
No Brasil, Cérbero é bicho de estimação de Thêmis…
por Hydra.
Comentário ao post “Xadrez de como o PT ajudou o MPF a se tornar partido político“
Não há retoques quanto a participação do PT (e de toda a esquerda) no processo de alimentar o “monstro” (como recorda Sepúlveda Pertence).
Mas essa contradição da esquerda e o moralismo não é nova, e nem é só petista.
Está na essência do processo de reagrupamento pós-Ditadura, e ouso dizer, desde o início, no século XIX, XX e agora no século XXI.
Claro que com roupagens históricas próprias, a seu tempo, cada projeto da esquerda, seja na Europa, seja na América Latina, ex-URSS ou Cuba vem carregado de um forte propósito moralista, usado como arma para contrapor a falta de capital político, recorrendo ao Judiciário como arma de intervenção política contra os grupos hegemônicos.
O movimento cubano de Sierra Maestra, por exemplo, teve forte componente agregador junto ao campesinato quando escancarava a roubalheira de Batista, e continuou a construir o senso revolucionário abusando dessas imagens.
Os movimentos dos direitos civis dos negros dos EUA sempre mantiveram uma enorme carga “moral”, se considerarmos que o setor com mais visibilidade bebia na fonte evangélica (Luther King), desprezando o conteúdo pró-ruptura de Malcom X e os Panteras, cuidando para que houvesse um gradualismo sempre comportado dentro das regras e das reformas legais.
Foi com essa contradição que o FBI perseguiu e atacou MLK, porque ele pregava uma moralidade que nem de perto praticava (pelo menos no aspecto afetivo).
Esses movimentos desconsideram a estrutura e a gênese das corporações judiciárias e policiais (manter e conservar o status quo), e os perigos de fornecer munição antipolítica a grupos que orbitam o limbo antidemocrático.
Não é à toa que governos de esquerda ou mais progressistas caem repetidamente nas armadilhas dessas corporações, seja aqui em Botocúndia, seja nos EUA.
Todos os movimentos ultraconservadores, que soterraram direitos e garantias e retrocederam os avanços do estado de bem estar social, tiveram forte apoio nessas corporações, ora “legislando” no vácuo deixado pela antipolítica, ora com a ratificação da criminalização dos movimentos sociais, e pior, ratificando também o recrudescimento legal patrocinado pelos interesses do Capital, como o fim de direitos previdenciários e trabalhistas.
Não esqueçamos que o PT (do qual faço parte desde 1986) também carrega tintas próprias de um moralismo híbrido: eclesial de base com o senso comum arcaico-sindical das fábricas de automóveis, misturado com o ranço dos grupos revolucionários, personificando a ideia de vanguarda, per si, um cacoete conservador que despreza a amplificação dos poderes populares por considerar o povo despreparado.
Assim como o repentino e recente deslocamento das classes C não conferiu ao PT um capital político que se imaginava, com fruto do “agradecimento” pelo conforto econômico, a instituição de regras chamadas impessoais, concursos públicos e autonomia das corporações judiciais não gerou uma inclinação pró-governos progressistas, ou pior, não impediu que as corporações judiciais se afastassem de da partidarização pró-elites.
Tanto na “nova classe média”, quanto nos super-heróis de toga, o que se vê é um misto de autoelogio com teses furadas da meritocracia (que catzo é mérito, senão uma forma de voncencer o despossuído de que a culpa é dele?).
É verdade que há ainda procuradores e promotores com viés humanista, mas isso também acontece no Judiciário, inclusive no STF, que demonstra-se antenado com causas que lhe dão um aspecto moderno (células tronco, união homoafetiva, etc), e em nada altera o jogo, no fim das contas.
Um parêntese:
Aqui mesmo nesse blog e nesse post há exemplos acabados do moralismo messiânico, “os esquerdos-puros do blog”, que oscilam entre culpar o PT pelas alianças (que consideram espúrias, embora não apontem outras), reclamam o abandono dos movimentos sociais (como se a pauta desse movimento pudesse dar conteúdo ao vazio democrático que vivemos, e não apenas reforçar demandas corporativas-setoriais) e por fim, menosprezam os enormes e fortes laços construídos com a setores da classe D e E (ralé estrutural como diagnostica Jessé de Souza) resvalando do mesmo preconceito “coxinha” (justamente esse reduto de apoio que é a última cidadela mantida por Lula, e que o torna o alvo predileto da mídia e da direita).
Enfim, o texto, como já disse, ficou muito bom e desesperador.
