4 de junho de 2026

Rosa Weber viola artigo 5º da Constituição ao interpelar Dilma, por Alex Solnik

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Da Brasileiros

 
Ele também foi violado no impeachment
 
Alex Solnik

Eu escutei n’”A Voz do Brasil”, programa de rádio criado em 1934 pelo Departamento de Propaganda e Difusão Cultural (DPDC), que Getúlio Vargas fundou à imagem e semelhança do Ministério da Propaganda de Adolf Hitler e que não foi extinto juntamente com a sua respectiva ditadura a notícia de que a ministra Rosa Weber, do STF deu um prazo de dez dias para a presidente Dilma explicar o motivo pelo qual tem denominado o processo de impeachment ao qual está sendo submetida de “golpe”, atendendo a pedido de um grupo de deputados que votou a favor do impeachment e não se conforma com a carapuça de golpista.

Embora reconheça que a ministra detenha notório saber jurídico, senão não seria membro vitalício dessa que é a mais alta instância da Justiça brasileira, ouso, data vênia, contestar a sua interpelação, pois ela ignora e viola o inciso IV do artigo 5º. da constituição de 1988, de acordo com o qual “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”.

Se a manifestação do pensamento é livre e foi exalada pela presidente Dilma, não sendo, portanto, manifestação anônima, entendo, data vênia, que o pleito dos deputados à ministra e a sua aceitação vão de encontro ao artigo em questão e, em consequência, à constituição. Pensamento livre prescinde de explicação. O que é livre não precisa ser explicado.  Tanto a presidente Dilma como qualquer outro cidadão brasileiro podem pensar e manifestar o pensamento que quiserem, ao menos enquanto esse artigo não for suprimido.

A presidente tem o direito de nada responder, em respeito ao artigo 5º. Ou então usá-lo na resposta: “chamo o impeachment de golpe porque, dentre outras ilegalidades flagrantes ele desrespeitou o inciso XXXIX do artigo 5º. segundo o qual ‘não há crime sem lei anterior que o defina’, pois um dos supostos crimes de responsabilidade a mim atribuído ocorreu anteriormente a uma determinação do Tribunal de Contas da União”.

Foi essa a violação mais grave desse artigo composto por 77 incisos que descrevem os direitos individuais, mas não a única cometida, em datas recentes, por políticos e juízes, justamente aqueles que juraram cumprir e respeitar a constituição.

O inciso IX, segundo o qual “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença” foi ignorado pelo juiz que atendeu reclamação de três advogados que se julgaram ofendidos por uma charge – pasmem – de Chico Caruso, publicada n’”O Globo”.

   A cena se passa no Velho Oeste.  Três clientes deparam-se com um homem de costas, que adentra ao saloon. Embaixo do quadro há o seguinte diálogo, indicado por travessões:  

   – Mocinho ou bandido?

   – Pior: um advogado!

Se o cenário não caracteriza o Brasil e sim os Estados Unidos e a cena, que corresponde a um passado remoto, talvez o século XIX, refere-se a “um advogado” como é possível aceitar que a charge ofenda advogados brasileiros? Seus nomes não são citados pelo artista. “Um” advogado é qualquer um. Não é um advogado específico. Alguém poderá dizer: mas é um advogado portando revólver! Ora, no Velho Oeste todos andavam armados, mesmo os advogados. Nada há de estranho nisso.

No entanto, um juiz entendeu que a queixa faz sentido e é constitucional, abriu o processo, que está em andamento, contrariando, mais uma vez, o artigo 5º. 

Na mesma edição d’”A voz do Brasil” em que a ministra Rosa Weber interpela a presidente Dilma foi noticiado também que uma juíza de Belo Horizonte proibiu reunião de estudantes da Faculdade de Direito em que seriam discutidos assuntos políticos, embora o inciso XVI do artigo 5º. afirme que “todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente”. Levando-se em conta que estudantes não costumam usar armas, a juíza violou, de novo, a constituição.

