4 de junho de 2026

O Brasil e a crise mundial

Por Marcos Doniseti

Nassif, a OCDE constatou que o Brasil é o único país que, ainda, não entrou em crise:

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Notícia:

OCDE: Brasil é o único país a ‘escapar de forte desaceleração’

As perspectivas econômicas para o Brasil continuam mais positivas do que para os países ricos e outras grandes economias emergentes, como a China, Índia e Rússia, segundo relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgada nesta segunda-feira em Paris. A organização prevê que o Brasil é o único dos 35 países analisados no novo Indicador Composto Avançado que não deverá registrar forte desaceleração econômica nos próximos seis meses.

“Os Indicadores Compostos Avançados em relação a novembro de 2008 sinalizam uma desaceleração profunda nas sete grandes economias mundiais e para as grandes economias que não são membros da OCDE, principalmente a China, a Índia e a Rússia”, afirma o relatório.

Já em relação ao Brasil, como havia previsto no início de dezembro passado, com dados relativos a outubro de 2008, a OCDE estima que o país deverá registrar apenas uma “leve desaceleração” de sua atividade econômica.

Queda

Apesar disso, o Indicador Composto Avançado em relação ao Brasil caiu 1,1 ponto em novembro na comparação com os dados do mês anterior e está 2,9 pontos abaixo do nível registrado há um ano.

Mas o Brasil é o único do grupo das 29 economias que integram a OCDE e os seis países não-membros da organização analisados neste último relatório que ultrapassa a barreira de 100 pontos, utilizada como referência para classificar o nível de atividade econômica dos países.

Neste novo indicador, o Brasil totaliza 101,2 pontos, enquanto os demais 34 países estão abaixo dos 100 pontos. No relatório anterior, o Brasil registrava 102,3 pontos.

Segundo a metodologia para o cáculo do índice, os países que registrarem queda, mas mantiverem o indicador acima de 100 registram “leve desaceleração”. Os que tiverem redução de atividade econômica e ficarem abaixo de 100 pontos recebem a classificação de “desaceleração”, que pode ser caracterizada como forte em função do número de pontos perdidos.

Para calcular o Indicador Composto Avançado, a OCDE leva em conta vários indicadores econômicos de curto prazo ligados ao Produto Interno Bruto (PIB), como a produção industrial, por exemplo.

Outros países

A queda de 1,1 ponto registrada pelo Brasil em novembro é, no entanto, menor que a de outras grandes economias emergentes. O Indicador Composto Avançado da China diminuiu 3,1 pontos em novembro e está 12,9 pontos abaixo do nível verificado há um ano.

http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200901121222_BBB_77747606&idtel=

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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41 Comentários
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  1. Roberto Locatelli

    12 de janeiro de 2009 1:23 pm

    Acho engraçado que algumas
    Acho engraçado que algumas pessoas fazem questão de colocar o “ainda”.

  2. Malcolm

    12 de janeiro de 2009 1:28 pm

    OCDE informa que Brasil
    OCDE informa que Brasil passará por “uma marolinha” . . .

  3. Paulo Kautscher-São Gonçalo-RJ

    12 de janeiro de 2009 1:32 pm

    Convém ressaltar esta palavra
    Convém ressaltar esta palavra no parágrafo.

    “Mas o Brasil é o único do grupo das 29 economias que integram a OCDE e os seis países não-membros da organização analisados neste último relatório que ultrapassa a barreira de 100 pontos, utilizada como referência para classificar o nível de atividade econômica dos países.”

  4. Karl Zimmermann

    12 de janeiro de 2009 1:34 pm

    a OECD está atrasada pacas
    a OECD está atrasada pacas !