O PT (e as esquerdas) não tocaram um milímetro na estrutura das polícias e do Judiciário, talvez por medo, ou talvez por medo e incompetência.
Quem pariu Matheus que embale.
Junior Sertanejo
15 de agosto de 2016 12:06 pmPeco venia ao nobre editor
Peco venia ao nobre editor para um registro.O blogueiro Eduardo Guimaraes e um valente defensor da causa,vamos combinar.Motivado pela emocao,as vezes exagera.Em artigo no seu combativo blog,tece loas e solta foguetes ao mandato do Ministro Ricardo Lewandoski ao apagar das luzes.Ele viu o jogo que eu nao vi.A bem da verdade a Presidencia do Ministro foi uma grata decepcao.Acovardou-se,apequenou-se ou aborquesou-se.A nossa Presidenta da uma pista.Em audiencia com o Ministro Ricardo,nao se falou de outra coisa,senao em dinheiro,isto e,em aumento para a burquesia Judiciaria.O Padrinho que entende e muito dessa seara entendeu o recado e foi a primeira providencia que tomou.Reparem se o STF esta incomodando ele.
O brizolista
15 de agosto de 2016 12:23 pmGostei.
Gostei.
Maria Silva
15 de agosto de 2016 12:57 pmO PT e Lula fizeram o que foi possível …
O PT e o Lula fizeram o que foi possivel. Não vou citar a ladainha de programas de governo que fizeram a diferença nestes ultimos anos. Não é essa a questão. A questão é: como boiar no mar infestado de tubarões, sobreviver e ganhar eleições para promover pequenos avanços que poderiam, a longo prazo, mudar o padrão que vigora na politca brasileira desde a vinda da familia real (ou antes). Só lamento que o PT tenha abandonado as propostas de reforma politica, que discutiam as regras de financiamento de campanha. Isso era muito forte dentro do partido no primeiro mandato de Lula. Depois arrefeceu e caiu no esquecimento …
Junior Sertanejo
15 de agosto de 2016 9:09 pmRespondo a Maria
Respondo a Maria Silva,15/08/2016 as 9:57.Posso lhe assegurar que a nossa Presidenta nao sobreveviria ao mar de tubaroes,mesmo se contasse com a prestimosa e indispensavel ajuda de Steven Spielberg.
João de Paiva
15 de agosto de 2016 1:07 pmE a autoria do comentário-post, de quem é?
Prezada equipe do GGN, prezados leitores.
Este comentário, elevado a post, não tem assinatura. Quem é o autor?
Sou Engenheiro e posso dizer o seguinte: é muito fácil criticar e apontar defeitos numa obra, depois que ela está em andamento, foram verificados problemas ou depois que ela ficou pronta, com a falhas sendo constatadas, comprovadas e medidas. Mas projetar, gerenciar e fazer acontecer, ah, isso é bem mais difícil. Se os leitores observarem, os que mais criticam e apontam defeitos em obras de Engenharia (pelo menos junto ao público leigo, que é consumidor do noticiário dos jornais, revistas, rádio e TV) são os que menos capacidade técnica possuem para isso (incluam aí procuradores do MP, jornalistas, agentes políticos que não façam parte do governo que decidiu pela realização das obras e muitos outros palpiteiros).
Mas por que mencionei obras de Engenharia, se o assunto aqui é política? A resposta é simples: depois que um governo popular é derrubado por um golpe de Estado, depois que um projeto nacionalista de desenvolvimento soberano é abortado e no lugar dele é instalado o mais corrupto, canalha, entreguista, autoritário, repressivo, reacionário, retrógrado, oligárquico e plutocrata desgoverno, é fácil apontar defeitos na Esquerda que esteve no poder e que fracassou diante do golpe dos conservadores e reacionários. Estou com isso, sendo complacente com os fartos erros das administrações petistas? Evidentemente, não. Mas se a Esquerda e seu maior partido, o PT, vítimas da artilharia golpista nos últimos 11 anos, se encontram combalidos e exangues, a mim parece puro oportunismo dirigir-lhes críticas pesadas, colocando neles a exclusiva culpa pelas crises econômica e, sobretudo política, que levaram à queda do governo popular e legítimo.
Quem mais bem caracterizou as contradições da Esquerda e apontou as razões internas que tornam dificílima a chegada ao poder e facílima a deposição de governos populares de Esquerda foi o Romulus. Com texto leve, bem humorado, sem rancor ou revanchismo, Romulus mostrou de forma clara, didática, a eficiência da Direita, que se une para tomar o poder e repartir o botim. Romulus mostrou que a Direita tudo monetiza e sendo o dinheiro um bem fungível (fun.gí.vel)
a2g.
