4 de junho de 2026

Os registros arqueológicos mais antigos do cristianismo

Do Instituto Ciência Hoje 

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A ressurreição de uma polêmica 

Você conhece Jesus Cristo? As pessoas enterradas em uma tumba me Jerusalém podem ter conhecido e, inclusive, estado entre seus primeiros seguidores. É o que mostra a descoberta de um grupo da Universidade de Huntington, nos EUA, que, se confirmadas, podem ser os registros arqueológicos mais antigos do cristianismo – datados, no máximo, do ano 70.   

O túmulo encontra-se em um sítio arqueológico descoberto há 30 anos, mas vedado a estudos mais profundos devido à ação de grupos religiosos – hoje existe, acredite, um prédio construído sobre ele, dificultando bastante o acesso ao túmulo, que só foi possível com o auxílio de um robô com câmeras.  

O que mais chama atenção nas imagens divulgadas é um peixe esculpido em uma das urnas – o mais popular símbolo do cristianismo nos seus primeiros séculos. O animal aparece em um dos milagres atribuídos a Jesus e a tradução da palavra ‘peixe’ para o grego clássico é “ichthys” – um acrônimo para “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador”. A imagem também alude à história bíblica de Jonas, que teria passado três dias dentro de um peixe gigante, em um sinal do poder de Deus e da ressurreição de Jesus. 

Um dos motivos do interesse dos pesquisadores pela tumba foi sua proximidade com outra polêmica câmara mortuária, o famoso túmulo perdido de Jesus, que foi tema de um documentário produzido pelo cineasta James Cameron, muito criticado pela comunidade científica e religiosa.  

Os pesquisadores acreditam o local onde as câmaras mortuárias estão localizadas poderia ter pertencido a alguma família rica da época convertida ao cristianismo, como a de José de Arimateia, discípulo que, segundo a Bíblia, teria enterrado o corpo de Jesus.

Leia mais novidades sobre arqueologia no site da Ciência Hoje On-line.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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