Comentário ao post: “Papel do Estado e do setor privado no desenvolvimento“
Burocracia foi outro termo massificado pelo “mainstream” para fazer crer na incompetência de governos que não seguem os ditames.
O investimento privado está travado no mundo, e não é a justificativa do governo burocrático que vai justificar esta situação.
Os países chamados desenvolvidos sempre foram “tidos” por não burocráticos.
Países que estão crescendo são exatamente os chamados burocráticos: China, Brasil, índia e Rússia.
Portanto, não é por aí.
O Brasil já criou um plano estratégico, fiscal e financeiro, ao priorizar suas ações na infraestrutura, ao desonerar a economia, ao reduzir juros, ao reduzir o preço da energia elétrica, ao abrir os cofres injetando fortunas nos bancos do Brasil, CEF, direcionados para empréstimos,…
Não existe meio termo virtuoso em política, meio termo é pragmatismo.
Para se fazer um plano de governo que vise o futuro este terá obrigatoriamente que ser político e não pragmático.
A simples concepção do que produzir, para quem produzir, onde e quando, já define a opção política.
No mundo travado, há que se procurar alternativas e isso é política, nunca pragmatismo, ou meio termo virtuoso.
Não se deve colocar no colo dos radicais mercadistas ou estadistas as dificuldades do relacionamento.
A luta não é entre mercadistas e estadistas, a luta é entre financistas e produtivistas.
No modelo atual que Richard Duncan define como “creditismo” está definido o racha entre mercadistas e os da produção.
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