    A produção industrial de nov recuou -6,2% YoY e indicadores de dezembro apontam para queda de -9% YoY em dez. A tendência recente dos dados do CAGED já contrataram taxa de desemprego acima de 9,2% para o meio do ano (e olha que os jornais destacam pesquisa da FGV mostrando intenção do empresariado de demitir em jan e fev)

    Com a queda do emprego, as vendas no varejo devem recuar forte a partir de março (até lá ficarão positivas, mas desacelerando)

  5. Karl Zimmermann

    12 de janeiro de 2009 1:35 pm

    PIB crescendo acima de 1% no
    PIB crescendo acima de 1% no Brasil em 2009 parece quase impossível para quem entende de contas nacionais

  6. Marcos Doniseti

    12 de janeiro de 2009 1:50 pm

    Roberto Locatelli, coloquei o
    Roberto Locatelli, coloquei o ‘ainda’ porque foi justamente isso que a OCDE constatou e porque não existe, ainda, uma certeza de que o Brasil conseguirá, de fato, manter a sua trajetória de crescimento em 2009.

    A queda da produção industrial foi muito forte no último trimestre de 2008.

    Mas, ao mesmo tempo, outros dados apontam para uma recuperação da economia brasileira durante 2009, como o aumento das vendas do setor automobilístico em Dezembro (aumento de 11,54% sobre Novembro), o crescimento das vendas no Natal (de cerca de 3%), o próximo reajuste do salário mínimo em 12% (com isso, o mínimo aumentará o dobro da inflação acumulada em 2008, estimulando a demanda interna), o processo de substituição de importações devido à maxidesvalorização do Real (que, segundo estimativas, poderá chegar a US$ 34 Bilhões no setor industrial), a queda da taxa de Inflação nos últimos meses (alguns índices já mostram deflação, como o IGP-M divulgado hoje) e o mais do que certo início do processo de redução da taxa Selic neste mês de Janeiro (na qual já se fala numa redução de, pelo menos, 0,75 p.p.) e que deverá continuar durante todo o ano de 2009.

    Aliás, como o BC brasileiro ainda não iniciou o processo de redução dos juros, o Brasil também tem essa vantagem em relação aos EUA, UE e Japão, onde os juros já foram reduzidos de tal forma que não há mais como continuar com isso. Os juros reais nestas economias estão negativos. Então, não há mais como usar do instrumento de política monetária para estimular as suas economias.

    Enquanto isso, no Brasil, temos uma taxa real de juros de cerca de 7% e que, portanto, ainda pode ser substancialmente reduzida, o que irá contribuir para a retomada do crescimento econômico ainda em 2009.

    Tudo indica que o último trimestre de 2008 foi o pior momento da crise no Brasil e que o 1o. trimestre deste ano deverá ser de uma certa acomodação por parte dos empresários a fim de se verificar se, de fato, teremos o início de uma recuperação a partir do 2o. trimestre.

    Eu acredito que, em função dos dados que coloquei acima, o 2o. trimestre indicará uma retomada da economia brasileira e que o país conseguirá crescer em 2009, mas a um índice bem inferior ao de 2008, é claro. Qual será esse crescimento? creio que ninguém sabe, mas o mais importante será manter essa trajetória de crescimento num ano em que a economia mundial estará mergulhada numa significativa recessão.

    Se o Brasil conseguir crescer mesmo com a economia mundial numa situação tão ruim, então imagino o que não irá ocorrer quando ela começar a se recuperar.

    Portanto, me parece que o relatório da OCDE está correto na sua avaliação, ou seja, de que o Brasil está sendo o país menos afetado pela crise.

  7. francisco.latorre

    12 de janeiro de 2009 1:52 pm

    o marcos d. vem acertando faz
    o marcos d. vem acertando faz tempo.

    sempre pertinente.

  8. Ivan Moraes

    12 de janeiro de 2009 1:56 pm

    Nossa! Mais um convite ao
    Nossa! Mais um convite ao gasto!

    Saiam de casa correndo agora e ja e comprem alguma coisa –qualquer coisa– pra celebrar!

    Sancionado!

  9. Marcos Doniseti

    12 de janeiro de 2009 2:03 pm

    Karl Zimmemman, os dados da
    Karl Zimmemman, os dados da OCDE são relativos a Outubro de 2008. Não são tão antigos, assim, não.

