Comentário ao post “A hora de reconstruir os partidos“
As observações do Nassif são pertinentíssimas. Mas infelizmente esbarram no comportamento anacrônico e elitista das “novas lideranças”.
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Eu acho o seguinte: a oposição é arrogante e sem compromisso de poder com o povo. Não interessa a oposição “compartilhar poder”. Enxergam na população um amontoado de gente sem qualidades e reconhecem apenas nas elites – porque são preconceituosos e fazem parte da elite – a “vocação” e sabedoria com a política.
Para que fique claro quando digo oposição me refiro às lideranças políticas da oposição (Aécio Neves, por exemplo).
Estas lideranças não renovam seus discursos e suas práticas, porque não dialogam com o povo e não fazem isto, porque não aceitam o povo como ator. É quase que aristocrático, é uma visão paternalista. É aquela coisa, “vocês não sabem o que é melhor para vocês”.
Analisando a suposta nova oposição percebemos que de novo ela não tem nada. Sinceramente, qual é a diferença do Aécio Neves para o José Sarney? Os dois são políticos de família, quase caudilhos, exercendo poderes irrestritos em seus estados, controlam e silenciam a imprensa e oposição. Os dois são proprietários de “afiliadas” e outros tipos de veículos de informação/mídia. E os dois nunca estão em seus estados (rá!). A única diferença é a idade! Talvez o Sarney seja mais nacionalista que o Aécio…
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Um exemplo desta dificuldade e, por que não, desonestidade da oposição hegemônica brasileira está no comportamento de Aécio nestas eleições municipais. Abaixo segue um link que mostra justamente esta dificuldade desta oposição-elite em se renovar e ser, essencialmente, democrática.
http://www.hojeemdia.com.br/noticias/politica/aecio-acusa-pt-de-adotar-discurso-da-ditadura-1.48675
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