4 de junho de 2026

Sobre o modelo das fundações nas universidades

Por Klebber Formiga

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Comentário ao post “Pela autonomia financeira e administrativa das universidades

Caro Nassif

Acho que existe uma campanha suja contra fundações de universidades, que na maior parte dos casos são muito sérias, por parte de algumas facções da eduação. 

As que eu conheço e trabalho (UFG, UNICAMP e UFMG) são instituições muito sérias que tem contratos, fiscalizadas por TCU, Controladoria, etc. A diferença é que não engessam a pesquisa. Se precisar de algum material e equipamento com urgência e for conseguir pela universidade o processo pode demorar até 1 ano.

Mesmo dizendo que é para pesquisa que não necessita seguir vários itens das leis de licitação (os setores de compra das universidades engessam e tudo tem que ir para um processo de licitação formal que demora meses). Assim, normalmente quem não gosta de trabalhar com fundações é porque não faz pesquisa de porte. A FINEP por exemplo só faz acordos com fundações, e não com universidades, qual motivo levou a isso?

A importação de equipamentos pela universidade é tão burocrática que é preferível pagar 3 vezes mais (isso mesmo) por um mesmo equipamento no Brasil do que passar por ele, pois corre um risco sério de ser indeferido e você não poder contar com o recurso.

Submetendo-se as mesmas regras, conseguimos importar quase tudo por meio de fundações, que tem pessoal específico para isso.

Por exemplo comprei um ADCP por R$ 50.000,00 quando o orçamento feiro no Brasil na própria empresa sairia por R$ 145.000,00

Assim acho que o pessoal que não necessita de fundações parasse de ficar repisando bordões de privatização do ensino e pensasse mais na universidade como um todo, em colegas que fazem pesquisa e que com certeza, pelo menos no meu caso, sem as fundações elas custariam pelo menos 3 vezes mais.

Existem problemas, sim. Nas próprias universidades também, mas nem por isso vamos fechá-las. O que se faz é efetuar uma melhor fiscalização e definição de foco.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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