    A queda da produção industrial em Novembro não serve de parâmetro para os próximos meses, pois ela se deu num ambiente em que o crédito estava mais restrito do que agora e ela também aconteceu antes que o governo divulgasse medidas de estímulo econômico (redução do Imposto de Renda e dos impostos para o setor automobilístico, principalmente) e de financiamento para as empresas com dívidas no exterior. E foi a queda abrupta das vendas que levou à uma redução tão forte da produção industrial em Novembro. Com a retomada das vendas em Dezembro, é claro que os estoques das empresas foram reduzidos e, com isso, elas terão que repor os mesmos em 2009.

    Os outros fatores que citei (aumento real do salário mínimo, substituição de importações, redução da taxa Selic, etc) também irão contribuir para recuperar a atividade econômica brasileira durante 2009.

  10. Marcos Doniseti

    12 de janeiro de 2009 2:24 pm

    Nassif, mais uma notícia
    Nassif, mais uma notícia mostra que o Brasil não está tão ‘mal na foto’, assim, não.

    Notícia:

    Indústria automotiva espera mais falências e menos lucros

    Dirigentes da indústria automotiva mundial preveem mais falências e fusões e menos lucros nos próximos cinco anos. Saída está nos mercados dos países emergentes, com destaque para o Brasil…

    Brasil em alta

    É nos mercados emergentes de países como China, Índia e Brasil e do Leste Europeu que estão as esperanças do setor automotivo mundial. Os entrevistados disseram acreditar que esses mercados crescerão num ritmo mais elevado do que os de outras regiões.

    Achterholt lembra que, nos Estados Unidos, de cada 100 pessoas com carteira de motorista, 93 são proprietárias de um automóvel – na China, o número cai para 3. Os maiores índices de crescimento foram previstos para o Leste Europeu e para a América Latina. Entre os países do continente americano, o destaque é o Brasil, afirmam os entrevistados.

    A pesquisa da KPMG saiu na mesma semana em que a brasileira Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) divulgou um crescimento de 14,5% nas vendas de automóveis – para 2,82 milhões de unidades no ano de 2008 em comparação com 2007 no Brasil. Na produção, houve alta de 8% – para 3,21 milhões de veículos.

    Com os novos números, que são recordes, a Anfavea estima que o Brasil tenha passado de oitavo para quinto maior mercado de automóveis do mundo em 2008, atrás apenas de Estados Unidos, China, Japão e Alemanha. Como produtor, o Brasil deverá consolidar o sexto lugar, atrás de Japão, China, Estados Unidos, Alemanha e Coreia do Sul.

    http://www.dw-world.de/dw/article/0,,3936469,00.html

  11. Silvano

    12 de janeiro de 2009 2:56 pm

    Timidamente o jh deu esta boa
    Timidamente o jh deu esta boa noticia agora.

  12. Marcos Doniseti

    12 de janeiro de 2009 2:57 pm

    Nassif, o Presidente Lula
    Nassif, o Presidente Lula disse que a compra do Banco Votorantim pelo BB se deu em função da necessidade de estimular o comércio de carros usados. Outra informação importante do texto é que o estoque de carros das montadoras caiu de 305 mil para 211 mil.

    Notícias:

    Compra do banco Votorantim visa aquecer setor de carros usados, diz Lula

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira que o principal motivo da compra de parte do Banco Votorantim pelo Banco do Brasil é aquecer o setor de veículos usados e, assim, impulsionar a indústria automotiva como um todo.

    Segundo Lula, a experiência do Banco Votorantim no setor de financiamento de carros será fundamental para que o Banco do Brasil reforce sua atuação neste ramo de crédito.

    “Compramos metade do Votorantim porque não tínhamos expertise em veículos usados”, disse Lula na abertura da 36ª edição da Couromoda, feira do setor de calçados e afins.

    “Sabemos que o mercado de carro usado precisa andar, porque senão não vende carro novo, mesmo com a redução do IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados]”, em alusão à medida que reduziu o imposto de carros para estimular o setor em meio à crise de falta de crédito e à queda brusca nas vendas…

    Estoques

    Em relação aos carros novos, as montadoras com unidades instaladas no Brasil terminaram o ano de 2008 com 211.625 veículos no estoque, o que representa 36 dias de vendas, segundo dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). O estoque ficou abaixo do resultado alarmante de novembro, quando somava mais de 305 mil veículos parados, o equivalente a 56 dias.

    http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u489028.shtml

  13. rique

    12 de janeiro de 2009 3:09 pm

    Apesar, do PIG! Quem sabe,
    Apesar, do PIG! Quem sabe, com algum esforço e colaboração dos simpatizantes do ‘quanto pior melhor”,cheguemos ao desejável estado de insolvência?

