4 de junho de 2026

A aposentadoria do judoca Flávio Canto

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Do GLOBOESPORTE.COM

Aos 36 anos, judoca Flávio Canto anuncia a aposentadoria do esporte

Atleta segue novos rumos. Será o novo apresentador do Corujão do Esporte e possivelmente técnico da equipe de judô a convite do COB e da CBJ

Chegou ao fim neste domingo (05/02) a carreira de um dos judocas mais vitoriosos do Brasil. Aos 36 anos de idade, Flávio Vianna de Ulhôa Canto anunciou no Esporte Espetacular que está deixando os tatames, onde conquistou diversos títulos importantes para o país. Os principais foram a medalha de bronze no Pan-americano de Mar del Plata, em 1995, a medalha de prata no Pan de Winnipeg, em 1999, o ouro no Pan de Santo Domingo, em 2003 e o terceiro lugar nas Olimpíadas de Atenas, em 2004. Mas o ex-judoca anunciou novidades, será o novo apresentador do programa Corujão do Esporte, exibido nas madrugadas de sexta para sábado na Rede Globo. Apesar de não competir mais profissionalmente, Flávio vai continuar na equipe de judô, mas como técnico.

– A oportunidade surgiu de um convite da CBJ (Confederação Brasileira de Judô) e do COB. Devo passar a atuar na parte técnica da equipe especialmente na parte de solo, minha especialidade – disse Flávio.

– Um atleta que é um exemplo para várias gerações. Começou tarde no esporte, superou dificuldades e se tornou um campeão – disse Aurélio Miguel, campeão olímpico em Seul, em 1988

Origem

Poucos sabem, mas Flávio não nasceu no Brasil. Foi em Oxford, na Inglaterra, onde seu pai estudava. O início no judô foi aos 14 anos, inspirado pelo ouro olímpico de Aurélio Miguel nas Olimpíadas de Seul, em 1988.

A carreira de Flávio Canto sempre foi marcada por altos e baixos. Em 1994 chegou à seleção brasileira aos 19 anos, e conquistou o bronze no Pan de Mar del Plata, na Argentina, no ano seguinte. Mas em 1996, nas Olimpíadas de Atlanta, foi derrotado e não alcançou as semifinais.

Altos e baixos na carreira

Em 1999, em Winnipeg, Canadá, conquistou a prata. Um ano depois, mais uma tristeza: a derrota para Thiago Camilo na seletiva brasileira o deixou fora das Olimpíadas de Sidney, em 2000, e foi aos jogos como reserva.

Se Flávio saiu derrotado no tatame, começou a conquistar suas maiores vitórias na vida pessoal. Iniciou seus trabalhos sociais com um projeto na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro. Depois, criou o instituto ‘ Reação’, que atende cerca de mil crianças e adolescentes em quatro áreas do Rio. Trabalho com crianças e conclusão do curso de direito na faculdade.

A ascensão na vida pessoal teve bons frutos na vida esportiva e Flávio finalmente alcançou o ouro no Pan de Santo Domingo, na República Dominicana, em 2003. No ano seguinte, o auge da carreira com a medalha de bronze nas Olimpíadas de Atenas, na Grécia. Em 2006, foi eleito o melhor judoca do Brasil no Prêmio Brasil Olímpico.

Em 2007, Flávio Canto teve que conviver com mais uma decepção na carreira. Lutando no Rio de Janeiro, sua casa, o judoca acabou fraturando o braço na luta contra o americano Ryan Resser pelos Jogos Pan-americanos daquele ano.

Atualmente, Flávio treina crianças que trilham um caminho de sucesso, se tornou ídolo de quem um dia ele foi fã e dá orgulho àqueles que o cercam e à todo o país.

– Um atleta que é um exemplo para várias gerações. Começou tarde no esporte, superou dificuldades e se tornou um campeão – disse Aurélio Miguel, campeão olímpico em Seul, em 1988.

http://globoesporte.globo.com/programas/esporte-espetacular/noticia/2012/02/aos-36-anos-judoca-flavio-canto-anuncia-aposentadoria-do-esporte.html

Re: Fora de Pauta

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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