Inflação sobe em setembro: 0,53%; em 2011, supera centro da meta
Puxado por alimentos e passagens aéreas, Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) sobe de 0,37% para 0,53% entre agosto e setembro. No ano, alta atinge 4,97%, informa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e supera o centro da meta anual (4,5%). Banco Central trabalha para alcançar meta central só 2012 e prevê 6,4% este ano, perto do teto máximo.
Da Redação
BRASÍLIA – A inflação oficial do país voltou a acelerar na passagem de agosto para setembro, fechando o mês passado em 0,53%, maior índice registrado naquele mês desde 2003. As duas maiores contribuições para a elevação foram dadas por alimentos e transportes. No acumulado de 2011, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) atinge 4,97%, informou nesta sexta-feira (7) o Instituto Brasileiro de Grografia e Estatística (IBGE).
A inflação acumulada supera o centro da meta anual autoimposta pelo governo, de 4,5%, que tem margem tolerância até 6,5%. Mas o Banco Central (BC) diz há tempos que trabalha para a variação de preços ficar na meta só em 2012. Segundo o BC, perseguir o objetivo este ano, que sofreu atipicamente com o encarecimento das commodities decorrente da crise global, sacrificaria demais o crescimento econômico do país.
Em setembro, o BC registrou elevação expressiva do preço das commodities, de 7,83%, de acordo com um índice criado pelo banco e que foi divulgado nesta quinta-feira (6). Essa alta é maior do que a média do ano todo (5,5%).
Ao se segmentar a categoria “commodities” entre os subgrupos “agropecuária” (alimentos), metal (minério de ferro, por exemplo) e “energia” (petróleo), a principal variação verificada pelo BC foi no primeiro (8,8%).
Segundo o IBGE, a inflação dos alimentos no mês passado foi uma das duas maiores, ao lado dos transportes, ambas com 0,15 ponto percentual de impacto no resultado final do IPCA. No caso dos alimentos, os destaques negativos (encareceram mais) foram feijão, frango, leite e açúcar. Nos transportes, foram as passagens aéreas.
Para este ano, o BC, segundo relatório trimestral divulgado semana passada, projeta uma variação de 6,4%, ainda dentro da meta levando-se em conta a margem de tolerância. Em 2012, de 4,7%, também acima da meta central, mas com perspectiva declinante, por causa do pessimismo sobre os rumos da economia mundial.
Em agosto, o IPCA tinha sido de 0,37%. Em setembro do ano passado, de 0,45%. Nos últimos doze meses, está em 7,31%, nível mais alto desde junho de 2005.
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