  14. Romanelli

    12 de janeiro de 2009 3:38 pm

    podem falar o que
    podem falar o que for

    NINGUÉM sabe ainda com precisão o que vai acontecer

    …os primeiros sinais dizem que JÁ PASSAMOS POR MOMENTOS muito piores em nossa história recente

    agora …e o BC ? Até quando teremos que aguentar este menino maluquinho RASGANDO DINHEIRO de nossos impostos, impostos de pobres, pra dar a rico ?

    COM CERTEZA o BRASIL NUNCA viu um momento tão propício pra girar a divida publica a um custo mais civilizado ..mas parece que nosso pecado e nos fazermos de retardados e ficarmos na mão de aloprados

    Só pra lembrar, o ano passado o país DESPERDIÇOU mais de R$ 170 bi em juros, dinheiro que em boa parte deveria estar sendo “desviado” ara corrigir ou minimizar muito de nossas mazelas

    Doutro lado o governo insiste em “subsidiar” a industria automobilística estrangeira, indústria de produtos caros e ineficientes, poluidora do meio ambiente

    Porque não investir mais em DESFAVELAMENTO, em urbanizou verdadeira de favelas? …URBANIZAÇÃO VERDADEIRA, pondo o que tiver que por no chão e oferecendo opção …não falo de pintar barraco ou cimentar barranco viu …

  15. Roberto São Paulo/SP

    12 de janeiro de 2009 3:45 pm

    Creio que o Brasil tinha
    Creio que o Brasil tinha todas as condições de evitar uma forte desaceleração da economia, mas o conservadorismo demonstrado pelo COPOM, está levanddo os agentes econômicos a perceberem que o COPOM cometerá os mesmos erros do FED durante a crise de 1929.
    É preciso corrigir rapidamente a Polítca Monetária, mas o COPOM dá claras demonstrações de irá realkzar uma mudança gradual da Política Monetária.

    A perda da confiança dos consumidores americanos se alstrou como nunca se viu antes para todo o planeta.
    Não coorreu nehuma queda na renda e empego que justifiquem as fortes quedas nas vendas de bens duráveis, demonstrando que a crise é ainda essenccialmente uma crise de confiança, também no Brasil.

    O que está correndo com a perda brusca da confiança dos cconsumidores é que os diversos agentes da economia estão se antecipando a uma postura extremamente conservadora do COPOM de reduzir gradualmente os juros da Selic.

    A primeira indicação do COPOM foi um corte de 0,25% a cada reunião, o que está se revelando totalmente insuficiente para reverter as ecpectativas de forte queda nas vendas, o que tornou a situação assustadora.

    Todos os elementos racionais já exigem uma forte queda dos juros da Selic, o que além de demonstrar os erros da avaliação do COPOM, que tanto na ata como no relatório de inflação, apontava para um risco maiior da pressão da demanda interna sobre os preços., indica que eles estão totalmente malucos.

    Quando se ignora tantos elementos racionais, a única coisa que se pode dizer é que eles estão malucos. pois se a depressão se instalar, com ela virá o aumento inadimplência, a deflação dos ativos o que colocará em risco a sobrevivência do sistema financeiro do Brasil.

    Hoje a maior defesa dos lucros e da própria sobrevivência do sistema financeiro é justamente uma forte redução dos juros da Selic

    como já foi dito “O caso do setor imobiliário residencial, onde começou a crise, ilustra bem os problemas criados pela deflação. Mesmo que as taxas cobradas nos empréstimos hipotecários fossem reduzidas para zero, com a queda sistemática dos preços das casas, a partir de certo ponto o valor do imóvel passa a ser inferior à dívida. A deflação generaliza esse fenômeno: aumenta o valor das dívidas em relação à riqueza. Não é bem o que um mundo atolado em dívidas precisa.”

