Com quase 50 anos é que Xangô da Mangueira consegue gravar o seu primeiro disco. Dono de um talento raro e artista completo, o senhor Olivério Ferreira – era o nome de Xangô – fez muito na e pela Verde-Rosa; sucedeu Cartola como Diretor de Harmonia e passou o bastão de Interprete da Escola para Jamelão. Nesse álbum, Xangô da Mangueira divide a autoria na maior parte das músicas que de uma certa forma narra um pouco da sua história; os primeiros anos em Paracambi – RJ (“Moro na Roça”), a entrada no mundo do Samba (“Cheguei no Samba”) e depois como membro da diretoria da Mangueira (“Diretor de Harmonia”). O também mangueirense Jorge Zagaia, compositor e parceiro de Xangô, participa de algumas músicas; além disso, o álbum é todo delicioso e revela momentos de descontração dessa rapaziada. Ah, o nome do álbum é “O Rei do Partido Alto”(1972)….o negócio é ouvir as músicas, e eis a explicação.

1- Moro na Roça (Tradicional – Adaptação: Xangô da Mangueira – Jorge Zagaia) participação: Jorge Zagaia
2 – Quando Vim de Minas (Xangô da Mangueira)
3 – Se o Pagode é Partido (Xangô da Mangueira – Geraldo Babão)
4 – Cheguei no Samba (Rubem Gerardi – Xangô da Mangueira)
5 – Que Samba é Esse (Jorginho)
6 – Se Tudo Correr Bem (Waldemiro do Candomblé – Xangô da Mangueira)
7 – Pequenininho (Geraldo das Neves) participação: Jorge Zagaia
8 – Recordação de um Batuqueiro (Xangô da Mangueira – J. Gomes)
9 -Quem Não te Conhece é que te Compra (Tiro no Escuro) (Walter Coringa – Lúcio Ferreira)
10 – Arigó (Xangô da Mangueira – Batelão)
11 – Diretor de Harmonia (Jorge Zagaia) participação: Jorge Zagaia
12 – Olha o Partido (Xangô da Mangueira – Rubem Gerardi)
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