Não se pense que José Serra psicografou a coluna de Merval Pereira visando o leitor normal de O Globo. Não haveria lógica de um enorme ataque a um livro, sobre o qual o jornal não havia sequer se referido.
A preocupação de Serra é o público Ministério Público Federal e a Polícia Federal.
Nos últimos anos, especialmente nos últimos meses, a mídia pautou os dois poderes. Bastavam matérias, algumas sem elementos concretos, para se abrir um inquérito.
Agora, por uma questão de isonomia, o alvo do inquérito deveriam ser os personagens apontados no livro “Privataria Tucana”, especialmente a família Serra.
O artigo psicografado procura convence procuradores e policiais federais e fornecer um álibi para que as denúncias não resultem no revigoramento da ação proposta pelo MPF em 2002.
Essa é razão de tentar mostrar diferenças entre as supostas denúncias criteriosas da imprensa e as supostas denúncias políticas do livro e da blogosfera.
É por aí que se entende aquele vendaval de sofismas.
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