  16. Roberto São Paulo/SP

    12 de janeiro de 2009 4:10 pm

    Creio que ainda precisamos
    Creio que ainda precisamos considerar que havia uma expectativa de crescimentos nas vendas de automóveis de 15% a 20%, com ruputura das relações econômicas ocorrida em setembro de 2008, além não se concretizar os aumentos nas vendas ocorreum uma forte queda nas vendas em relação a 2007.

    Em relação as expectativas iniciais de vendas ocorreu uma queda de mais de 30%, o que até mais grave do que está ocorrendo emoutros países, onde já havia uma expectativa de queda nas vendas, que se concretizaram.

    Isto criou um desajuste nos estoques em toda cadeia de produção e comercilização muito grande.

  17. Roberto São Paulo/SP

    12 de janeiro de 2009 4:26 pm

    Outra coisa que precisamos
    Outra coisa que precisamos lembrar é que a expectativa de deflação em alguns setores, aumenta ainda mais o custo de carregamento dos estoques.

    Além dos juros cobrados no financiamento do capital de giro, que são atrelados a selic, estarem muito elevados, ainda ocorre a queda de preço dos produtos estocados.

  18. Roberto São Paulo/SP

    12 de janeiro de 2009 4:28 pm

    A condição básica para que as
    A condição básica para que as empresas possasm substituir as importações, é justamente a manutenção do mercado interno, emprego e renda, diria que mais emprego do que a renda.

  19. Karl Zimmermann

    12 de janeiro de 2009 5:05 pm

    Marcos:

    – dados da OECD são
    Marcos:

    – dados da OECD são de outubro e portanto são muito velhos sim. TODOS os parâmetros mudaram nas ultimas semanas. Em outubro, muita gente achava que o PIB de 2009 seria entre 2,8% e 3,8%. Agora, eu acho particularmente, que ficará abaixo de 1% e o consenso do FOCUS está em 2%

    – os estoques da indústria automobilistica estão em pouco mais 210 mil unidades ante média histórica de 140 – 150 mil. Ou seja, tem que cair mais. As medidas do governo não adiantam para resolver a questão do crédito, amenizam um pouquinho, pois o crédito será mais seletivo com o aumento da taxa de desemprego

    – Ciclo econômico anterior baseou-se no crédito barato, aumento da massa real de salários e cenário internacional favorável esse mundo não existe mais

    – Substituição de importações ? sem crédito e renda ?

  20. Felipe Pugliesi

    12 de janeiro de 2009 5:46 pm

    Nassif,
    Creio que a baixa
    Nassif,
    Creio que a baixa penetação do crédito em nossa economia é um dos principais fatores que impedem esse contágio mais aprofundado. Mesmo com toda evolução conseguida no período Lula, o crédito no Brasil não ultrapassa os 36% do PIB. Como essa crise é essencialmente uma crise de confiança (com forte restrição de crédito), o Brasil vai, proporcionalmente, sofrer menos. Nassif, vc concorda com essa análise? Por que (sim ou não)?

    Proporcionalmente, sim. Mas vai sofrer porque haverá restrição de crédito e do lado das importações, para um PIB que vinha sendo tocado pelo consumo.

  21. A. Fabian

    12 de janeiro de 2009 6:11 pm

    Retornando de férias hoje:
    Retornando de férias hoje: vendas de imóveis novos surpreendentemente acima do que havíamos previsto para o período 20/dez a 10/jan – dados de 7 cidades médias do Sul e Centro Oeste. Abaixo do que vinha sendo o ritmo de 2008, mas acima do que estávamos esperando. O mercado desalerou, mas definitivamente, não parou.

