4 de junho de 2026

Um plano de governo para o futuro tem de ser político

Comentário ao post: “Papel do Estado e do setor privado no desenvolvimento

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Burocracia foi outro termo massificado pelo “mainstream” para fazer crer na incompetência de governos que não seguem os ditames.

O investimento privado está travado no mundo, e não é a justificativa do governo burocrático que vai justificar esta situação.

Os países chamados desenvolvidos sempre foram “tidos” por não burocráticos.

Países que estão crescendo são exatamente os chamados burocráticos: China, Brasil, índia e Rússia.

Portanto, não é por aí.

O Brasil já criou um plano estratégico, fiscal e financeiro, ao priorizar suas ações na infraestrutura, ao desonerar a economia, ao reduzir juros, ao reduzir o preço da energia elétrica, ao abrir os cofres injetando fortunas nos bancos do Brasil, CEF, direcionados para empréstimos,…

Não existe meio termo virtuoso em política, meio termo é pragmatismo.

Para se fazer um plano de governo que vise o futuro este terá obrigatoriamente que ser político e não pragmático.

A simples concepção do que produzir, para quem produzir, onde e quando, já define a opção política.

No mundo travado, há que se procurar alternativas e isso é política, nunca pragmatismo, ou meio termo virtuoso.

Não se deve colocar no colo dos radicais mercadistas ou estadistas as dificuldades do relacionamento.

A luta não é entre mercadistas e estadistas, a luta é entre financistas e produtivistas.

No modelo atual que Richard Duncan define como “creditismo” está definido o racha entre mercadistas e os da produção.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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