Ana Gabriela Sales
Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.
Camila Bezerra
Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...
Carla Castanho
Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN
Webster Franklin
7 de agosto de 2016 3:52 amVeja escreve que Odebrecht “cita” Temer quando delação diz que e
Tijolaço
Veja escreve que Odebrecht “cita” Temer quando delação diz que ele pediu dinheiro
Por Fernando Brito · 06/08/2016
Se houvesse uma medalha olímpica para manipulação, o ouro iria para a Veja, com toda a certeza.
Na edição do final de semana, sua fábrica de vazamentos no Ministério Público forneceu-lhe trechos da delação premiada de Marcelo Odebrecht.
Não havia Lula, para infelicidade geral.
Mas havia Temer e a Veja tratou de colocar o dourado na pílula.
Temer pediu-lhe dinheiro, disse Marcelo Odebrecht.
Mas isso virou uma pérola – encomenda para a Letícia Sallorenzo, implacável madrasta do texto ruim.
Narra a Veja que, “em maio de 2014 houve um jantar no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente da República” e que “nele, estavam o próprio vice Michel Temer e o então deputado Eliseu Padilha, atual ministro-chefe da Casa Civil. Do lado da empreiteira, Marcelo Odebrecht”.
Portanto, quem poderia relatar o que se passou ali – além Daquele que Tudo Vê – é Marcelo Odebrecht, já que os outros dois não estão em delação premiada.
Mas a Veja consegue uma acrobacia digna da equipe de ginástica: na chamada da matéria, que reproduzo na imagem, a “Odebrecht menciona Temer, e quem diz não é Marcelo, mas “um anexo”. Desde quando anexo fala? O anexo registra o que alguém falou e este alguém, pela narrativa, só pode ser o empreiteiro.
E o que é dito? Que “Temer pediu “apoio financeiro” ao empresário”. Está escritinho assim mesmo.
Ontem, na rua, um senhor andrajoso estendia a mão na rua pedinho “apoio financeiro” ou dinheiro. O guri aí na sua casa tá pedindo “apoio financeiro” para ir ao cinema? E você aí, catando algo no bolso, diz que não pode dar-lhe “apoio” porque está sem “suporte financeiro” no momento?
Deixei passar, por tradição manipuladora, a capa: Pedir dinheiro em espécie ao empreiteiro vale um “Odebrecht cita Temer”; já as supostas promessas de João Santana de dizer o que lhe pediram para falar e ser libertado, “destroem” Dilma.
Com tudo isso descontado, sobre o fato denunciado: Temer pediu R$ 10 milhões, R$ 6 milhões para seu pupilo Paulo Skaf pagar os patos de sua campanha a governador de São Paulo e outros R$ 4 milhões para Eliseu Padilha, que não era candidato e, portanto, não tinha sequer a campanha eleitoral para “justificar” o “apoio financeiro”. É dinheiro vivo no bolso, mesmo.
Quase num lamento, Veja diz que “a citação (citação, não denúncia ou acusação) a Temer na negociação do Palácio do Jaburu ocorre num momento especialmente delicado e deve ser usada por seus adversários políticos para tumultuar (tumultuar, reparem) o processo de impeachment de Dilma Rousseff”…
E a cereja do bolo do cinismo: “ainda que uma coisa não tenha a ver com a outra”!!!!
Merece ou não merece o ouro?
http://www.tijolaco.com.br/blog/veja-escreve-que-odebrecht-cita-temer-quando-delacao-diz-que-ele-pediu-dinheiro/
romério rômulo
7 de agosto de 2016 8:34 amDelação contra Temer é isca da Lava Jato
http://www.ocafezinho.com/2016/08/07/delacao-contra-temer-mais-uma-isca-da-lava-jato/
romério
Gilberto Cruvinel
7 de agosto de 2016 10:10 amMarcelo Rebelo de Sousa, num país tropical e bendito
Marcelo Rebelo de Sousa num país tropical e bendito
Ferreira Fernandes
do Diário de Notícias
FICÇÃO POLÍTICA. Marcelo foi ao Maracanã disposto a fazer propaganda sobre o jeitinho português em ajudar a fazer nações… Não precisou de falar, o Brasil falou por ele, por nós, por essa coisa maravilhosa que é um país orgulhoso de ser mundo
As notícias da pátria eram as costumeiras. Grandes manchetes, pequenos e miseráveis pecados. Seria capaz um governante, para mais encarregado dos impostos, ser impostor a ponto de aceitar viajar à custa de hipotético corruptor? Questão vã, conhecendo-se o interminável do nosso investigar, que, terminado, dá em nada. Por isso, aliás, se discutia o que se discutia. O assunto era sempre o sexo dos anjos, por desfastio da opinião pública, falta de vergonha dos jornalistas – jornais criticarem viagens à borla… – e chicana dos partidos.