  22. José Honório

    12 de janeiro de 2009 6:43 pm

    Nssif, por uma questão de
    Nssif, por uma questão de princípio não lia a Veja de há muito. Hoje entretanto, enquanto esperava a consulta médica de minha esposa, peguei a revista que estava numa mesinha e resolvi dar uma geral para ver se ela tinha melhorado como informativo isento. Era a edição de 7/1/2009. Ao fim,cheguei a conclusão que ela piorou. Todas os artigos políticos e economicos procuram desqualificar o governo sem um argumento sólido, alguns até com argumentos risíveis como aquele da última folha. A seção leitor só trazia loas de leitores à revista, inclusive algumas cartas considerando o Civita um sábio (editorial …..sobre esquimó ..). Se conhecessem a trajetória dos Civita na America do Sul teriam uma ideia mais consistente de um hipócrita e oportunista (que o diga Helio Fernandes). O pior mesmo foi a reportagem eminentemente sionista da crise de Gaza. Para este pasquim Israel está exercendo om direito de matar e roubar terras. Errados estão os palestinos por se defenderem como pode (são terroristas por isto). A morte de crianças e idosos é vista pela revista como utilização de escudo humano,sem apresentar nenhuma prova de que isto realmente acontece. Meu Deus,até que pontos eles chegarão e … olhe que sua tiragem de mais de 1,2 milhões de exemplares. Será que temos tantos radicais assim aqui no Brasil para ler este lixo?

  23. Marko

    12 de janeiro de 2009 8:26 pm

    Alarme tocando: “Corner no
    Alarme tocando: “Corner no mercado mundial do Ouro???” – http://www.infowars.com/?p=7099

  24. Marcos Antonio

    12 de janeiro de 2009 8:50 pm

    Nassif,

    Haverá um plano do
    Nassif,

    Haverá um plano do governo Obama de quase ou até mais de um trilhão de dólares!
    Como é a aplicação destes recursos nos EUA?
    É transparente?
    É possível haver desvios significativos?
    Corrupção?
    Bom gerenciamento?
    E se este plano não funcionar adequadamente?

  25. Tuaregue Alemão

    12 de janeiro de 2009 8:55 pm

    Sccccchhhhíííííííííííííí´
    Sccccchhhhíííííííííííííí´ !!!!!!!!!!!
    Falem baixo, PELOAMORDEDEUS !!!!!!!!!!!

    Vocês querem que o Meirelles tenha motivos para aumentar a Selic?

    Por favor, escondam essa notícia do cara, que sem motivo elle vai querer aumentar as tetas do pessoal dos bancos !!!!

    Socorro !!!

  26. Anderson Farias

    12 de janeiro de 2009 8:55 pm

    Prezados Karl e Marcos, pelo
    Prezados Karl e Marcos, pelo que entendi pelo site da OECD os dados utilizados no estudo sâo relativos a novembro e, portanto, já consideram os dados relativos a produção industrial deste mês.

  27. Go Oliveria

    12 de janeiro de 2009 10:00 pm

    Em compensação Nassif, a
    Em compensação Nassif, a “importação de turista” está bombando, pelo menos aqui no Nordeste. Em Olinda/Recife não há vagas mais nos hotéis para o carnaval. Em Olinda os avisos das casas para alugar estão em inglês e em dólar e por aí vai…

  28. Angelo Frizzo

    12 de janeiro de 2009 10:35 pm

    Mesmo com o terrorismo de
    Mesmo com o terrorismo de alguns, dizendo que o Brasil vai quebrar, EU e os outros 130 milhões de Brasileiros (incluindo crianças é claro) que ganhamos até 600 reais por mês, resolvemos o seguinte:
    1 – Vamos continuar aplicando na Bolsa(Pode ser que a Petrobras, a Vale
    e o BB voltem a dar lucro(?)e o preço das ações suba de novo)
    2 – Vamos comprar carro novo(o IPI baixou, oba), assim faremos parte
    dos 10% dos brasileiros que tem automível c/menos de 10 anos
    Estas são só as primeiras medidas, vem mais…

  29. Edson

    13 de janeiro de 2009 1:16 am

    Nosso crescimento em 2009
    Nosso crescimento em 2009 será acima de 3%, disso nao tenho dúvidas, e podem crer na meta de 4% . . . . . .

