
Jornal GGN – A bolsa brasileira encerrou as operações em queda pelo terceiro pregão consecutivo, por conta do quadro externo ruim e sob o impacto dos preços das commodities. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) fechou em queda de 1,98%, aos 51.861 pontos e com um volume negociado de R$ 5,798 bilhões.
Segundo informações da agência de notícias Reuters, os agentes aguardavam novos desdobramentos no cenário político, mas também houve repercussão da agenda corporativa, com destaque para a publicação do resultado trimestral da Usiminas e o acordo para reestruturação de dívida pela operadora Oi.
“A semana iniciou com investidores cautelosos na grande maioria dos mercados, atentos a indícios do viés econômico a ser sinalizados pelas reuniões do FED (Federal Open Market Commitee) dos Estados Unidos e do BoJ (Bank of Japan) acerca da definição de taxas de juros destes países, bem como, da taxa doméstica, por parte do Copom. No Brasil, o relatório semanal Focus do Bacen, apesar de estimar uma piora para o crescimento do PIB em 2016, trouxe dados que reiteram a continuidade da retração de expectativas de inflação”, diz o BB Investimentos, em relatório.
A queda das operações foi afetada, principalmente, pelo desempenho negativo da Petrobras, que caiu mais de 4%, da Vale e das siderúrgicas, em mais uma sessão com elevada volatilidade por conta do setor siderúrgico, sensível a flutuações de preço das commodities metálicas, e a incertezas quanto a crescimento e estímulos econômicos na China. Do lado das commodities, o contrato futuro de Petróleo Brent para junho encerrou em queda de 1,40%, cotado a US$ 44,48 / barril. O minério de ferro à vista com 62% de teor de concentração entregue no porto de Tianjin caiu 0,8% cotado a US$ 65,00.
No exterior, os pregões no mercado dos Estados Unidos refletiram a cautela existente antes da reunião do Federal Reserve (FED) programada para esta quarta-feira. A expectativa é que os juros sejam mantidos, mas não se descarta ajustes no comunicado.
No câmbio, a cotação do dólar comercial fechou em queda de 0,61%, cotado a R$ 3,549 na venda, após duas sessões de alta. O Banco Central não atuou no mercado de câmbio. A autoridade monetária vinha atuando de forma expressiva com a realização de leilões de swaps cambiais reversos (equivalentes à compra futura de dólares), mas o processo foi reduzido recentemente.
Os investidores também mostraram algum otimismo envolvendo os nomes especulados para a composição da equipe econômica de um eventual governo Michel Temer, caso ocorra o impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.
Para terça-feira, os analistas aguardam a publicação dos dados de custos da construção e confiança do consumidor pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), além do início da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central). No exterior, destaque para os pedidos de bens duráveis, confiança do consumidor e o PMI (índice dos gerentes de compras, na sigla em inglês) nos Estados Unidos.
(Com Reuters)
Eudes Gouveia da Silva
26 de abril de 2016 1:54 amPrestem a atenção na segunda
Prestem a atenção na segunda manchete, quando afirmam que as investigações sobre palestras e sítio prosseguem. Onde, como Moro ou Teori?