4 de junho de 2026

Os erros do governo FHC

Comentário ao post “O fim de um ciclo político

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Boa síntese. Certamente que as trajetórias de queda e ascensão dos tucanos e do PT estão umbilicalmente ligadas, merce de ambos se assentarem em bases ideológicas quase indistintas – a social democracia – pelos menos quando os primeiros ainda não estavam no Poder.

Para sermos mais exatos, os erros do PSDB, à frente FHC, foram de tal monta e abrangendo basicamente todas esferas da vida nacional, que outro não seria o desfecho se não a esquerda moderada assumir o protagonismo. O PT, destaca-se, soube como ninguém aproveitar-se dessa situação através de uma oposição política das mais firmes na história politica do país.  

Na economia foi uma desastre; na política uma tragédia; e no social incipiente. O erro basilar de Fernando Henrique é o mais comum nos falsos estadistas, que é exatamente a visão curta, a omissão em não construir horizontes. A história está aí para demarcar as diferenças. Diversamente do que pensam muitos, avalio que o Plano Real foi o motor da grande derrocada de Fernando Henrique e de resto de todo o tucanato.

Não, é claro, pelo plano em si, mas pelo que ele gerou de acomodação nos hostes governistas da época. Parecia que após a estabiização tudo o mais que viria seriam apenas detalhes. Era deitar e rolar na onda do tremendo sucesso político. Nesse sentido, foi irmão siamês do cruzado. FHC, agora assomado pelo traço comum da sua personalidade que é a vaidade, só fixou uma meta: a reeleição. 

Para piorar, o sociológo de visão não maior que  um coice de bacurim ainda adere de mala e cuia ao hit parade do momento, o chamado(indevidamente) neoliberalismo, que desponta galhardamente nas preconizações do malsinado Consenso de Washington. E assim se inicia uma série initerruptas de desastres, cujas consequências deletérias, em especial a classe trabalhadora, até hoje não se esquecem. 

Entretanto, como se diz no ditado, a natureza não se defende, mas sabe se vingar. Mude-se o termo “natureza”  por povo, eleitor, população, que a sentença continua válido. Exceptuando-se alguns bastiões onde majoritariamente se impõe a ala mais conservadora e reacionário do eleitorado, a péia como de esmola desde 2002. 

O sinal de declínio foi, e é tão grande, que uma figura reconhecidamente medíocre, desagregadora, autocentrada e mitômana como José Serra passa a ser a grande referência política e eleitoral para o um partido nascido da inspiração de um Mário Covas e de um Franco Montoro.

Convenhamos, é demais. O PT deveria erguer um busto de FHC lá na sua sede em São Bernardo. 

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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1 Comentário
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  1. Suzana Burnier

    14 de agosto de 2018 11:09 am

    Governo FHC / PSDB

    Precisamos de artigos apontando concretamente os erros do PSDB para usar agora na campanha. Fatos e dados. Pode ajudar?

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