimoAndréa Vedes
17 de junho de 2013 5:30 pmParabéns…
Parabéns….gostei muito do seu comentário,infelizmente nosso país é uma maria vai com as outras,sem memória e tem a mania do jeitinho brasileiro de querer tudo ao seu jeito e as pressão,Brasil vem de séculos de roubos de corrupções e não são em 10 anos que concertariam esse rombo enorme que fomos submetidos.
Miesco Gdynski
18 de junho de 2013 6:21 pmBrasil de hoje e do futuro…
Também te parabenizo. Para mim, acertaste na mosca quando disseste que somos umas maria-vai-com-as-outras – isso acontece por falta de lideranças confiáveis – vê o que aconteceu com os protestos, que, afinal, ficaram sem um objetivo claro. Não é? Sobre o mísero jeitinho brasileiro, considero-o uma praga a ser extinta. Pior que ele somente a corrupção que parece um vírus e que atinge boa parte da nossa população. A respeito disso, fiquei decepcionado com o nosso todo poderoso presidente do Supremo Tribunal Federal, o Barbozão, pois não é que o mesmo, junto com os presidentes dos outros três tribunais federais acertaram um aumento no próprio salário de 300%, ou seja, passar dos aproximados R$ 30.000,00 por mês, para R$ 90.000,00?
Que nome darias para uma iniciativa dessas que não fosse corrupção?
Jorge Leite Pinto
16 de junho de 2013 7:16 pmComo é bom receber informação
Como é bom receber informação sobre o que ESTÁ ACONTECENDO no Brasil…
Os “pigs” latem, o BRASIL passa!!!
karma
16 de junho de 2013 11:51 pmJorge simplismente
Jorge simplismente irretocavel concordo 1000%
Anônimo
16 de junho de 2013 8:01 pmQuem se lembra da paralisia
Quem se lembra da paralisia dos governos anteriores ao de Lula e Dilma, especialmente o de FHC, que produziu arrocho salarial, dobrou o desemprego, destroçou o patrimônio público, só pode se entusiasmar com dados e perspectivas como esses da entrevista. Tomara que o povo brasileiro tenha o discernimento de continuar bancando o governo atual.
Natalia NF
16 de junho de 2013 8:07 pmFaltou ela falar sobre a
Faltou ela falar sobre a Política externa…. qual sua visão estrategica sobre esse tema? Sobre o resto, temos que esperar para ver…..
Ramona Esther Nunez
16 de junho de 2013 10:04 pmSinto-me orgulhosa de viver
Sinto-me orgulhosa de viver num país chamado Brasil. Sou estrangeira,mas amo este país e trabalho no voluntariado todo meu tempo disponível pra geração de renda de familias empobrecidas, ensinando aproveitar os resíduos de pescados transformando em couro e confeccionando artesanato de muito boa qualidade. Pode ser apenas um grauzinho, más se todos ajudarem a construir, juntos poderemos desfrutar de nosso país, colocando todo esforço pra crescer.
Obrigada Presidenta Dilma pelo entusiasmo e a confiança que coloca no seu trabalho pra trazer crescimento a nosso amado Brasil.Que bom tê-la como Mandataria!
Francisco BT
16 de junho de 2013 11:17 pmEntrevista de uma estadista
Entrevista de uma estadista
karma
16 de junho de 2013 11:47 pmFalta comunicação
Caro Nassif a maior falta desse governo está na comunicação, tá pior que orrivel simplismente não existe!!!!!!!
Só escutamos a midia de oposição uivando ao desastre e o governo não consegue nem passar o conteudo de avanços dessa entrevista, ninguem escuta nada!!!
Olha voce sabe muito bem que mentiras repetidas viram verdades na cabeça das pessoas.
Quando é que o governo vai levar a serio isso???? Na campanha eleitoral???????
Um abraço
Beatriz A S Silva
19 de junho de 2013 8:12 pmConcordo que falta divulgar o
Concordo que falta divulgar o trabalho efetuado pelo Governo. Sugiro a elaboração de material comparativo sobre o trabalho do governo Lula/Dilma e o realizado pelo governo que antecedeu, com apresentação de gráficos e números que sejam de fácil assimilação , em especial, pela juventude. Estou à disposição para contribuir. Estou convicta que só a união daqueles que acreditam numa sociedade solidária e fraterna poderá impedir o retrocesso e a volta do neoliberalismo e sua política individualista, preconceituosa e destrutiva.
Eurico
17 de junho de 2013 12:24 amVamos mostrar isto ao povo!
Nassif, mais uma vez parabéns pelo seu trabalho. Gostei muito da história que ela conta do areal que se transformou num estaleiro. Fico cá pensando como isto teria um efeito formidável sobre o povo se fosse contato através de um vídeo, contendo imagens do local, imagens históricas, e a linha de trabalho hoje montada, inclusive com as plataformas e navios já lançados e reformados. Esta é a imagem de futuro do Brasil. Esta é a imagem que a grande imprensa quer enterrar.
davilson abrahao
17 de junho de 2013 12:52 amComentários existem onde não
Comentários existem onde não se pode comparar, explicando, a presidenta Dilma faz de seu governo a inclusão do povo menos favorecido ao mundo contemporâneo, jà o governo da quadrilha do FHC só fez afundar o povo brasileiro.
