4 de junho de 2026

A questão geopolítica: Quem tem o pode e a reação neoliberal

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Comentários aos posts: Economia brasileira estaria vivendo seu eclipse? (ÉPOCA, 23-02-13), e A questão do acordo de livre comércio entre os EUA e a UE(VALOR: Uma aliança comercial ocidental anti-China?, 22-02-13).

Nada se entende fora da história”, nos lembra Alfredo Bosi. A situação geopolítica em nossos dias, guardadas as devidas proporções, lembra a reação do sistema econômico global (estrangulamento econômico, político, seguido de golpe sangrento), liderada pelos EUA (Nixon) ao projeto do socialismo democrático do Chile, de Salvador Allende.

A aliança ocidental hoje, entre EUA e Europa, não é somente anti-China, mas anti todas as forças contrária a hegemonia geopolítica dos últimos dois séculos, do modelo eurocêntrico anglo-saxão, de mundo euro-americano. É onde entramos.

Em agosto de 2012, no auge das greves dos “organizados’, dos que tem sindicatos, o funcionalismo público, professores das universidades, polícia federal,…, de quem ganhava no período,  entre 8 mil reais a 14 mil reais, e não da massa de sub-proletário e sem organização,  criei um post para alertar sobre essa questão comparando com o Chile de allende: Brasil em greve: retrato do Chile de Allende?, juntamente com uma imagem poderosa, uma montagem de foto, que remonta o início dos anos 70 de Allende no Chile, aos final dos anos 70 no Brasil das greves do ABC, com Lula:

Portanto, as matérias do VALOR e da ÉPOCA (da mídia em geral), contam a versão de quem tem o poder econômico e a hegemonia da geopolítica e não o outro lado da história, como a fala da Presidente Dilma Rousseff na África (como o Lula e FHC em outras oportunidades), reinvindicando reforma da ONU. Como diz uma frase nos meios de negócios, “não existe almoço grátis“. É bom lembrar que não existe democracia no mundo da geopolítica global, existe correlação de forças, quem pode mais chora menos, essa é a realidade dos fatos.

Lembro de uma frase na camiseta dos bichos que criamos no início dos anos 80, quando estudante de engenharia no D.A. dos estudantes: “liberdade não se mendiga, se conquista“. Essa retórica de falar “ad nauseam” sobre reformas, pedindo reformas, tal qual a tática do Ministro da Fazenda nos últimos anos, reclamando aos banqueiros dos países ricos, e a nossa taxa de câmbio no período, em relaçãoao dólar era R$1,60, uma elite mediocre. Essa é nossa realidade, nossa elite intelectual, adolescente, e marginal.

A pergunta a inteligentsia (zero à esquerda) ao lulismo do PT: E agora José? 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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