4 de junho de 2026

Após atentado na França, segurança na Rio 2016 será reforçada, diz ministro

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Jornal GGN – O Ministério da Defesa confirmou nesta sexta (15) que a segurança das Olimpíadas no Rio de Janeiro será reforçada após o atentado em Nice, na França, que deixou cerca de 80 mortos e mais de 100 feridos. De acordo com Raul Jungmann, a equipe de inteligência internacional da Rio 2016 ainda não recebeu nehuma informação de ameaça real ou potencial de atentados no Brasil. Porém, tem tomado medidas como a hospedagem mais isolada da delegação francesa e estadunidense, para aumentar a vigilância.

Da Agência Brasil

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse hoje (15) que cresce a preocupação do governo brasileiro com a segurança dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro após o ataque ocorrido ontem (14) na cidade de Nice, na França. “Evidentemente que existem fatos que preocupam. Não tenha dúvida, cresce a nossa preocupação com a segurança”, disse.

Em entrevista à Rádio Nacional de Brasília, Jungmann informou que todos os procedimentos de segurança relacionados à competição serão revisados. “Vamos intensificar aquilo que já vinha sendo feito – ampliar os esquemas de controle de barreira, de check point, de uso de detectores de metais”, detalhou o ministro.

“Trabalhamos com quase uma centena de serviços de inteligência no mundo, a exemplo de Israel, Estados Unidos, Inglaterra, Russa e França. Não tivemos, até agora, nenhuma informação de ameaça concreta ou potencial de terrorismo durante as Olimpíadas aqui no Brasil”, acrescentou.

Segundo ele, delegações como a dos Estados Unidos e a da própria França foram classificadas como de alto risco pelo governo brasileiro. Isso significa, por exemplo, que o alojamento dos atletas será instalado em locais de menor circulação e de maior controle, como a Escola Naval. “Obviamente, há segurança reforçada, redobrada e compatível com o nível de risco que a gente atribui.”

Ainda de acordo com o ministro, 22.850 homens das Forças Armadas vão trabalhar durante os jogos no Rio de Janeiro. O número inicial, 18 mil homens, foi alterado após pedido de reforço por parte do governo do estado. Se somadas as demais praças que vão receber competições – Manaus, Brasília, Belo Horizonte e Salvador –, cerca de 40 mil homens da pasta participam da segurança de todo o evento.

“No Brasil, teremos a primeira Olimpíada com um centro internacional de inteligência e informação. Esse centro vai reunir representantes de inteligência, serviço secreto e informações de 106 países que vão atuar conosco. Além disso, criamos um centro integrado de contraterrorismo, que vai funcionar durante todo o período de Olimpíada e Paraolimpíada e que terá subcentros em todos os locais onde estiverem ocorrendo jogos.”

Questionado se é possível assegurar tranquilidade em meio aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos no Brasil este ano, Jungmann respondeu que 100% dos encargos e compromissos encaminhados aos país pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) foram cumpridos. “Sem atraso e sem falhas”, disse. “A gente pode dizer que tudo o que nos foi cobrado está sendo devidamente cumprido”, completou.

“Num dia normal, o Rio de Janeiro tem 7 mil ou 8 mil homens fazendo a segurança da cidade. Durante os Jogos Olímpicos, com a soma de homens do Exército, da Força Nacional, da Polícia Militar, da Polícia Civil, da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, vamos ter 47 mil homens, ou seja, sete vezes mais segurança do que se tem em dias normais no Rio de Janeiro”, acrescentou.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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6 Comentários
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  1. marcosomag

    15 de julho de 2016 8:15 pm

    Raul Jungman vai deixar o EI assistir o “Sex Hot”?

    Este senhor , que entende tanto de estratégia militar quanto um hipopótamo entende de saltos ornamentais, quer parar o ISIS?

    Creio que a “estratégia” deste pseudo-ministro seja deixar os maluquetes treinados pela França na Líbia (colheram o que plantaram) assistirem os canais pornôs que ele pagou com dinheiro público.

