4 de junho de 2026

A queda nos juros em Portugal

Do Jornal de Negócios

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google


Diogo Cavaleiro  – [email protected] 

Queda das rendibilidades pedidas pelos investidores intensificou-se depois de Portugal emitir dívida a juros mais baixos do que nos leilões anteriores.

As rendibilidades exigidas pelos investidores para trocar dívida portuguesa estavam já a cair esta manhã mas a tendência ganhou maior expressão depois do leilão de dívida realizado no mercado primário.

A taxa de juro implícita da dívida portuguesa a dois anos está a afundar 58,1 pontos base, situando-se nos 11,5%. A taxa caiu para o valor mais baixo desde 10 de Junho de 2011.Nas restantes maturidades, as rendibilidades (yields) pedidas pelos investidores que trocam dívida lusa estão a cair em força no mercado secundário – onde os investidores trocam títulos de dívida entre si. 

Nos prazos mais curtos, as quedas são superiores a 30 pontos base. A cinco anos, a “yield” segue nos 15,4%, depois de ter estado hoje já nos 16%. 

A taxa de juro implícita das obrigações a dez anos cedem 18,7 pontos base para se colocarem nos 12,5%. No final da semana passada, a yield estava nos 13,6%. A taxa cai há cinco sessões consecutivas. 

A queda das rendibilidades pedidas sobre os títulos de dívida portuguesa de hoje intensificou-se depois do leilão de dívida, em que o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) colocou 1,99 mil milhões de euros em Bilhetes do Tesouro a 4 e 12 meses. 

Portugal conseguiu financiar-se com taxas de juro mais baixas do que em leilões anteriores, numa emissão que foi considerada “um sinal muito positivo” para o país, segundo o Banco Carregosa. 

Este desempenho de deslizes das “yields” acontece depois de a gestora de fundos de obrigações Pimco ter reforçado, ontem, a ideia de que Portugal vai precisar de um segundo pacote de ajuda externa, a complementar aquele que está a receber desde Abril, seguindo as pisadas da Grécia, que teve de solicitar um segundo resgate. 

Do Banco Central Europeu, Ewald Nowotny veio dizer que Portugal está “em muito melhor forma” do que a Grécia, apesar de ainda existirem riscos.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados