Enviado por: Hans Bintje
Caro Nassif:
Como algum leitor do blog já comentou, o Rio de Janeiro fez bem para você. Seu artigo está incrível, só faltou uma planilha padrão de qualidade L.N. para mostrar que o Banco da América do Sul é uma excelente idéia.
Para mim, o exercício teórico começou com o artigo que o Paulo Nogueira escreveu para a revista Estudos Avançados a respeito da integração Brasil-Argentina. A argumentação dele é ótima, mas o texto menciona poucos números. Tive que procurar dados na imprensa, mas como o viés é sempre o comercial, minha planilha ficou incompleta.
Mesmo assim, alguns fatores me chamaram a atenção:
1) Capitalização: se ela for feita em dinheiro vivo, apenas a Venezuela e o Brasil poderão aportar recursos num primeiro momento. O que seria, na minha opinião, desnecessário já que a natureza da maioria dos projetos a serem financiados é de longo prazo, com desembolsos durante o período.
A capitalização poderia ser feita através do repasse de títulos da dívida soberana de cada país participante para o banco pelo valor de face. A medida em que o banco precisasse, resgataria os títulos junto aos tesouros nacionais de cada país e desembolsaria o dinheiro para os projetos.
2) Mercado de capitais: para viabilizar muitos desses projetos, o banco teria que entrar como sócio em algumas empresas. Teria que ser criado um BNDESPAR sul-americano, com regras de governança bem definidas; a experiência brasileira nessa área é muito interessante. Para quem quiser ler um material básico sobre o assunto, acesse a página clique aqui.
Fabio Passos
21 de janeiro de 2007 11:36 pmEste blog é fora de
Este blog é fora de série.
Discutir a possibilidade de se criar um banco de fomento para integração da AL é um oásis no deserto de idéias da nossa mídia.
Enquanto isso FSP, Estadão, Globo e Veja ainda permanecem irredutíveis na profunda acefalia neoliberal.
Este blog é uma prova de que o subdesenvolvimento não precisa ser nosso destino.
taq
23 de janeiro de 2007 1:55 amAcredito que o grande
Acredito que o grande problema da criação deste banco eh realmente a forma de capitalização, o brasil deve estar com o pe atras por causa disso, so ele teria capacidade de capitalizar, acredito não haver necessidade desta nova estrutura, utilizem os bancos ja existentes ampliando os limites de atuação e expansão dos capitais. Mas aqui tb fica a grande pergunta, o brasil com seus grandes problemas de financiamento deve capitalizar os vizinhos mais necessitados ? aqui é o ponto principal a ser checado, caso sim podesse resolver rapidamente e criar o banco, caso não deixa como esta.
Entendo que os projetos a serem financiados tb beneficiarão o Brasil, o que precisa e medir isso.
Dante Caleffi
23 de janeiro de 2007 1:56 amLeonel Brizola,no seu segundo
Leonel Brizola,no seu segundo governo no Rio grande do Sul,criou o BRDE,banco regional de desenvolvimento do extremo sul.Sócios dessa empreitada,além do RS,Santa Catarina e Paraná.Sua história de quase meio século,sugere um caminho para iniciativa semelhante, em âmbito continental.
Joao Carlos
23 de janeiro de 2007 11:01 pmEstou ancioso para adquirir
Estou ancioso para adquirir os Títulos da Dívida Soberana da Argentina ou Bolívia, sou dependente de riscos e emoções fortes.
felicio rodrigues
27 de janeiro de 2007 12:58 pmJoão Carlos:
Desculpe a
João Carlos:
Desculpe a grosseria, mas se você fosse uma pessoa bem informada e com os necessários recursos financeiros, sim, estaria aplicando nos titulos argentinos que estão rendendo muito bem. Alguns até mesmo mais que os brasileiros. Acima de 8% a.a. E se valorizando muito rapidamente, visto que o país está crescendo muito (40% nos últimos 4 anos). Quanto as emoções deixo de opinar por se tratar de gosto pessoal. Quanto à segurança, saiba que o índice de risco argentino é semelhante ao brasilerio e abaixo dos 200 pontos.
Roberto
3 de fevereiro de 2007 4:16 pmApesar de considerar a ideia
Apesar de considerar a ideia interessante, acho pouco provavel que qualquer empresa séria invista em empreitada de tão grande risco. O risco decorre do pouco empenho do governo venezuelano em honrar contratos, e, do crescente risco do governo brasileiro seguir seus passos, haja vista a decisão do Min. Hélio Costa de rescindir unilateralmente o contrato do Banco Postal.