3 de junho de 2026

Partidos pequenos ganham competitividade nas capitais

Há hoje um cenário que pode resultar num fracionamento partidário inédito nas disputas por prefeituras das 26 capitais brasileiras: segundo as pesquisas mais recentes, 16 partidos têm candidatos competitivos e podem sair vencedores nessas eleições.

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Em 2008, nesta mesma época, só 11 partidos estavam com candidatos bem posicionados nas eleições de prefeitos em capitais. Ao final, dez agremiações acabaram vencendo nessas cidades -o que já representou a maior dispersão partidária desde o fim da ditadura militar nos anos 80.

 

Agora, quando se olha a lista de candidatos que estão no páreo, enxergam-se vários casos de representantes de partidos nanicos. O mais evidente é o PRB (Partido Republicano Brasileiro) de Celso Russomanno em São Paulo.

 

Mas há Ratinho Júnior, do PSC (Partido Social Cristão), à frente em Curitiba. Edmilson Rodrigues, do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), em Belém. César Souza Jr., do PSD (Partido Social Democrático), em Florianópolis.

 

O mais provável é que muitos candidatos de siglas nanicas -ou novatas, como o PSD- acabem tendo dificuldades e não saiam vencedores. Mas o fato de terem chegado à reta final é um sinal de que um universo partidário mais horizontal está se cristalizando no país.

 

No final dos anos 90 houve uma tendência oposta, pois o Congresso havia aprovado uma lei que restringia a atuação de partidos com desempenho ruim nas eleições para deputado federal -era a chamada cláusula de desempenho ou barreira. Mas o Supremo Tribunal Federal derrubou o dispositivo em 2006. A partir daí, o número de siglas passou a aumentar.

 

O Brasil tem hoje 30 partidos políticos. O que causou maior impacto foi o PSD, idealizado pelo prefeito paulistano, Gilberto Kassab. Ao ser criado também construiu uma tese vitoriosa na Justiça: deputados, senadores, prefeitos ou outros políticos eleitos podem se filiar a uma nova agremiação, manter o mandato e levar para a nova legenda seus votos -isto é, o tempo de TV e rádio e o dinheiro do Fundo Partidário.

 

No quadro das capitais, entretanto, os partidos tradicionais são ainda preponderantes no ranking de candidatos competitivos. O PSDB tem 11 nomes com possibilidade de vencer em capitais. O PT vem em segundo com 10 nomes. Depois aparecem PSB (6), PMDB (6), PDT (5) e DEM (3).

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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