4 de junho de 2026

UE pressiona Espanha por medidas de austeridade

Do Opera Mundi

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Após Itália, Grécia e Portugal, UE pressiona Espanha por medidas de austeridade

Braço executivo da UE disse que novo governo terá de fazer ‘reformas’

A Comissão Europeia afirmou nesta quinta-feira (17/11) que a principal causa do aumento dos juros da dívida na Espanha foi o nervosismo dos investidores. Entretanto, o braço executivo da UE salientou também que o governo que sair vencedor nas eleições deste domingo (20/11) deverá estar preparado para realizar novas medidas de ajuste.

A três dias do pleito, as dificuldades para a Espanha contrair empréstimos continuam piorando. Nesta quinta-feira, os juros para os títulos do governo com vencimento em dez anos chegaram a 7%.

Esta situação, considerada limite para alguns analistas, deve-se principalmente à incerteza que domina os mercados, explicou o porta-voz de Assuntos Econômicos da Comissão, Amadeu Altafaj.

O funcionário explicou que a Espanha e outros estados-membros da zona do euro estão sendo afetados pelo que ocorre em alguns países da Europa, como Grécia e Itália, onde os novos governos ainda não tiveram tempo de realizar reformas para tentar diminuir a crise financeira.

“Confiança é um processo gradual, não se recupera da noite para o dia porque uma nova pessoa foi nomeada”, disse Altafaj, que acrescentou que nesse momento decisões políticas podem ajudar a esfriar os ânimos do mercado.

“Especialmente se forem oferecidas certezas de que os acordos anticrise serão implementados”, complementou o porta-voz.

A Comissão Europeia, que tem sede em Bruxelas, lembrou também que todos os elementos da crise da dívida estão interligados: se algo for decidido em Atenas ou em Roma, por exemplo, isso terá um impacto em toda a eurozona.

Bruxelas afirmou ainda que o governo que sair vencedor nas eleições espanholas deverá estar preparado para aplicar medidas adicionais de ajuste econômico. Uma das primeiras tarefas para o novo executivo será garantir o cumprimento das metas de déficit estabelecidos com a União Europeia. Altafaj lembrou que a estagnação econômica se fará sentir nas receitas do Estado.

“O próximo governo espanhol deverá considerar reformas que aumentem o crescimento num contexto de menor atividade econômica em toda a zona do euro”, disse o porta-voz.

O principal problema a ser combatido no país, segundo fontes de Bruxelas, é o desemprego, que atinge 20% da população economicamente ativa, o pior índice de toda a UE.

O candidato do PP (Partido Popular, Mariano Rajoy, que deverá se tornar o novo líder do governo espanhol, admitiu hoje em entrevista ao jornal “El País” que se eleito promoverá profundos cortes no orçamento, com exceção da previdência social.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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