4 de junho de 2026

As religiões monoteístas e o trato dado às mulheres

Por douglas da mata

As três religiões monoteístas dedicam nada menos que o papel de sub-humanas às mulheres. Em todas elas, são a “fonte” do pecado, da “tentação”.

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Em todas elas, a personificação de deus é masculina. Em todas elas, o papel do sacerdórcio é, invariavelmente, masculino: padres, rabinos e mulahs.

Em todas elas, a maioria das restrições fisicas, de hábitos e costumes incide sobre as mulheres.

Claro que há níveis ditos “civilizados”, e cada cultura filtra e se adapta, mas a base é a mesma: para os religiosos, mulher é lixo ou sub-categoria, dogmaticamente falando.

Mulheres pode se vestir como querem na Cisjordânia, mas os ritos religiosos ainda serão ministrados por homens, que continuarão a acumular o capital social decorrente desta posição eclesiástica.

No Brasil, as mulheres gozam de relativa liberdade, mas têm que pedir a um juiz(na maioria das vezes machista, ainda que seja mulher) que reconheça que foram estupradas para abortar!

Em todos os países, com mais ou menos liberdade, elas ainda ganham menos por fazerem o mesmo trabalho, e raramente são chefas ou presidentas ou deputadas.

E qual a raiz comum destes países, alguns mais tolerantes e outros menos: as três grandes religiões monoteístas e seus códigos morais. 

Em todos os países onde estas religiões influenciam ou determinam formas de convívio social, as mulheres são ancestralmente discriminadas, bem como são os primeiros alvos nas guerras “santas”, com mortes, estupros coletivos, etc.

Pessoas que professam algum tipo de religiosidade deveriam se calar ao falar da causa feminnista. Só o silêncio respeitoso os redimiria, porque sua fé, desde sempre, os torna culpados.

Assim com em outras religiões, com exceção talvez do Islã, deveriam evitar o tema racismo.

As religiões só têm uma língua em comum: a violência.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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