1. Jur. Diz-se de coisa que se gasta, que se consome depois do uso e que pode ser substituída por outra da mesma espécie (bem fungível).), impessoal, divisível em quantas parte se queira, fica extremamente fácil a repartição do que foi pilhado, entre os agentes que participam de golpes de Estado e derrubadas de governos populares de Esquerda. Sendo mais concreto, basta observar como foram ‘comprados’ os apoios do funcionalismo do judiciário e do ministério público ao golpe em curso no Brasil, além, é claro, da forma escancarada como se ‘comprou’ apoio paralamentar e midiático para o referido golpe. Já as ‘moedas’ de que dipõe(m) a(s) esquerda(s) – como Romulus mostrou sempre conseguimos identificar mais de uma e podemos falar em ‘esquerdas’, o que não ocorre com o espectro oposto, o da Direita, que sempre se mostra uno, nas empreitadas que envolvem a defesa e manutenção de privilégios e detenção da riqueza).
Como tenho comentado há mais de dois anos, a famigerada técnica ‘uma no cravo, outra na ferradura’, adotada pela maioria daqueles chamados ‘intelectuais esquerdistas’, como Aldo Fornaziei e Wanderley Guilherme dos Santos (dentre muitos outros) serve apenas para alimentar a vaidade deles e garantir-lhes espaço na mídia golpista e criminosa (PIG/PPV), para divulgação de livros ou artigos acadêmicos que estejam a escrever. Uma pergunta que os ‘puritanos’ nunca se fazem á a seguinte: Se o PT mantivesse uma postura como a da ala mais radical (que deu origem ao PSOL e ao PSTU) que havia no partido, teria coseguido eleger Lula presidente? Com o sistema político vigente no Brasil (presidencialismo de coalizão), conseguiriam Lula e o PT governar, implementar os limitados programas sociais e chegar ao fim do mandato? Supondo que Lula chegasse ao fim do primeiro mandato, conseguiria ele se reeleger e depois eleger a sucessora? E a Sra. Dilma, conseguiria terminar o primeiro mandato e se reeleger, caso o governo desde o início se recusasse a fazr alianças, para obter apoio no parlamento?
Sou idealista, como os esquerdistas que se prezem o são. Mas é preciso racionalidade e avaliar a realidade do sistema político que vigeu no Brasil, desde a CF de 1988, até 2014. Tanto o PT como outros partidos de Esquerda històricamente defenderam financiamento exclusivamente público para candidatos e partidos políticos. Mas a Direita sempre se posicionou contra. Para chegar ao poder, o PT usou do mesmo sistema de financiamento secularmente usado pela Direita, ou seja, ‘doações de empresas’. Tendo aprendido a jogar o jogo, o PT conseguiu vencer 4 eleições presidenciais consecutivas; e provavelmente continuaria a vencer outras, não fosse a associação da burocracia estatal (PF, MP e PJ) em ORCRIM, em parceria com as oligarquias plutocráticas brasileiras e com o PIG/PPV, a soldo do alto comando internacional do golpe.
O puritanismo desvinculado da realidade pode satisfazer o ego daqueles que dele se utilizam, para posar de virgens. Mas esse puritanismo nada de prático e eficaz proporciona e não se presta a nenhum projeto capaz de levar à conquista do poder, pela via democrática, e assim implementar políticas públicas que beneficiem os cidadãos secularmente excluídos. Tal puritanismo só teria alguma utilidade em ambiente revolucionário, mas este JAMAIS foi verificadao na terra brasilis, ao longo dos cinco séculos de história, depois que os europeus invadiram o continente americano.
edna baker
15 de agosto de 2016 5:02 pmConcordo com todas as letras
Concordo com todas as letras e palavras.
