4 de junho de 2026

Banco Central revisa projeção de alta do PIB para 1,6%

Da Folha

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

BC revê para 1,6% alta do PIB neste ano

Projeção se aproxima da de analistas; banco vê melhora no cenário global e pouco espaço para redução de juros

Pela primeira vez, BC projeta PIB para 12 meses; estimativa é alta de 3,3% de julho de 2012 a junho de 2013

MARIANA SCHREIBER
DE BRASÍLIA

O Banco Central reduziu ontem sua projeção para o crescimento do país em 2012 de 2,5% para 1,6%, em razão do fraco desempenho da economia no primeiro semestre e do ritmo gradual de retomada que se observa agora.

A nova projeção, incluída no relatório trimestral do inflação do BC, ficou muito próxima da divulgada pelo banco Credit Suisse em junho (1,5%). Na ocasião, o ministro Guido Mantega (Fazenda) classificou o número do banco suíço como “piada”.

Como é de praxe, o Ministério da Fazenda mantém uma previsão mais otimista, embora também tenha reduzido sua projeção para a expansão do PIB em 2012 de 3% para 2% há poucas semanas.

No mesmo dia em que reduziu o número para 2012, o BC soltou uma previsão mais otimista para o futuro. Pela primeira vez, o BC passou a projetar também a variação do PIB nos 12 meses seguintes em relação ao último resultado divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A expectativa da autoridade monetária é que a economia brasileira acumule crescimento de 3,3% de julho de 2012 a junho de 2013.

A queda na projeção do BC para o PIB de 2012 foi puxada principalmente pela piora das expectativas para a indústria, os investimentos e as exportações.

A previsão do PIB industrial foi revisada de crescimento de 1,9% para leve retração de 0,1%. Já o comportamento estimado para os investimentos passou de alta de 1% para queda de 2,2%.

A economia brasileira começou 2012 com um desempenho muito fraco e, apesar das várias medidas de estímulo adotadas pelo governo, a recuperação no segundo semestre tem sido gradual.

Economistas dizem que o cenário externo ruim e gargalos da economia brasileira, como os custos elevados de produção, estão retardando os efeitos de medidas como a redução da taxa Selic.

O diretor de Política Econômica do BC, Carlos Hamilton, disse que o cenário externo melhorou, mas não está completamente resolvido.

Quanto aos próximos passos da política monetária, o diretor disse que os sucessivos cortes já realizados na Selic reduzem o espaço para novos cortes nos juros.

“Certamente o espaço para continuidade desse movimento [de queda dos juros] vai se estreitando”, afirmou.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados