
José Barbosa da Silva (1888-1930), conhecido pelo apelido de Sinhô, é uma unanimidade quanto se trata de apontar o mais popular compositor de samba das primeiras décadas do século XX e frequentador assíduo dos principais redutos musicais da época – Festa da Penha, as sessões de capoeira, as batucadas da Praça Onze, as casas das tias baianas, inclusive tia Ciata.
Teve amigos devotados e entusiastas, a exemplo de José do Patrocínio (conhecido como o boêmio Zé do Pato), Luiz Peixoto, Villa Lobos, Manuel Bandeira, Mário Reis, Augusto Vasseur e Álvaro Moreira, sem nunca ter abandonado as rodas da malandragem.
O prestígio e a popularidade das composições de Sinhô deixaram sua marca na produção do Teatro de Revista nos anos de 1919 a 1930.
Que o samba é o ritmo emblemático do Brasil ninguém duvida, assim como que foi ouvindo as músicas de Sinhô que o Brasil aprendeu a gostar de samba.
Suas inúmeras composições são gravadas até hoje pelas novas gerações a exemplo de “Jura” e “Gosto que me enrosco”.
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