4 de junho de 2026

Oposição impede taxação de grandes fortunas

 

 

Oposição impede novamente votação da taxação de grandes fortunas

 

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Pela segunda vez, a Comissão de Seguridade da Câmara foi impedida de votar o relatório do projeto que prevê a taxação de grandes fortunas, de autoria da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ). Na semana passada, um pedido de vistas  impediu que o projeto fosse apreciado. Nesta quarta-feira (14), após várias tentativas da oposição de retirar a matéria da pauta, o deputado Eleuses Paiva (PSD-SP) pediu verificação de quórum, derrubando a sessão. A votação  foi adiada para o próximo ano. 


O argumento da oposição para proteger as grandes fortunas é de que a criação de um novo imposto deve ser discutida dentro da proposta de reforma tributária. A deputada Jandira Feghali rebateu o argumento, lembrando que esse projeto regulamenta a Constituição de 1988, que previa essa taxação. Ela também ressaltou que a justiça dessa contribuição se resume no fato de apenas 600 pessoas com grandes fortunas contribuiriam com R$10 bilhões dos R$14 bilhões previstos.

Segundo Jandira, a iniciativa estimula a construção de uma sociedade mais justa e democrática. “A constituição brasileira já prevê a taxação sobre grandes fortunas como forma de redistribuição de benefícios com o conjunto da sociedade. É assim com o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) progressivo, Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e até mesmo com a Contribuição à Seguridade Social brasileira”, defende.

A iniciativa do Projeto de Lei foi baseada na legislação francesa, que cobra o Impôt de Solidarité sur la Fortune. O imposto francês é o mesmo que serviu como inspiração para os parâmetros e cálculos definidos das alíquotas de incidência do projeto relatado por Jandira Feghali.

A Contribuição Social das Grandes Fortunas garantirá reforço anual de R$14 bilhões para o financiamento da saúde no Brasil, explic a a deputada. Em seu relatório, a parlamentar defende que a arrecadação dessa contribuição seja direcionada exclusivamente para ações e serviços de saúde e o valor recolhido será destinado ao Fundo Nacional de Saúde (FNS) para financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS). 

A medida alcançará um universo de 56 mil contribuintes brasileiros com patrimônio superior a R$4 milhões. Pela proposta, serão criadas nove faixas de riqueza em que os contribuintes nelas inseridos ficarão obrigados a contribuir com o financiamento do setor.

Jandira alterou de seis para nove as faixas de riqueza, entre R$5,52 milhões e acima de R$115 milhões, e não entre R$ 4 milhões e acima de R$ 150 milhões como estava na proposta orginal de autoria do deputado Dr. Aluízio (PV-RJ). A base de dados utilizada pelo autor da proposta e a relatora da matéria foi disponibilizada pela Receita Federal, que adotou como referência o ano de 2008. 

De Brasília
Márcia Xavier

http://www.vermelho.org.br/ms/noticia.php?id_secao=1&id_noticia=171038

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados