4 de junho de 2026

Atrás do xixi elétrico só não vai quem já morreu…

Por MiriamL

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Do Público.pt

Grupo de Carnaval brasileiro usa urina para gerar energia de carro de desfile

O objectivo é consciencializar cariocas e turistas para a sujidade e o mau cheiro que tornam, por estes dias, as ruas do Rio de Janeiro nauseabundas.

Os mictórios especiais só disponíveis para homens

É nesta segunda-feira que o Carnaval brasileiro verá algo inédito: na zona sul do Rio de Janeiro, o carro que transportará os músicos do bloco AfroReggae será movido a urina. É o resultado de um projecto conjunto de uma ONG local e de uma agência de publicidade, que querem chamar a atenção para a poluição causada por bexigas cheias em dias de festa muito bebidos.

“O chichi na rua sempre foi um grande problema do Carnaval no Rio de Janeiro. Essa polémica gerou uma discussão e a ideia nasceu”, revelou director de criação da agência JWT São Paulo, Erick Rosa, citado pelo TechTudo, site dedicado à tecnologia do grupo Globo.

O modelo de funcionamento não é original: exceptuando o líquido utilizado, copia o que é utilizado nas fábricas hidroeléctricas. Os mictórios – só disponíveis para homens – estão equipados com um dínamo que, movido pelo fluxo de urina, produz a energia que é armazenada em baterias. Estas são depois transportadas para o carro de som.

A energia conseguida desta forma não servirá, contudo, para fazer andar o carro ao longo de todo o desfile. Apesar de os urinóis especiais estarem disponíveis para o público desde sábado e até amanhã, segunda-feira, os responsáveis pelo projecto não estão certos da quantidade de urina necessária para fazer o percurso completo e vão usar uma “fonte paralela” de energia.

“Além do chichi, existirá uma fonte paralela de energia, para aumentar ainda mais a festa e a duração do bloco”, afirmou Erick Rosa. Mas essa é a parte menos importante desta empreitada carnavalesca. O grande objectivo é mesmo consciencializar cariocas e turistas para a sujidade e o mau cheiro provocadas pela urina por estes dias, que tornam as ruas do Rio nauseabundas.


Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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