Viaduto do Chá, 120 anos de um símbolo
Obra foi projetada pelo litógrafo Jules Martin e levou 30 meses para ser concluída

Inaugurado no dia 6 de novembro de 1892, um dos principais cartões postais de São Paulo – o Viaduto do Chá – levou 30 meses para ser montado. Construir uma passagem sobre o Morro do Chá, como era conhecida a área da chácara da baronesa de Tatuí onde era plantada este tipo de erva, foi uma proposta do litógrafo Jules Martin.
Primeira notícia. Na vitrine de um ateliê, na Rua da Constituição, os paulistanos tomaram contato com o primeiro projeto do Viaduto do Chá. O objetivo era ligar a Rua Direita e a Rua Barão de Itapetininga. A ideia agradou tanto que em 1877 mereceu uma notícia na Província de S. Paulo. “Está nas vidraças do sr. Jules Martin um bello quadro representando o que pode ser o viaducto de que por vezes se tem falado entre nós como o meio plausível de ligar a rua Direita, isto é, o centro da cidade, ao novo bairro do morro do Chá”.
Pedágio. A Companhia Paulista do Viaducto do Chá foi criada para a execução da obra. O viaduto media 240 metros de comprimento, dos quais 180 metros eram de estrutura metálica, com 14 metros de largura. A construção tinha portões e guaritas de madeira em suas extremidades. Era cobrado um pedágio de três vinténs pela passagem. A cobrança gerou até um apelido ao viaduto, que ficou conhecido como ‘viaduto de três vinténs’. O pedágio logo se tornou alvo de críticas e foi revogado pela Prefeitura.
O Estado de S. Paulo, 23/2/1938 – Inauguração do novo viaduto, de concreto armado e com largura duplicada.



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