JCarlosOliv
17 de junho de 2013 11:36 amA avaliação de Dilma
Muito se fala no espaço da mídia sobre “o mensalão”, sobre “o gurgel demitir …”, sobre isso e mais aquilo. No entanto, temos que entender que, conversando com o grande povo, mantemos o nível das conversas sempre naquilo que interessa: emprego. É claro que o assunto edicação acaba por vir e a cobrança é constante. Ou nem os rentistas, aqueles que se deram ao trabalho de pagar um caro ingresso, de se deslocar a um estádio e, ainda por cima, tomar um carão (ou outro termo mais chulo) de um estrangeiro, aprendem, ou nem a imprensa aprende. A grande massa, mesmo sendo diuturnamente bombardeada pela mídia, tem sido mais séria e tratado estes assuntos com mais objetividade. Os portos, o pre-sal, os programas de educação com a rede SEN´s.
A grande mídia, no afã de destruir, alardeou no preço do tomate; pronto o preço caiu.
A grande mídia, em meio a uma crise mundial, badalou sobre o pibinho, o pib não cresceu muito, mas não caiu
A grande mídia, em gesto vulgar e criminoso, tentou desmoralizar o ENEM; o ENEM foi um sucesso.
Ou botamos a grande mídia nos eixos, já que é obrigação desta servir ao país, ou esta vai se desmoralizar ao ponto de não mais servir para nada. Nem mesmo para os rentistas e bobocas de plantão.
A entrevista foi benvinda, mesmo avaliando sem ufanismo. Mas foi uma forma de, ainda que superficialmente, dar uma mensagem que o Brasil, o Povo Brasileiro, não o Governo, passa impávido na busca de seu ideal de riqueza e prosperidade. O que falta é, junto a riqueza, melhorar o nivel educacional, para que não venhamos mais passar vergonha de sermos admoestados publicamente por um estrangeiro.
O que queremos são portos, escoamento da maior safra do mundo, autosuficiencia econômica, científica, militar e garantir um país digno para todos os brasileiros. Dilma já se mostrou capaz desta empreitada. Então viva Dilma.
Fábio Soares
17 de junho de 2013 5:35 pmQuase concordo com a sua
Quase concordo com a sua avaliação sobre a atuação da mídia em relação aos sucessos e revéses dos últimos governos. Só descordo sobre o trecho “Ou botamos a grande mídia nos eixos, já que é obrigação desta servir ao país, ou esta vai se desmoralizar ao ponto de não mais servir para nada”. A mídia, desde sempre, já escolheu a quem servir. E nunca foi ao país. É um negócio e, como tal, depende de receitas. E de há muito as receitas não vêm dos leitores e/ou espectadores. Vem dos anunciantes. E os anunciantes sempre enquadraram a mídia, que não por acaso, jamais criticou – por exemplo – a atuação criminosa dos bancos ao agiotar via spread bancário. Sem falar de jamais criticar o lado corruptor das grandes empresas, quando dos “escândalos de corrupção”. Com a palavra a Veja e Daniel Dantas.
Na verdade a mídia já se encontrou nesses períodos bicudos de tiragens minguando e ibopes despencando: passaram a se comportar como partido político, à margem da lei. Por isso a campanha presidencial de 2014 iniciou-se antes mesmo da posse da Dilma. E segue a pleno vapor.
Concordo com a sua avaliação de que os pobres têm uma avaliação dela e de seu governo muito distinta – e muito mais lúcida – do que os 20% de remediados que puderam pagar 400 pratas para vaiá-la no Mané Garrincha no último sábado. Mas acho ingenuidade perigosa crer que a mídia não tem obtido sucesso em sua empreitada dituturna, com seus Mervais, Sardembergs, Mírians, Elianes e Reynaldos da vida.
Espero que aquela vaia sonora faça com que a Dilma compreenda que – assim como a mídia – não se pode servir a dois patrões. E que escolha o único patrão que se mantém fiel a ela e pode fazer com que sua visão de longo prazo possa se concretizar em forma de desenvolviment NACIONAL: o povo. Aquele que os que a vaiaram prefererm chamar de patuléia, populacho, imundícia ou, simplesmente “mundia”.
Quanto ao resto do que foi colocado, assino embaixo.
Eliane Faccion
17 de junho de 2013 11:37 amFalta informação ao povo
Nassif, muito boa a entrevista, mas é preciso que Dilma fale mais vezes através deste blog e de outros. Há uma insatisfação generalizada com os ministros (saúde, educação, comunicação etc) – que precisa ser enfrentada, como vc registrou em sua matéria. Fora a justiça, extremamente mal tratada!!!! Fico pensando na falta de quadros e na perda de outros, como o Nelson Barbosa….
Anônimo
17 de junho de 2013 4:18 pme silêncio
É sempre essa conversa sobre o desenvolvimento do país. E a Comissão de Direitos Humanos e Minirias? E o Estatuto do Nascituro? E as manifestações pelo transporte público? E a EBSERH? Silêncio de Dilma sobre temas tão imortantes… e muita insatisfação popular. As ruas estão gritando, será que Dilma não está ouvindo?
Calvin
17 de junho de 2013 8:46 pmSegue-se na ladainha de se
Segue-se na ladainha de se pular de D. João direto para o PT, vários passos que o Brasil deu no meio, apesar do PT, insistem em ser desconsiderados.