Em 1922, nasce como cidadão de Vila Isabel, o cantor e compositor Guilherme de Brito. Mas o que a Vila primeiramente inspirou o menino Guilherme não foram as músicas ou sambas de Noel que dominavam o clima por lá ,não, eram as calçadas. Principalmente a porção que ficava em frente a casa de Dona Carlota, uma vizinha, onde Guilherme de Brito tirava da sua calça uma pedra de carvão, que sempre portava no seu bolso ,e divertia-se desenhando. Porém, quando Dona Carlota flagrava o menino “sujando” a calçada, não titubeava, mandava lavar tudo direitinho, não sobrando um rabisco sequer. Acontece que “depois” era “depois” e “um outro dia” era “um outro dia”, ou seja, apenas um detalhe, e lá estava de novo Guilherme com a sua pedrinha de carvão colocando as suas idéias no papel, ou melhor, na calçada da Dona Carlota, e aí o ciclo recomeçava. Poucos anos mais tarde, a música já fazia parte da sua vida, ao compor as primeiras canções, dividindo as suas preferências com o desenho. Mais do que o ambiente da Vila, dentro de sua casa vieram as maiores influências musicais que tinham o seu pai e sua irmã que tocavam violão e sua mãe, o piano. Mesmo assim,aos 25 anos, Guilherme de Brito se inscreve e vence o “Concurso Carioca de Pintura Ingênua”. Bem, algum tempo depois suas músicas começam a ser gravadas; uma parceria com Nelson Cavaquinho que se inicia e se consolida, e então “Folhas Secas”, “Pranto de Poeta”, “Palavras Malditas”,……..
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