Por Vinicius Albani
Comentário ao post “A vista noturna das cidades sem poluição luminosa“
Infelizmente, a poluição luminosa é algo que vem degradando a visibilidade dos céus noturnos em cidades médias e grandes nos últimos cinquenta anos. Existe uma regra de ouro que diz que é necessário se afastar, pelo menos, uns 100 Km de uma grande cidade para ver um céu bem escuro, repleto de estrelas.
Infelizmente, no Brasil existem poucos esforços para minimizar o impacto da iluminação artificial no ambiente. Anualmente, bilhões de reais são desperdiçados ao se utilizar luminárias pouco eficientes, que acabam iluminando todas as direções, inclusive o céu. (quando viajar de avião a noite, olhe pela janela e veja se a luz das luminárias das ruas incide diretamente em seus olhos). Luminárias mais eficientes podem usar lâmpadas com potências mais baixas, pois iluminam exatamente o que se quer. Luminárias ineficientes atrapalham, inclusive, a condução de veículos, pois a luz emitida vem direto nos olhos do motorista.
Existe hoje uma grande comunidade internacional que luta para que o poder público invista na minimização da poluição luminosa (ver http://www.darksky.org/). Em geral, composta por astrônomos amadores e profissionais, tem-se conseguido resultados bem interessantes. Um exemplo é a cidade de Tucson, no Arizona – EUA, onde a poluição luminosa não cresceu como em outras localidades, o que permite que importantes observatórios continuem operando e produzindo conhecimento.
Céus limpos e escuros!
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