Nassif e pessoal todo, bom dia!
Em busca de explicações, articulista da Folha faz na edição deste sábado um exercício mental e relaciona alguns aspectos que ajudam a entender por que um tipo Serra é rejeitado de forma tão elevada pelo eleitorado paulistano. A análise até que ficou boa, mas e se nós aqui no blog a ampliássemos?
Vamos relacionar mais motivos?
No final de nosso exercício politico, e tratando-se de candidato com tantos anos em busca de votos, algo que qualifica o nosso exercício, teríamos em mãos um verdadeiro tratado de voto consciente e uma lista bem detalhada de como evitar péssimos gestores ou parlamentares para cidades e estados no Brasil.
Seria uma pequena e valiosa ajuda para seguirmos melhorando o país.
Vamos lá?
Quem poderia começar a relacionar por que não vota num político ‘tipo Serra’? Dou um exemplo de como imagino esse exercício:
“Eu, fulano de tal, integrante da comunidade de comentaristas do blog do Nassif, não voto num ‘tipo Serra’ porque ele representa um modelo de político e de política que sempre procura redações de jornais e empresas de TV (ou a mídia, que seja) para relacionamentos de interesse, e não para melhorar a isenção na produção e tratamento de informações”.
Não vale coisas como “não voto em um político ‘tipo Serra’ pelo fato de que ele é notório torcedor de um time que ruma para a 02a. divisão do futebol brasileiro”, combinado?
Se já estamos tratando de um sujeito com nível tão elevado de rejeição, personagem tão perto do esgoto político que queremos banir, não precisamos baixar tanto o nível assim. Vamos nos manter na 01a. divisão, beleza?
Então, não vale falar de futebol, o resto tudo pode.
Confiram abaixo a análise do articulista da Folha.
Abraços matinais, Gustavo Cherubine.
Renúncia e Kassab, sozinhos, não explicam rejeição a Serra
Por RICARDO MENDONÇA – na Folha de S.Paulo
Parece claro que a altíssima e inédita rejeição a Serra tem sido um dos elementos centrais da eleição paulistana. Era de 33% em janeiro, foi a 46% em setembro, está em 52% agora. A impressão é que quanto maior a exposição do tucano, maior sua rejeição.
Esses recordes, que ajudaram a explicar o “fenômeno” Russomanno quando a maioria não conhecia bem nenhum outro adversário de Serra, ajudam agora a explicar a liderança de Haddad e, de certa forma, o alto índice de eleitores sem candidato. Não é porque o sujeito rejeita Serra que irá aderir instantaneamente ao PT.
Serra e aliados sempre oferecem duas explicações para tamanha rejeição: a renúncia à prefeitura em 2006 e a alta reprovação do aliado Kassab na gestão municipal. Só após o primeiro turno Serra passou a desqualificar as pesquisas.
Renúncia e Kassab atrapalham, sem dúvida. Mas, mesmo combinados, parecem insuficientes para explicar tanta má vontade do eleitorado.
Se a renúncia de 2006 fosse tão grave, Serra dificilmente teria sido eleito governador meses depois. Mas foi. E com uma votação consagradora. Na cidade, derrotou o petista Mercadante por 53% a 34%. Quatro anos depois, na presidencial, venceu Dilma na capital por 40% a 38%. Só agora os paulistanos descobriram que Serra renunciou?
Da mesma forma, não dá mais para terceirizar os 52% de rejeição nas costas de Kassab. Simples: os eleitores que julgam Kassab ruim ou péssimo são 42%. Ainda que todos rejeitassem Serra automaticamente, sobrariam 10% que não acham Kassab um desastre, mas recusam o tucano.
Serra sempre associou sua imagem a temas libertários. Era o ex-líder da UNE, o intelectual caçado por Pinochet, o ministro que combateu a Aids. Desde 2010, porém, sua figura, suas campanhas e seus neoaliados aparecem majoritariamente ligados a outras pautas. Repúdio visceral ao aborto, supervalorização de alianças evangélicas, escandalização de um kit contra o preconceito. Por que o eleitor não haveria de desconfiar?
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