  30. Marcos

    13 de janeiro de 2009 2:45 am

    A boa notívis só rendeu uma
    A boa notívis só rendeu uma notinha tímida no Jornal Nacional. Agora há pouco, no Jornal da Globo, nada, nadica de nada. Em compensação, a dispensa de 734 empregados temporários, isso mesmo, TEMPORÁRIOS, da GM ganhou todo o destaque do mundo. No Jornal do SBT a primeira notícia nem chegou a ser citada; já a demissão dos temporários – com direito à omissão desse detalhe – rendeu uma nota. E Bóris Casoy com aquela cara de vitorioso.
    A receita para o Brasil sair da crise é a redução dos juros. Ainda há pouco fui pagar uma conta num grande magazine e a mulher já foi perguntando: pagamento ou saque? Do lado pude perceber como o caixa queria empurrar 8 prestações com juros para a coitada da cliente. Intervi, “3 sem juros é melhor, comadre!” Ela acabou levando em 5. O tal do Brics é um crime. Nada de carro, nada de empréstimos consignados; vamos comprar imóveis meu povo, que a Caixa financia a juros baixos.

  31. Marcos

    13 de janeiro de 2009 3:00 am

    Brics não SPREAD – Desculpem
    Brics não SPREAD – Desculpem o analfabetismo em economia.

  32. Alexandre Weber / Santos - S.P.

    13 de janeiro de 2009 3:15 am

    Eu devo estar em outro país
    Eu devo estar em outro país que o Brasil, um onde o nivel escolar atingiu e superou o dos coreanos , as empresas registram mais patentes e inovações tecnólicas do que todos os outros países desenvolvidos do planeta e o problema da exaustão de recursos naturais era uma balela, pois eles não conheciam nossa potencialidade.

    O povo que comenta aqui não está sendo sério e a crise vai cobrar um preço muito alto. NADA MUDOU !!!! Tá tudo como antes em terra de Abrantes.

    População e empresas numa miséria de dar dó, o bolsa família e a classe C são a vitrine do País.

    A manchete é uma deferência a estúpida quantidade de riquesas que desperdiçamos pagando a pornográfica taxa de juros, uns trouxas desses merecem uma bajulação barata desta.

    O Lula precisa agir logo, o tempo é curto e a tarefa é grande, dá prá sair por cima ainda, mas a janela vai fechar logo e aí será um salve-se quem puder.

    Deus nos proteja e ilumine os que têm poder para nos desviar do desastre.

  33. Jonas Julio

    13 de janeiro de 2009 3:48 am

    “Karl Zimmemman, os dados da
    “Karl Zimmemman, os dados da OCDE são relativos a Outubro de 2008. Não são tão antigos, assim, não.”

    Mas a crise nao tinha batido no Brasil em outubro mesmo… Nos comecamos a esfriar a partir de novembro. Nao tem surpresa nenhum que o indicador defasado da OCDE nao acuse nada.

  34. Roberto São Paulo/SP

    13 de janeiro de 2009 3:50 am

    Creio que os dados do emprego
    Creio que os dados do emprego são fundamentais, se não houver crescimento do emprego não haverá crescimento da demanda interna. e também não haverá crescimento do PIB em 2009, em razão das exportações serão menores em volume e valores.

    E o que está ocorrendo é queda do nível do emrpego, a política monetária está provocando um aperto tão grande que o último trimestre de 2008 teremos PIB caindo, PIB negativo.

    Quando o normal é que o PIB do último trimestre do ano seja o mais forte, esse é grau da ruptura, que o COPOM se recusa a reconhecer.

  35. Roberto São Paulo/SP

    13 de janeiro de 2009 4:15 am

    Considerando que a Fazenda
    Considerando que a Fazenda foi extremamente rápida na resposta a crise e já ativou a Política Fiscal expansionista, a queda da atividade econômica no Brasil é toda de resposabilidade da Política Monetária, que não conseguir se ajustar a nova realidade exonômica.

    A queda da atividade econômica se deve única e exclusivamente ao aperto monetário, na medida que ocorreu já um alívio fiscal. Esse é um ponto.

