Do Jornal de Negócios
As rendibilidades exigidas pelos investidores para trocar dívida portuguesa estavam já a cair esta manhã mas a tendência ganhou maior expressão depois do leilão de dívida realizado no mercado primário.
A taxa de juro implícita da dívida portuguesa a dois anos está a afundar 58,1 pontos base, situando-se nos 11,5%. A taxa caiu para o valor mais baixo desde 10 de Junho de 2011.Nas restantes maturidades, as rendibilidades (yields) pedidas pelos investidores que trocam dívida lusa estão a cair em força no mercado secundário – onde os investidores trocam títulos de dívida entre si.
Nos prazos mais curtos, as quedas são superiores a 30 pontos base. A cinco anos, a “yield” segue nos 15,4%, depois de ter estado hoje já nos 16%.
A taxa de juro implícita das obrigações a dez anos cedem 18,7 pontos base para se colocarem nos 12,5%. No final da semana passada, a yield estava nos 13,6%. A taxa cai há cinco sessões consecutivas.
A queda das rendibilidades pedidas sobre os títulos de dívida portuguesa de hoje intensificou-se depois do leilão de dívida, em que o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) colocou 1,99 mil milhões de euros em Bilhetes do Tesouro a 4 e 12 meses.
Portugal conseguiu financiar-se com taxas de juro mais baixas do que em leilões anteriores, numa emissão que foi considerada “um sinal muito positivo” para o país, segundo o Banco Carregosa.
Este desempenho de deslizes das “yields” acontece depois de a gestora de fundos de obrigações Pimco ter reforçado, ontem, a ideia de que Portugal vai precisar de um segundo pacote de ajuda externa, a complementar aquele que está a receber desde Abril, seguindo as pisadas da Grécia, que teve de solicitar um segundo resgate.
Do Banco Central Europeu, Ewald Nowotny veio dizer que Portugal está “em muito melhor forma” do que a Grécia, apesar de ainda existirem riscos.
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