4 de junho de 2026

As opiniões sobre a política econômica argentina

Comentários no post “Argentina condiciona importações a valor de exportações

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Por aliancaliberal

Todo este desequilibrio se por causa da moeda fiduciária de curso forçado  sem redimição de algo real.

Eu sei que sou suspeito para falar mas já houve uma “moeda” internacional o ouro.

Dolár, Libra, Franco representavam frações da onça de ouro não eram moedas eram apenas designação das partes sendo intercambiaveís facilmente.

O fim do padrão ouro tem como origem o desejo dos governos em controlar a moeda e permitir a criação de dinheiro sem qualquer lastro o que foi alcancado em 1971 com o fim do que restava do padrçao ouro.

A Argentina esta correta em condicionar a importação com a exportação desde que não determine o que deve ou não ser importado.

Por Andre Araujo

Lord Keynes nunca propos o equilibrio de comercio através do protecionismo. Um dos tres pilares dos acordos de Bretton Woods é a Organização Mundial de Comercio, sucessora do Acordo Geral de Tarifas e Comercio, o GATT, tambem criação de Keynes, que exatamente pretendia organizar o comercio mundial através de tarifas comuns e não pela operação do mecanismo tarifario de forma individual, cada pais fazendo o seu jogo.

No caso atual da Argentina, a politica desse pais com relação ao Brasil simplesmente acaba com o MERCOSUL, a Argentina está voltando ao passado, que é seu estado mental, os problemas da economia argentina são o excesso de intervencionismo desde os anos 50, que fez que esse pais, uma das dez maiores economia do mundo, regredisse brutalmente, tanto em volume de PIB proporcionalmente ao PIB mundial como em renda per capita. E continuam insistindo no mesmo modelo peronista dos anos 50, com expropriações, falsificação de estatisticas, moeda inconfiavel, confisco cambial sobre as exportações, tarifas de energia e serviços publicos congeladas, o classico receituario populista dos tempos de Peron. Não vão chegar a lugar algum com esse cardapio.

A classe media argentina nos anos 50 era proporcionalmente muito maior que hoje, na Argentina existe atualmente uma nova pobreza, o pais não recbe investimentos e o pior de tudo, os argentinos não confiam no seu pais, é a população que mais tem dinheiro depositado no exterior entre todos os paises das Americas, cerca de US$210 bilhões, segundo estatiticas do Morgan e do Banco de Liquidações Internacionais da Basileia..

E ainda tem gente que elogia esse cardapio do Titanic.

Por Ale AR

A Argentina tem aplicado várias soluçōes após a crise de 2001 que servem para a crise atual dos países européios.

  • Deu calote numa dívida impagável
  • Desatrelou sua moeda do dólar, recuperando a capacidade do Estado de desvalorizar a própria moeda
  • Estimulou o mercado interno através de subsidios ao consumo (planos Chefas e Chefes do Lar, estilo Bolsa família)
  • Reestatizou empresas de serviços públicos monopólicos, ou subsidiou tarifas de empresas privatizadas para aliviar o bolso das famílias e estimular o consumo
  • Retomou o controlesobre a Previdência, privatizada na era Menem
  • Renunciou a independência do Banco Central
  • Taxou as exportaçöes agropecuárias, com o intuito de combater a doença holandesa e fazer caixa pro governo
  • Agora toma a medida de limitar as importaçōes ao valor exportado, evitando o déficit na balança comercial

No campo político, reabriu os julgamentos dos ditadores dos 70’s, aprovou a união civil dos homosexuais, descriminalizou o uso pessoal de drogas leves, e tem uma das tevês públicas mais progressistas do mundo (vejam o programa de Capusotto no canal 7 e imaginem isso em qualquer outra tv pública do mundo), e reto ou por vias pacíficas e diplomáticas, o reclamo pelas Malvinas.

Fez isso tudo sem os badalados capitais externos. A pesar de ter dado calote na dívida, o país voltouma crescer e diminuiu a taxa de desemprego.O grande problema argentino, do meu ponto de vista, é o déficit fiscal, financiado com inflação, e a falta de seriedade do governo para com as estatísticas oficiais, embassando o sucesso das medidas econômicas, e jogando por baixo do tapete a contrapartida no bolso das familias para bancar tudo isso,  junto como sistema político, onde o Kirchnerismo virou um neoperonismo, repudiando o neoliberalismo peronista do Menem, mas não há um equilibrio opositor nacional, alem do Macrismo portenho. As eleições provinciais acontecem em períodos diferentes, e o país vive mergulhado nas diversas disputas eleitorais que acontecem quase permanentemente. Isso obviamente favorece a situação, enfraquecendo a oposição, que nunca tem força para unificar o discurso e apontar os erros de forma consistente. Por outro lado, após a desastrada experiência da Aliança em 2000, a oposição nunca conseguiu se rearticular ou reagrupar de forma coerente.

A argentina deve seguir trilhando esse caminho, mas agora que se recuperou, atacar com força a inflação

Por 

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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