Maria Rita
15 de agosto de 2016 2:31 pmPrefiro mil vezes as críticas
Prefiro mil vezes as críticas de frei Beto e Leonardo Boff, aquelas feitas ainda no primeiro mandato e nos anos subsequentes. São verdadeiros exercícios de crítica democrática. Nenhum deles abandonou os verdadeiros líderes nem se calou diante das injustas perseguições (14 anos de perseguição sem trégua). Porque a crítica não se limita a este ou aquele partido, pode ser maior sobre quem tem o poder na mão. Democracia não é um clube ou um time, cidadania não é torcida, nem pesquisas de opinião demonstram qualquer tese aprofundada sobre questões de governabilidade e de propostas de governo para a população. Pensar um governo e as demandas da sociedade não é um jogo ou um filme épico, é zelo pelos direitos de todos, garantia mínima da sobrevivência de todos, incluindo as liberdades individuais tão sagradas para cada um de nós, independente de classe social. Nossos direitos fundamentais estava protegidos pelas chamadas clásulas pétreas. Agora nem a Constituição é respeitada. Nem mesmo pelo STF. Então, não cabe aqui a frase final “quem pariu Mateus que o embale”. Isso não passa de frase de efeito usada com muito desdém pela sociedade inteira, da qual o Pt e todos os partidos fazem parte. A crítica é infantilizada com esse final. Apaga que é melhor.
Josias Pires
15 de agosto de 2016 3:23 pmEntreatos
No excelente documentário “Entreatos”, de João Moreira Salles, que acompanha a primeira eleição de Lula, está tudo dito. Lula diz a Silvinho Palmeira que o projeto do PT é construir sólido apoio no país, o que duraria cerca de 30 anos; com isto ele, Lula não concordava, pois o seu projeto era ser presidente logo e não esperar por 30 anos. Ou seja, Lula trocou o projeto “socialista’ de longo prazo do PT por um projeto pessoal de poder imediato. Para isso montou um projeto social-liberal aliando-se com diversos setores da velha direita brasileira, usou os mesmos operadores financeiros da direita (Marcos Valério, Daniel Dantas, etc.) e, por fim, queimou definitivamente o projeto “socialista” do PT. Agora, talvez daqui a 100 anos tenhamos uma esquerda forte o suficiente para fazer diferente do que Lula e seus aliados fizeram.
Jose de Almeida Bispo
15 de agosto de 2016 3:40 pmExcelente, mas… quanto ao
Excelente, mas… quanto ao seguinte, discordo:
“O PT (e as esquerdas) não tocaram um milímetro na estrutura das polícias e do Judiciário, talvez por medo, ou talvez por medo e incompetência.”
Não teve com quem tocar. Já estamos bem menos ruim que que em 1964 e menos ainda que 1889, mas nossa cidadania não chega a dez por cento da população.
Andre B
15 de agosto de 2016 5:32 pmO moralismo do discurso contra ‘o moralismo’ da esquerda.
Ética, moral e justiça são interligados, mas não são a mesma coisa como o texto parece fazer crer.A moral é uma coisa diferente da instuição juridica: é uma serie de regras de ação que se espera que sejam seguidas voluntariamente por um compromisso com alguns principios éticos, e não por medo de uma sanção legal.
Quando se faz uma critica moral de esquerda ao PT se critica o fato de o PT não ter orientado suas ações seguido princípios éticos que alguns identificam como sendo de esquerda ou por ter agido contrariamente a esses princípios. Isso nada tem a ver com aceitar as ações politicas da instituição juridica; se alguns na esquerda o fazem creio que fazem a mesma confusão do texto. Se se reconhece que a instuição juridica tem como objetivo de manter o controle de classe, que age poiticamente na maioria das vezes e especialmete nesse caso – o que é notório para quem acompanha o caso -, isso não impede uma condenação moral da esquerda a quem comete atos que são contrarios os valores identificados como sendo de esquerda. Seja esses Petistas ou de qualquer outro partido ou de partido nenhum…
Aqueles que criticam a condenação moral – e não a juridica que é outra coisa – de atitudes do PT ou de qualquer outro agente politico tambem se orietam por princípos éticos; todo ser humano tem princípios éticos, mesmo que não esteja consciente deles.Sendo assim os que defendem o valor ético das ações do PT se baseiam em uma moral, no que deve ser a regra de uma ação. Fazem uma critica moralista contra os ‘moralistas’ de esquerda. E dizer que não são ‘moralistas’ porque são ‘pragmáticos’ é cometer uma falácia,o pragmatismo, o ‘vale tudo’, também é uma moral, uma regra que orienta ações.
Aliás, vários petistas fazem criticas morais, por exemplo, chamam Temer de traidor por ter sido vice de Dilma e ter dado um golpe. E criticar alguém por ser traidor é ser moralista, é criticar alguém por não ter seguido o principio ético da lealdade..
Gilmar da Silva Francisco
15 de agosto de 2016 6:36 pmEntão, desistamos do Brasi?