    O outro ponto é a queda dos preços da commodities que provocará uma queda do PIB, no setor de mineração, extração de petróleo, e na agropecuária, mesmo que mantenha os mesmos volumes de produção e exportação de 2008, o que certamente não vai ocorrer. isto é uma mera conta de matemática.
    Apesar de que haverá aumento da produção de petróleo, a queda de preços provocará uma queda do PIB do setor mesmo com o aumento da produção.

    Não tem como crescer o PIB com a atual Política Monetária, nem com uma redução gradual dos juros da Selic, que por sinal só teria impacto no terceiro ou quarto trimestre de 2009, em razão do COPOM estar completamente atrasado na correção da Política Monetária.

    Ocorreu um verdadeiro incêndio, e o COPOPMainda se está protegendo, se esquecendo que ele é que é bombeiro, se alguem tem que fazer alguma coisa é o COPOM.

    E o COPOM não fez nada até agora para aliviar o aperto monetário, muito pelo contrário, na medida em que ocorreu uma forte queda da demanda, manter os juros da Selic significou apertar ainda mais a política monetária.

  36. Roberto São Paulo/SP

    13 de janeiro de 2009 4:23 am

    O Pior não é isso, o pior é
    O Pior não é isso, o pior é que o COPOM está projerando um crescimento de 3,2% do PIB, com juros da 13,75% nminais ao ano, pelo menos é que está no relatório de inflação de dezembro de 2007.

    Ele está projetando crescimento da demanda interna em 2009., já era esquisito, agora ficou totalmente irracional.

  37. Alexandre Weber- Santos/S.P.

    13 de janeiro de 2009 2:12 pm

    O duro mesmo e discutir e
    O duro mesmo e discutir e argumentar contra um lado que muda o discurso o tempo todo. Quando interessa o Copom fala que o que realmente importa é a taxa “real” de juros que o pais paga e ai desconta a inflação.

    O problema é que agora existe deflação. Logo, se não se mexeu na taxa paga, ouve na verdade aumento “real” da quantidade de riquezas que são movimentadas por esta pornográfica taxa Selic que sangra a nação como um vampiro dos infernos.

    Convenhamos, numa quadra onde se precisa manter a produção industrial ou mesmo aumentá-la , face aos desafios externos, aumentar a taxa “real” de juros é jogar de bandido.

    E o LULA não faz nada, é conivente ou cúmplice.

  38. Felipe Pugliesi

    13 de janeiro de 2009 3:19 pm

    Nassif:
    “Proporcionalmente,
    Nassif:
    “Proporcionalmente, sim. Mas vai sofrer porque haverá restrição de crédito e do lado das importações, para um PIB que vinha sendo tocado pelo consumo.”

    Vc está dizendo que existe uma demanda interna que ficará desatendida ou será atendida localmente, certo? Mas acho necessário avaliar até que ponto o motor do PIB era impulsionado pelas exportações? Não acho que encontraremos uma transmissão tão significativa aqui. Acho, sim, perigosa a questão do saldo da balança comercial, que pode por tudo a perder. Mas é o consumo interno com o aumento do crédito que alimentava a tração do PIB. Daí porquê defender um rebaixamento da Selic para responder aos desafios atuais… Mas isso não é questão econômica, mas política. O que acha?

  39. raposo

    13 de janeiro de 2009 6:47 pm

    sem a opção “envie por
    sem a opção “envie por email”, o alcance do que é noticiado no blog fica limitado ao mesmo. não tem sentido!!!

    Acabei de falar com o IG. Será implementado nos próximos dias.

  40. Antonio Carlos Silva -RJ

    13 de janeiro de 2009 7:42 pm

    Se o PIG está prevendo 0,0% e
    Se o PIG está prevendo 0,0% e Lula 4,0%, eu cravo 3,0 % .

    Saudações,

  41. Elias Bueno

    14 de janeiro de 2009 10:31 pm

    Gostaria de saber quando o
    Gostaria de saber quando o Brasil não esteve em crise. Sempre escutei desde que saí da universidade que lá fora estava bom e aquí tudo ruim. A diferença agora é que vamos ficar na crise junto com os outros lá fora. Acho até que nunca saímos da crise, é tudo marketing do nosso governo

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