    E, por favor: não chamem mais estes impostores de ministros, sem aspas. Ou é “ministro”, “ministro-impostor”, “pseudo-ministro”, “ministro fake”. Estes farsantes não merecem nenhuma condescendência!

  2. Schell

    15 de julho de 2016 9:12 pm

    Outro picareta de baixo

    Outro picareta de baixo calão: antes de sair dizendo mais besteiras, como de costume, seria interessante verificar o que aconteceu exatamente em Nice. Mais do que a chacina de pessoas inocentes, agiu um despropositado homem perdedor de tudo e todos. Nada a ver com lutas e guerras. Apenas mais um isolado-social-psicologicamente a buscar a “justiça” dos – desde sempre – calados em suas individualidades. Um perdedor.

    Daí a falar em terrorismo e outras confusões da espécie, a distância é imensa, para não dizer, incalculável.

    Mas, como “ministreco” da “defensa”, precisa insamente (ou de má fé) dos holofotes, se não, a olimpíada começa e termina e ninguém fala no “nada-de-coisa-alguma”.

    Haja paciência pra aguentar esses oportunistas-pornográficos.

    1. Jaide

      15 de julho de 2016 11:15 pm

      Pelo que li até agora, o

      Pelo que li até agora, o ataque em Nice foi obra de uma única pessoa, de nacionalidade francesa, descendente de tunisianos, possivelmente um desequilibrado. Causa estranheza a facilidade com que entrou e se deslocou de caminhão em local reservado a pedestres que comemoravam  o feriado nacional em uma cidade de grande fluxo de turistas. Depois do atentado em Paris,  eventos dessa natureza, com grande aglomeração, deviam estar sob redobrada vigilância policial que, infelizmente, não evitou a tragédia.

       

  3. peregrino

    15 de julho de 2016 9:20 pm

    como temos que só obedecer…

    parece que ficaremos sem o principal, um comando único

    só espero que alguém se lembre de ativar a guada costeira,

    e não só as guardas bairros e favelas

  4. peregrino

    15 de julho de 2016 10:22 pm

    picareta mesmo…

    de repente nem sabe a diferença nos significados anti e contra, terrorismo

    o segundo se faz em presença, o que nunca tivemos

    e o primeiro se faz, e tem que ser sempre, em locais de ódio enraizado, o que temos exatamente e, pasmem, como insurgência de uma parte da classe “dominante” que não vai poder participar por falta de grana

    preocupante por demais, qualquer motivo a mais para poderem culpar o PT

  5. alfredo machado

    16 de julho de 2016 12:41 am

    Jogos seguros

    Nassif,

    O ministro pilantraço não tem a menor idéia do que seja o RJ.

    Prá arrebentar com isto aqui, não precisa muito. Uns poucos sabem da existência de alvos permanentes e com fácil alcance, só não acredito que o probo RJungmann tenha alguma idéia a respeito dos mesmos.Se algum comando terrorista quisesse atacar o RJ prá valer, já teria executado uma tragédia inimaginável.

    Por enquanto permanece este oba oba canalha que botou todo este governo golpista prá dançar, só espero que o governo estadual esteja fora deste teatrinho de nada e já tenha se acertado com quem realmente poderia representar uma ameaça.

    A respeito dos Jogos 2016, trata- se de um evento esportivo único, o mais importante de todos e deste modo é tratado por todos os países que os realizam. Já aqui, a divulgação é ridícula tanto no brasilsil quanto no exterior, um bando de estrangeiros a falar somente de zika sem que o governo brasileiro sequer esclareça as possíveis dúvidas. Será o primeiro a ser percebido com alta dose de indiferença, a começar pelos presidentes de inúmeros países, que não querem vir para que não fiquem marcados como simpatizantes do golpe.

    A Copa 2014 já foi o que foi, com um estádio inteiro a mostrar para mais de 3 bilhões de pessoas algo inédito, uma população a ofender o presidente do seu país. Quantos séculos serão necessários para que os brazucas aprendam a se dar ao respeito ? Pessoas do meu convívio e que moram no exterior ficaram inteiramente chocadas/envergonhadas com aquela cena dantesca, que repercutiu bem mais do que o comentado pela pior imprensa do planeta.

     

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