Caros,
A propagação do erro: Comentário ao meu post, Brasileiros que chegaram à universidade são 11% da população,(que é o mesmo título do post do viomundo, que gerou o post no Blog do Nassif (Apenas 11% dos brasileiros chegaram ao ensino superior).
Creio que está havendo um mal entendido devido ao título que foi atribuído a matéria que foi gerada no blog do Viomundo, acompanhado por mim e por tabela, no Blog do Nassif, mas como chequei, não é o título da matéria no site da UNB (Pouco ensino trava o desenvolvimento). Essa é minha mera interpretação dos fatos.
A questão primordial, que foi o meu foco de análise (também captado pelo Gunter Zibell – SP entre outros), são o percentual de pessoas entre a população do país que possuem formação com ensino superior (acrescentei alguma informação adicional sobre formação em ensino técnico), ou seja, não são as pessoas que chegam na universidade, mas sim as que saem da universidade com diploma
Um exemplo: na área de engenharia no Brasil, dados apresentados em 2010 (portando a base dos dados é de anos anteriores – debate sobre Pré-sal no IEE-USP), estou aqui falando de memória sobre os mesmos, para que possamos entender e clarear mais a ideia: existia por volta de 180 mil vagas de engenharia, dos quais 150 mil eram preenchidas no primeiro ano, nos vestibulares, portando 150 mil alunos no primeiro anos de engenharia, mas após cinco anos de curso, somente 40% (60 mil) das pessoas se formavam, e os demais, 60% (90 mil estudantes), não chegavam a conclusão, mudavam de curso, ou desistiam, etc.
Esse é o foco principal do texto no meu entendimento, por exemplo, do texto:
(…) “Todas as economias que se tornaram desenvolvidas têm uma porcentagem grande de jovens que completaram o ensino superior”
Ou
(…) “Relatório sobre educação divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em setembro do ano passado mostra que o país está na 38ª colocação entre 40 nações quando o assunto é educação superior. Somente 11% da população entre 25 e 64 anos de idade atingiram esse patamar educacional, quando o recomendável é, ao menos, 31%”.
Quando o Andre diz,
“Nos EUA são 14.400.000 estudantes em curso superior, MENOS de 5% da população“.
Considerando a informação do André, os 14.400.00 de estudantes entrante no ensino superior, em relação a população dos EUA (315.000.000), teremos 4,6% da população entrando todo ano na universidade, no Brasil é algo entre 2% a 3% da população.
Ou seja, são ou podem por ser (por volta de, depende do tempo de duração do curso) 14.400.000 estudantes que ingressam na universidade ou College todo ano, o que pode ter, a grosso modo, colocando uma faixa média de duração dos cursos entre 3 a 5 anos, teremos algo entre 57,6 milhões de pessoas à 72 milhões de pessoas no ensino superior, no ponto mínimo de três anos, teremos uma percentagem acima de 18% da população dos EUA na universidade, considerando uma faixa da população entre 24 a 64, teremos mais de 50% formada na universidade, o Gunter comentou que é por volta de 70% (acho um número muito grande, mas pode ser, se fosse para países da Escandinávia, como Noruega, Finlândia,…, provavelmente não acharia, rsrsrrs).
No Brasil os dados da publicado em 2012 pela OCDE diz que temos 11% da população com curso superior (não temos a base dos dados, que é, de ano anterior a 2012), o Chile e a Argentina sei de memória que são superior a 30% da população, dai o nosso atraso, nossa defasagem.
Mas também é preciso considerar que, diploma e curso superior por si só não é garantia de desenvolvimento, como alguém comentou, é preciso levar em conta a questão da cultura, “Cultura e Desenvolvimento”, Celso Furtado (1984), ver post meu:
Cultura – O Arco Modernista: de BH (1897), a Brasília de JK (Enviado por Oswaldo Conti-Bosso, dom, 20/01/2013 – 12:02): “QUE SOMOS?” Cultura e Desenvolvimento – SETE TESES SOBRE A CULTURA BRASILEIRA – CELSO FURTADO. Rio de Janeiro, Revista do Brasil, Governo do Estado e Prefeitura do Rio de Janeiro, 1984. Conferência no I Encontro Nacional de Política Cultural, BH-MG, 23-04-1984.
Meu comentário anterior ao post do VIOMUNDO:
Caros,
Comentário ao post do VIOMUNDO: Brasileiros que chegaram à universidade são 11% da população
O artigo toca num dos pontos chave do sistema educacional do Brasil, num dos gargalos, mas a certo momento, lê-se no artigo que:
(…) “O Brasil, mesmo com um percentual pequeno de diplomados, tem uma população relativamente grande quando comparada à de outros países latino-americanos. “Por isso, a revolução verde ocorreu aqui e não em outro lugar”, diz ele, referindo-se a pesquisas que impulsionaram a produtividade da agricultura brasileira.”
Caberia aqui aquela pergunta provocativa: que outros países cara pálida, Paraguay, Bolívia, Peru?
Como se pode verificar, está afirmação é meia verdade, a informação aparenta ser um nivelamento por baixo para camuflar o nosso atraso na área, pois quando se compara com os dois principais países da região, que estão bem à frente do Brasil nesse quesito, que são Argentina e Chile, eles têm índices acima de 31% da população, que são formados em cursos superiores, enquanto nos países da OCDE, o índice é acima de 50% em cursos superiores e em cursos técnicos, na OCDE, são de 40% a 55% (Japão com 55%), o Brasil tem somente 6% de formados em cursos técnicos.
Podemos tirar dai que o tamanho do desafio não é pequeno, e que, afirmo de cátedra: as nossas universidades ainda não estão preparadodas para esse desafio, que no geral a pós-graduação, na grande maioria é para formar professores de univerisidades e não profissionais para o mercado (eles não admitem, mas é fato, são unúmeros casos, por grandes empresas de tecnologias, que relatam seus fracassos em contratar “Dr.” que não tenham um vínlculo anterior na empresa e que não se adaptam, e normalmente, voltam a ser professores).
Precisamos primeiramente adequar os cursos de pós-graduação o mais próximo possível com a realidade do mercado, e multiplicar o volume, no mínimo, por três, se nos compararmos com Argentina e Chile, e por cinco, no caso dos países da OCDE.
Sds,
Sds,
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