Se o artigo 5º. fosse violado apenas uma vez seria um equívoco esporádico e tolerável. Violado duas vezes, não é mais esporádico, mas ainda compreensível. Violado três vezes, trata-se de violação sistemática e preocupante. Violado quatro vezes, indica que os direitos individuais dos cidadãos brasileiros estão sendo rasgados constantemente e a democracia corre perigo.

Defender a democracia é defender o artigo 5º.

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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31 Comentários
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  1. lfmrodrigues

    23 de maio de 2016 11:46 am

    JUCÁ E O SUPREMO

    Depois da bomba dessa manhã… acho que a suprema Rosa precisa enfiar a viola no saco porque quem precisa dar explicações é o Supremo.

  2. alexis

    23 de maio de 2016 11:50 am

    Deixa….

    Dilma deve responder aproveitando essa brecha ou oportunidade:

    (sugestão de resposta)

    “Acho que é um Golpe, na medida em que não há tipificado um crime cometido por mim, nos relatórios pertinentes aos decretos e ao crédito Safra. Entendo a preocupação da senhora Ministra, em relação á seriedade deste assunto, de modo que aceitarei de bom grado o julgamento do mérito por parte do STF. Se houve crime, não apenas deixarei de chamar de”Golpe” a este processo de impeachment como também imediatamente pedirei a minha renuncia ao cargo de Presidente, desde que outros representantes públicos, como é o caso do meu Vice presidente, Governadores de Estado e Prefeituras, o fizerem também, visto que todos teriam cometido os mesmos supostos “crimes” a mim imputados. Se não houver crime, na avaliação do STF, me sinto na liberdade de continuar chamando este processo de impeachment como sendo um Golpe.”

  3. MANREL

    23 de maio de 2016 11:56 am

     
     
    Este tal, “notório saber

     

     

    Este tal, “notório saber jurídico”, se anula quando se tem o ódio como direção, ele cega.

  4. Francisco Andrade

    23 de maio de 2016 12:00 pm

    a lei, … ora a lei,….

    …. para o stf, respeitar ou não a Constituição, … é só uma questão de conveniência ….

  5. Marcos Antônio

    23 de maio de 2016 12:15 pm

    A rainha está peladinha…

    Ela pensa que sou burro!

    A ficha cairia se ela lesse na Folha, a reportagem do Rubem Valente? 

    1. Jose de Almeida Bispo

      23 de maio de 2016 12:42 pm

      A minha real dúvida é a real
      A minha real dúvida é a real intenção da CENTRAL DO GOLPE em publicar aquilo na Folha.Seria um aviso pra quem? STF? Senado?Seria uma campanha para defenestrar “os corruptos” (nenhum de São Paulo, claro; muito menos tucanos)?NADA na Folha e veículos do Partido da Imprensa Golpista É JORNALÍSTICO, no sentido específico. NADA! Em panfletos partidários, tudo tem um “porquê”… político.

       

  6. Somebody

    23 de maio de 2016 12:18 pm

    O seu Supremo é quem deve dar

    O seu Supremo é quem deve dar explicações. Em um país maduro o seu STF inteiro estaria afastado ou na prisão.

  7. Jose de Almeida Bispo

    23 de maio de 2016 12:39 pm

    Com todo respeito: Solnik

    Com todo respeito: Solnik andou bebendo, foi? Esqueceu que A LITERATURA PERMITE?

     

  8. naldo

    23 de maio de 2016 12:42 pm

    Ali nesse stf de faz de

    Ali nesse stf de faz de conta, em que ministro vivem num mundo parelelo quase ninguem tem saber juridico, por que se o tivesse não fariam ou falariam as bobagens que tanto lemos na midia corrupta e vendida, esse stf é imprestavel aos interesses do povo brasileiro e deveria ser todos afastadospara o bem do Brasil, o resto é conversa mole.

  9. serralheiro 70

    23 de maio de 2016 12:42 pm

    Partindo de quem

    Partindo de Rosa seus atos só precisam compor alguma lógica com a literatura vigente. Constituição, ora ficou inadequada para os supremos supremos. Viva a literatura.