Me parece coprreto ao afirmar que nosso sistema e mesmo cultura é extremamente corrupta e egoísta. Um país com habitantes forajdos pra explorar e enriquecer a si mesmos apenas. Os demais habitantes não são compatriotas, são adversários e concorrentes que querem dividri o que pode ser só meu. Olhando daqui, já é difícil demais imaginar como um pais uma cultura destas pode evoluir pra mais justiça social, “se é cada um por si, Deus contra todos”.
Então o sistema é todo podre, e tendente à corrupção e a guerra entre setores sociais. Então nãoa dianta o governo tentar ser bonzinho nem com a população mais pobre, nem com setores chave do judiciário, pois estes esquecem oq eu ganharam, chutam o governa e se voltam contra ele assim que isto se torna mais lucrativo. Inexiste visão de lealdade, idealismo, moralismo. é simplesmente “como eu ganho mais agora? Eu, fique bem claro, eu e só eu.”
A população é tosca, sem formação educacinal pra enteder a sociedade com mais profundidade (e justiça), mas com formação moral nociva e degradante. O sistema é feito pra defender a desigualdade e injustiça social atual. O sistema existe pra manter a elite onde está e o resto abixo desta, sustentando esta.
Por fim, mesmoq eu um governo progressista e bem intecionado ganhe, fracassará, pois o sistema consegue corromper, as mudanças estruturais possíveis são limitadíssimas, é preciso se sujar e misturar profundamente com o poder podre que já está, e , caso se se consiga algumas melhoras, a eleite simplesmente se une, vira a mesa, rasga a regra, e grita: “se nao vai ser do jeito que eu quero por escolha livre de vocês, vai ser por mal com minha força. Esta p… tem dono, o dono sou eu, e não vai mudar nunca nada por aqui!”
Resumindo, tudo está errado no Brasil a cultura geral do povo, o sistema, as leis, tudo,a bsolutamente tudo empurra e mantém o ssitema corrupto e injusto. Um grupod e honesteos que tenta corrigir esse mar de corrupção e injustiça, é como um homem que tenta conter um deslizamente de toneladas de lama que cai sobre si, de todos os lados, com apenas as mãos limpas…
Então o que resta? Pensando muito, lembro a ssugestão de minha esposa: Desistamos. é impossível mudar isto aqui. Se podemos ir, vamos pra outro país. Se possível, um que não tenha humanos, este animal que tem seumasi forte e poderosso instinto o egoísmo, pais de todos os grandes causadores da injustiaç humana: o orgulho, a ganância,a agressividade competitiva.
arkx
15 de agosto de 2016 8:10 pmhidras
->” O PT (e as esquerdas) não tocaram um milímetro na estrutura das polícias e do Judiciário, talvez por medo, ou talvez por medo e incompetência.”
bem… poderia ir nesse rumo e demonstrar, ainda mais uma vez, como o lulismo não tocou e nunca quis tocar, por uma questão de seu projeto de conciliação permanente em prol dos interesses da plutocracia, em nenhum dos graves obstáculos estruturais ao aprofundamento da Democracia brasileira.
mas considero que ainda mais importante é a afirmação:
->” Mas essa contradição da esquerda e o moralismo não é nova, e nem é só petista.”
talvez a lição mais importante que possamos aprender com esta crise é jamais confundirmos moral com ética.
independente de qualquer discussão etimológica ou filosófica, é possível distinguir:
– moral: relacionada aos “bons costumes” conforme aceitos num determinado grupo social numa determinada época.
– ética: um modo de viver, de se relacionar consigo mesmo, com a comunidade e com a vida ela própria.
a ética é um projeto de vida. por isto, a ética e a política são absolutamente inseparáveis.
vivemos uma grande transformação do capitalismo global. as pessoas estão sendo transformadas em empreendedores de si mesmo. já não seremos indivíduos, muito menos cidadãos. e nossas relações sociais nada mais serão do que a de empresas competindo entre si.
toda nossa existência, até mesmo a subjetividade, sob a lógica do mercado.
a Esquerda fracassa por não ter uma ética que se contraponha a este projeto radical do ultraliberalismo.
a Esquerda é moralista, mas não tem uma ética: qual o tipo de vida que temos? qual o tipo de vida que desejamos ter?
.
Renato Lazzari
16 de agosto de 2016 12:48 amJusto. O PT, alçando os
Justo. O PT, alçando os “pobres” à “classe média” mas só quanto a consumo, deu um tiro no própiro pé: é que só quem se sente pobre, prejudicado e excluído vota no PT; no Brasil, quem se sente classe média, privilegiado e incluído vota em gente mais fina…
Faltou educação, consciência de classe.