Para estes últimos, as indignações eram armas de arremesso, e só. O que os impossibilitava de perceber a pequenina falta de carácter que era, afinal, do que se estava a falar. Trinta deputados faltaram ao plenário, numa quarta-feira de 2003, porque viajaram a Sevilha, a convite, para uma final europeia de clubes. No regresso, justificaram a falta, assim: “Trabalho parlamentar.”
Muitos anos depois, na esteira de muitos anos antes, discutia-se, pois, o que nunca se poderia provar, o interesse da Galp (ou outra) em obter grandes favores da sua pequena generosidade. Quando a questão era mais radical: nessas andanças, nunca os políticos repararam – beneficiados sem justificação de serviço prestado – no desprezo, à volta, dos que tiveram de pagar para viajar?
Era essa a conversa tida pelo Presidente Marcelo e o embaixador português em Brasília, Ribeiro Telles. Estavam na tribuna do Maracanã, no Rio de Janeiro, e aguardavam a abertura dos JO. O diplomata deixou que o tema das viagens pagas se prolongasse mas antes do começo da cerimónia quis tirar a limpo uma dúvida. Marcelo ainda recebia telefonemas de Portugal e, no fim de um deles, o embaixador arriscou: “Sempre é verdade, Presidente, que durante o desfile das delegações vai aproveitar para sublinhar a unidade grandiosa do Brasil?”
Marcelo estava inclinado a espreitar o estádio e regressou ao espaldar azul da cadeira. O embaixador desculpou-se: “Li isso num jornal de Lisboa…” Marcelo respondeu: “Eu gostava de gabar o mérito português em ajudar a fazer nações… Acha mal que eu lembre isso aos nossos vizinhos?” E deitou uma olhadela à volta, pelos outros chefes de Estado.
O que aconteceu depois pode ter modificado as intenções de Marcelo. Quem acendeu a pira olímpica foi o antigo maratonista Vanderlei de Lima. Em 2004, em Atenas, ia ele à frente, quando lhe saltou ao caminho um traficante das favelas, que por acaso era um padre irlandês com ânsia de fama. Agarrado, assustado, Vanderlei, quando se soltou, já tinha o coração descompensado, perdeu a dianteira, acabou em terceiro. Acontecera ali, no berço da civilização europeia.
“Sabia que o primeiro imperador do Brasil, Pedro I, nasceu em Queluz, pertinho donde eu moro? Nasceu português e apaixonou-se por nova terra, acontece-nos muito”
Uma dúzia de anos depois, da bancada dos jornalistas, no Maracanã, Sarah Lyall, a enviada do The New York Times, escrevia as primeiras impressões: “As notícias do Rio sugeriam que seríamos atacados por assaltantes, traficantes, sequestradores, mosquitos e pedaços de esgoto. Até agora nada.” Ao Presidente português a quem aconteceu ter estendido a mão a cariocas excêntricos, também não acontecera nada. Podia ter acontecido? Podia, o Rio é uma cidade perigosa. Mas o facto é que não aconteceu e isso, tomando por boas as informações histéricas sobre os JO no Rio, até parecia espantoso.
No Rio, frente à televisão, o cronista Arnaldo Jabor escrevia: “Eu chorei sem parar. Foi a melhor abertura que eu já vi na minha vida. Extraordinária. Não só pela espantosa qualidade, pela beleza, pelo apuro técnico, foi um recado para o mundo. Hoje é um dia importante para nossa vida política, inclusive. Esse país maravilhoso tem de sair da mão de quem o transforma numa coisa lastimável. O verdadeiro Brasil é esse que apareceu hoje.”
Foi também o que o Presidente português viu e ouviu. O Paulinho da Viola a cantar um hino numa língua maravilhosa. O encontro de povos, onde os portugueses estavam no adequado lugar, de irmãos – foi bom o flash da calçada portuguesa e o fugaz do trinado da guitarra, quando se sabe que muito mais foi. “Que orgulho”, deveriam dizer os portugueses, como Jabor chorou. Marcelo virou-se para o embaixador e disse: “Não vou dizer nada sobre o Brasil português, ficou tudo dito.”