  10. ANTONIOMARCOS

    23 de maio de 2016 12:51 pm

    Liberdade de expressão

     

    E uma pena que esse STF perdeu a moral, por ser tão omisso, olha no que deu!!!!!!

  11. Avelino de Oliveira

    23 de maio de 2016 12:56 pm

    Caro Nassif
    A nobre golpista,

    Caro Nassif

    A nobre golpista, dona Rosa Weber, nunca viola lei alguma, ela faz parte do seleto grupo, que cria as leis de acordo com suas necessidades.

    Alex falhou em sua análise.

    Ela é golpistas e tem que ser vista assim.

    Ela é mais uma fora da lei.

    Saudações

  12. Marília-MG

    23 de maio de 2016 12:58 pm

    Se já estavam perdendo a
    Se já estavam perdendo a credibilidade, agora ficaram completamente nus, depois da gravação do Jucá. Confirma a cada dia ser mesmo a Suprema Cortesã.

  13. Fernando Costa soares

    23 de maio de 2016 1:00 pm

    ESSA SENHORA É ACESSÓRADA

    ESSA SENHORA É ACESSÓRADA  PELO DR. MORO, PRECISA DESENHAR?

  14. felipeguerra

    23 de maio de 2016 1:05 pm

    o PT e o campo progressista

    o PT e o campo progressista vai ser esmagado pelo governo interino e esse poder judiciário partidarizado…

    1. Ruy Acquaviva

      23 de maio de 2016 2:23 pm

      É aí que muitos se enganam

      É aí que muitas pessoas, da direita por torcida e da esquerda por receio, se enganam redondamente.

      O conluio entre a mídia decadente, o MP fascistizado, STF partidarizado e uma maioria de ocasião no Congresso pode atrasar o desenvolvimento político e social do Brasil, mas não pode detê-lo. E a História será implacável com os golpistas. A História e o povo.

      Um País de 200 milhões de habitantes, que é uma das maiores economias do mundo não pode ser governado como uma República de Bananas. A sociedade é complexa demais, ampla demais e com interesses diversos demais para acomodar uma República de ladrões ilegítima e completamente desmoralizada por muito tempo.

      Uma semana de governo golpista e o mesmo já está caindo de podre de uma forma pior do que eu acompanhei acontecer com a Ditadura Militar durante a chamada “abertura política”. É a História se repetindo como farsa, pior, como caricatura.

      A direita quer sem dúvida acabar com o PT, com toda a esquerda e implantar uma ditadura dos ladrões Àà semelhança da ditadura militar. Resta saber se tem força para isso. Tudo indica que não.Aparentemente ess GOLPE é como a ofensiva de inverno de Hitler nas Ardenes. Uma ofensiva aparentemente devastadora e imbatível em seu início, mas que não tem força nem consistência para ir além das investidas iniciais e que no final representará uma breve vitória de Pirro, que demoralizará ainda mais as forças golpistas.

      Pode ser wishful thinking meu, mas há sinais de que o anacronismo e descaramento do GOLPE foram muito mal dosados, representando um remédio (do ponto de vista dos golpistas, pois do ponto de vista do povo é um veneno) que administrado em excesso obtém no final um efeito contrário ao desejado(desejado pela direita, execrado pelo povo).

      1. felipeguerra

        23 de maio de 2016 2:39 pm

        Se a via institucional está

        Se a via institucional está completamente dominada por esse pacto entre as elites, e o `povo`, seja lá o que isso queira dizer para você, está completamente à margem do que está ocorrendo, o esmagamento é inevitável e já está em andamento (vide o que estão fazendo com o prefeito de SP, o cara mais preparado da esquerda hoje). 

  15. Gardenal

    23 de maio de 2016 1:44 pm

    Ministra Weber, quantos dias

    Ministra Weber, quantos dias de prazo a Senhora vai conceder ao Jucá para identificar os Ministros do Supremo que são a favor do GOLPE?

