“Esse ouro vem ao lugar de onde nunca deveria ter saído”, disse Chávez
Foto: AP
Em meio a um grande esquema de segurança, os simpatizantes do governo do presidente Hugo Chávez comemoraram a chegada do carregamento com festejos e até um grupo musical.
Merentes não detalhou a quantidade de ouro deste primeiro carregamento, mas anunciou que mais de 160 toneladas de ouro em barras chegará ao país, totalizando quase 85% das reservas venezuelanas mantidas fora do território nacional.
“Não podemos dizer muito porque são bens de todos os venezuelanos. Não podemos colocá-los em perigo, pois há muita turbulência”, disse o presidente do BCV.
Ele comentou que, para transferir o metal do aeroporto internacional de Maiquetía – perto de Caracas -, as autoridades organizaram um esquema conjunto entre Polícia e Forças Armadas, contando com 500 homens, cinco veículos blindados e aeronaves.
Merentes destacou que uma das principais razões pelas quais o governo decidiu repatriar o ouro é o momento complicado que atinge os mercados internacionais. Segundo ele, há “turbulências” econômicas nas regiões onde se encontram as reservas venezuelanas.
O presidente da Assembleia Nacional, Fernando Soto, lembrou que o ouro saiu da Venezuela no dia 21 de fevereiro de 1989, durante o segundo mandato do ex-presidente Carlos Andrés Pérez, em uma manobra executada, segundo o deputado, “de forma clandestina”.
Mais cedo, o presidente Chávez, anunciou a chegada do carregamento. “Esse ouro vem ao lugar de onde nunca deveria ter saído. Onde? Os cofres do Banco Central da Venezuela, não do banco de Londres ou do banco dos Estados Unidos ou do banco da Inglaterra”.
“É o nosso ouro, é a reserva econômica de nossos filhos”, acrescentou Chávez, que em agosto tinha anunciado a decisão de retirar ativos dos EUA e da Europa para colocá-los em nações que ele chamou de “aliadas” e economicamente “sólidas”, como Brasil, China e Rússia.
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