3 de junho de 2026

“Se” Ophir fosse Faoro…

Depois da aula magna de Celso Melo, sobre o julgamento do “se”, entra em cena o grande jurista Ophir Cavalcanti – homem que se tornou presidente da OAB nacional atuando sobre o fisiologismo da classe.

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“Se” os fatos narrados por Veja realmente aconteceram… e leve julgamentos, juízos, condenações, sem ao menos se ter a confirmação do fato julgado.

É escandalosa a maneira como o corporativismo e o oportunismo afetam a imagem do meio jurídico. E o título ainda fala em defesa do Supremo, a esse crime continuado de expor a mais alta corte a uma pantomima desse nível.

A imagem que passa é que não existem lideranças jurídicas, nem entre Ministros do STF, nem entre baluartes dos advogados, capazes de colocar um fim a esse circo.

“Se” Ophir fosse Faoro, jamais submeteria a OAB ao ridículo da ópera do “se”.

Da UOL

OAB defende Supremo e cobra explicação de Lula

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DE SÃO PAULO

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) divulgou nota nesta segunda-feira (28) cobrando explicações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre uma possível pressão a ministros do Supremo Tribunal Federal para adiar o julgamento do processo do mensalão.

“A ser confirmado o teor das conversas mantidas com um ministro titular do Supremo, configura-se de extrema gravidade, devendo o ex-presidente, cuja autoridade e prestígio lhe confere responsabilidade pública, dar explicações para este gesto”, diz a nota assinada pelo presidente da organização, Ophir Cavalcante.

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“O Supremo Tribunal Federal, como instância máxima da Justiça brasileira, deve se manter imune a qualquer tipo de pressão ou ingerência. Ainda que o processo de nomeação de seus membros decorra de uma escolha pessoal do presidente da República, não cabe a este tratá-los como sendo de sua cota pessoal, exigindo proteção ou tratamento privilegiado, o que, além de desonroso, vergonhoso e inaceitável, retiraria dos ministros a independência e impessoalidade na análise dos fatos que lhe são submetidos.”

 

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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