  16. Vieira

    23 de maio de 2016 1:54 pm

    O STF (SUPERIOR TRATADO DE FALSOS)

    Ali se encontra uma verdadeira turma que enquadra quem quer e não houve quem não quer. O Brasil que vinha construindo uma democracia caiu em desgraça perante o mundo. Todas as instituições estão comprometidas de alguma forma.

  17. lenita

    23 de maio de 2016 2:03 pm

    Será que a Ilma ministra Rosa

    sabe fazer omelete sem quebrar os ovos ? Mais uma p/ rebaixar a cada dia o partidário STF. Não chegar o gilmar e o Tófoli, não?

    Só fico a imaginar o que estarão “levando” p/ mancharem assim suas biografias.

  18. Maustefanes

    23 de maio de 2016 2:12 pm

    pronto…basta a tal ministra

    pronto…basta a tal ministra do stf ler os jornais de hoje e terá usa resposta porque todo munda já sabe que é golpe…até mesmo os coxinhas já sabem que é golpe, embora neste caso era o que eles queriam mesmo….golpear poque não consguem ganhar a eleição democrática..kkkkk

  19. marciaeloy

    23 de maio de 2016 2:14 pm

    Rosa Weber

    Acho que a Ministra está desmoralizada desde o momento que colocaram seu questionamento a Dilma foi posto no face.Levou uma surra.

  20. Drigo

    23 de maio de 2016 2:28 pm

    Que bobagem, não cabe ao

    Que bobagem, não cabe ao Juízo analisar o mérito da interpelação judicial, assim como interpelado sequer é obrigado a responder a interpelação, é só dada uma oportunidade a quem é interpelado de evitar que a interposição de uma possível ação criminal seja feita.

    Ou seja, não é uma pena ter de responder, na verdade, é um direito especial dado a quem pode ter feito afimações que eventualmente constituam algum tipo de delito. 

    O Sennhor Solnik viola o cerebro alheio com um texto tão sem sentido como este.

    Não sabe nem do que se trata uma interpelação judicial.

  21. Maria Rita

    23 de maio de 2016 2:30 pm

    Hoje, segunda feira, quem

    Hoje, segunda feira, quem diria? A diva juíza foi parar no Irajá, com toda a corte a reboque. Tudo por causa do Jucá? Não.Por conta do golpe e da incompetência dos personagens golpistas.

  22. Luiz Rodrigues

    23 de maio de 2016 2:35 pm

    Rosa Weber

    Acho que depois da confissão do Jucá quem deve explicar o golpe é o supremo. aliás, não ter prova, mas a literatura te permite condenar é teu mérito

    Luiz Rodrigues

    São Bernardo do Campo

  23. Pedromonico

    23 de maio de 2016 2:44 pm

    Concordo, mas…

    O artigo é bem escrito e coerente.

    Contudo, não estamos mais, em nosso país, lidando com as instituições devidamente constituídas, como é o caso do STF, por exemplo.

    Para as pessoas e grupos que estão no comando central dessas ações que estão sendo empreitadas contra o governo de Dilma Rousseff, não importa mais o que prevê o artigo 5º ou qualquer outra regra estabelecida.

    Não há “estado de direito”, porque as regras são aquelas que o verdadeiro poder deseja.

    Vimos isso e estamos vendo, todos os dias.

    E, para espanto dos homens de bem, não há alguém, na esfera do poder constituído, que ouse discordar ou contestar o poder de fato. Ninguém.

    Não faz surpresa a gravação da conversa entre JUCÁ e MACHADO, na qual deixam claro que altos militares estão envolvidos, e que, segundo a gravação, estão “dando cobertura” à derrubada de Dilma.

    É, na verdade, mais uma das instituições que estão, no mínimo, coniventes com as inconstitucionalidades, com as ilegalidades e com os abusos que vêm sendo cometidos em face do povo brasileiro, com retoques de deboche e de notável impunidade.

    O teor das tais gravações entre JUCÁ e MACHADO revelam que senadores, deputados, juízes, generais, etc, se juntaram, se movimentaram e arquitetaram um plano de derrubada de um governo eleito.