No fim, soube-se que a cada um dos 11 mil atletas foi dada uma muda de árvore para ser plantada no Parque dos Atletas, na Barra da Tijuca. Marcelo não resistiu. Bateu no ombro de um vizinho – calhou ser o presidente do Paraguai, Horacio Cartes. Disse-lhe: “Sabe que o Jardim Botânico do Rio foi fundado pelo rei português João VI, em 1808?” E mais: “Sabia que o primeiro imperador do Brasil, Pedro I, nasceu em Queluz, pertinho donde eu moro? Nasceu português e apaixonou-se por nova terra, acontece-nos muito.”
DjalmaSP
7 de agosto de 2016 1:32 pmNao vi no GGN
Nao vi nada no GGN sobre o novo heroi do Bolsonaro: o ESTRUPASTOR Feliciano (ou melhou ALICIANO).
alfeu
7 de agosto de 2016 2:45 pm*
Partido Republicano a caminho da autodestruição
http://www.dw.com/pt/partido-republicano-a-caminho-da-autodestruição/a-19452006
antonio francisco
7 de agosto de 2016 6:16 pmO avião que caiu matando o candidato Eduardo Campos
Publicado em 04/08 no sítio da Federação Nacional dos Policiais Federais
http://www.fenapef.org.br/mpf-oferece-denuncia-contra-18-na-operacao-turbulencia/
MPF oferece denúncia contra 18 na Operação Turbulência
Estima-se que o esquema de lavagem de dinheiro, considerado sofisticado pela Polícia Federal, tenha movimentado R$ 600 milhões desde 2010.
O Ministério Público Federal em Pernambuco (MPF/PE) ofereceu denúncia contra 18 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa investigada pela Operação Turbulência, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em junho deste ano. A acusação se refere ao crime de organização criminosa.
Para as suspeitas de lavagem de dinheiro e de crime contra o sistema financeiro nacional, o MPF requereu a instauração de novo inquérito policial para aprofundar as investigações. O argumento é que ainda estão pendentes algumas diligências investigatórias para o esclarecimento total a respeito desses crimes.
Estima-se que o esquema de lavagem de dinheiro, considerado sofisticado pela Polícia Federal, tenha movimentado R$ 600 milhões desde 2010. O ponto de partida da investigação foi a compra do avião Cessna Citation PR-AFA, usado pelo ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) na campanha presidencial de 2014.
Campos e mais seis pessoas morreram na queda do avião, em agosto de 2014, em Santos, São Paulo. De acordo com a acusação, o grupo operava uma rede complexa de empresas de pequeno porte, de fachada e em atividade, para fazer transferências de grandes somas de dinheiro e despistar a origem supostamente ilícita dos valores.
A PF aponta desvios ocorridos na Petrobras e nas obras de transposição do Rio São Francisco, por meio de contratos superfaturados, como exemplo da origem dos recursos. Há também a denúncia de formação de caixa 2 para as campanhas de Eduardo Campos.
Para apresentar a denúncia à Justiça Federal, o MPF dividiu os acusados em quatro categorias. João Carlos Lyra Pessoa de Melo Filho, Eduardo Freire Bezerra Leite e Apolo Santana Vieira, presos preventivamente pela PF, são apontados como líderes da organização.
Os gerentes, segundo o Ministério Público, são Arthur Roberto Rosal (também preso), Severnia Divanci de Moura, Paulo Gustavo Cruz Sampaio e Paulo César Morato, encontrado morto no dia seguinte à deflagração da Operação Turbulência.
No entendimento do MPF, os líderes direcionavam as transações bancárias ilícitas com a ajuda dos gerentes, que usavam contas bancárias de colaboradores, que seriam João Victor Sobral, Carlos Roberto de Macedo, Gilberto Pereira da Silva, Pedro Neves Vasconcelos, Carolina Vasconcelos e Sérgio André Mariz.
Subordinados cuidavam da gestão e circulação dos recursos. Os acusados que se enquadram nessa categoria são Bruno Alexandre Moutinho, Carolina Gomes da Silva, Cledeilson Nogueira, Neusa Maria de Sousa, Silvânia Cristina Dantas e Vlamir Nogueira de Souza.