    E, para qualquer cidadão minimamente esclarecido, derrubar um governo eleito de modo conspiratório, secreto e traiçoeiro, é o mesmo que GOLPEAR, agir contra o tal utópico “estado de direito”, em desfavor da utópica “democracia”.

    Desculpem-me pelo uso frequente do termo “utopia”. Mas preciso desabafar, expressar minha indignação, e ofender a quem servir a carapuça de verme, de pessoa repugnante, que, muito embora vista uma farda imponente, muito embora detenha um mar de estrelas em seus ombros, e apesar de seu grande poder efetiva e constitucionalmente estabelecido, nada faz para que a sociedade seja melhor.

    Sei, utopia…

     

    1. Drigo

      23 de maio de 2016 3:16 pm

      Oras, violação ao estado de

      Oras, violação ao estado de direito ocorreria caso a Ministra não notificasse Dilma para responder a interpelação.

      Trata-se de regra contida na legislação vigente.

      Dilma sequer precisa responder a indagação contida, na verdade, faculta-se a ela a possibilidade de explicar suas afirmações, evitando assim uma possível interposilção de uma ação penal.

       

  24. W.Gusmão

    23 de maio de 2016 2:48 pm

    Apenas serviçais…

    É o que me parece ser o judiciário brasileiro. Generalizo por que ocorre em todos os cantos do país. Minha grande dúvida é a quem servem seus ministros? A quem na servem eu já sei. Servem a estupradores, com Abdel alguma coisa, servem a banqueiros ladrões, como nos casos repetidos, servem a marginais de menor calibre, como é o caso das instâncias criminais lá de baixo e, servem a golpistas (aí sintetizando uma leva a um leque muito grande de criminosos que passa, até, por provável homicida).

    Quando vemos exemplos das supremas cortes de países que deveríamos almejar alcançar, em termo de desenvolvimento social, dá uma angústia profunda, pois, ao contrário do que pensávamos, não avançamos sequer um metro e agora, com o advento desse governo golpista, impostor e corrupto vemos, na verdade, que regredimos quilômetros e quilômetros e nos distanciamos ainda mais daquilo que seria o desejável.

    Essa Ministra e todos os outros pela omissão, não valem o prato caro que comem, e bota caro nisso.

  25. Luís Henrique Donadio

    24 de maio de 2016 3:03 am

    Eu não sei quais as intenções

    Eu não sei quais as intenções da Ministra.

    Mas as perguntas que ela mandou à presidente afastada, combinadas com o “desenho” primorosamente traçado pelo ministro interino licenciado Romero Jucá, significam bola pingando na área. É só completar para o gol.

    Espero que não falte, mais uma vez, combatividade.

    O golpe é esse, ministra. Tirar uma presidente que garante o funcionamento da PGR e da PF e colocar alguém que nomeie um Escondedor-Geral da República e comece já a operação abafa.

    Não acredita? Pois pergunte ao Jucá, que ele explica tudinho, inclusive as fichas que caíram.

  26. Luís Henrique Donadio

    24 de maio de 2016 3:11 am

    Naturalmente, a livre

    Naturalmente, a livre expressão do pensamento é garantida pela Constituição.

    Mas quando esse pensamento livremente expresso denuncia um crime, convém que a Justiça faça algumas perguntas. Do tipo, “quem são os criminosos?” “seriam por acaso o Temer, o Cunha, o Jucá?” “como foi cometido o crime?” “mediante distribuição de cargos comissionados?” “ou de dinheiro mesmo?”

    Enfim, a presidente pode responder à vontade. Juridicamente, não precisa. Politicamente deve. E deve ser uma resposta do tipo que não deixe pedra sobre pedra, temer sobre temer, cunha sobre cunha, calheiros sobre calheiros, gilmar sobre gilmar, marinho sobre marinho, civita sobre civita, bolsonaro sobre bolsonaro, pauderney sobre pauderney, mbl sobre mbl, etc. sobre etc.

    Bazuca neles, minha presidente. Tá na hora.

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