“Embora nem todos os denunciados soubessem do funcionamento total do esquema criminoso, todos tinham consciência e manifestaram vontade de participar da empreitada ilícita, assumindo os riscos pelo envolvimento na fraude”, ressaltou, em nota, o MPF.A pena para o crime de formação de organização criminosa pode chegar a oito anos de reclusão.
Mudanças de nomes
No dia 28 de julho, a Polícia Federal indiciou 20 pessoas investigadas na Operação Turbulência pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Dois acusados pela PF não entraram na denúncia do MPF, que entendeu não existirem provas suficientes do envolvimento deles no esquema.
O empresário Paulo César Morato, que morreu, também não foi denunciado. A décima oitava pessoa é Carolina Vasconcelos, apontada como colaboradora. Seu nome não constava entre os acusados pela PF, mas o MPF considerou que há indícios consistentes que a ligam ao esquema.
GalileoGalilei
7 de agosto de 2016 9:10 pmCientista nuclear executado na forca

07/08/2016 14p6 – Atualizado em 07/08/2016 16p3
Cientista nuclear iraniano é executado por espionar para os EUA
Shahram Amiri foi executado na forca pelas autoridades iranianas.
Cientista nuclear foi acusado de passar informações sigilosas aos EUA.
Um cientista nuclear iraniano, Shahram Amiri, foi executado na forca depois de ser condenado por facilitar informações secretas aos Estados Unidos, informou neste domingo (7) um porta-voz do poder judicial.
Amiri havia desaparecido em junho de 2009 na Arábia Saudita, onde se encontrava em peregrinação, e voltou a aparecer em julho de 2010 nos Estados Unidos, pedindo para voltar para o Irã.
Foi acolhido então por funcionários iranianos e desde então não se tinha notícias dele.
“Shahram Amiri, que facilitava ao inimigo [Estados Unidos] informações sigilosa, foi enforcado”, declarou em coletiva de imprensa semanal Gholamhosein Mohseni-Ejeie, citado pela agência Mizan Online, subordinada ao poder judicial.
“Este indivíduo não imaginava que nosso sistema de inteligência sabia o que fazia e como foi levado à Arábia Saudita”, afirmou o porta-voz, acrescentando que “desde sua partida, um tribunal de primeira instância o havia condenado à morte”.
“Os Estados Unidos foram enganados neste caso por nosso sistema de inteligência”, disse ainda Mohseni-Ejeie, sem dar maiores detalhes.
O departamento de Estado americano se negou a dar declarações a respeito.
Em março de 2010, o canal americano ABC disse que o cientista iraniano havia desertado e estava trabalhando para a CIA.
Um dia depois de sua volta ao Irã, o New York Times, citando funcionários americanos, disse que foi durante anos informante da Agência Central de Inteligência americana, a CIA, no Irã.
Em julho de 2010, depois de sua volta ao Irã, Amiri disse que havia sido sequestrado na Arábia Saudita por dois agentes que falavam persa e pertenciam à CIA, onde foi mantido por mais de um ano.
Em julho de 2010, depois de sua volta ao Irã, Amiri disse que havia sido sequestrado na Arábia Saudita por dois agentes que falavam persa e pertencia à Agência Central de Inteligência americana, a CIA, onde foi mantido por mais de um ano.
Nessa época, a crise entre os ocidentais e o Irã, acusado de querer fabricar bomba atômica, estava em seu auge.
Entre janeiro de 2010 e janeiro de 2012, cinco cientistas iranianos foram assassinados em Teerã.
As autoridades iranianas acusaram os Estados Unidos, Israel e Reino Unido por estas mortes.
Irã e Estados Unidos não mantêm relações diplomáticas desde 1980. No entanto, nos últimos anos, os chefes da diplomacia dos dois países realizaram negociações que permitiram solucionar o problema do programa nuclear iraniano com o acordo assinado em julho de 2015, e que entrou em vigor em janeiro passado.
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/08/cientista-nuclear-iraniano-executado-por-espionar-para-os-eua-20160807144004781570.html
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Por que teriam os EUA abandonado Amiri na estrada? A ampla divulgação de uma suposta cooperação com os EUA após o cientista ter retornado ao Irã teve o objetivo evidente de uma pré condenação. Os EUA sabiam que ao revelar a cooperação de Amiri este jamais seria perdoado sendo a pena de morte quase uma certeza.