Deputada portuguesa Joana Rodrigues Mortágua acusa o golpe em curso no Brasil, defende Dilma no Parlamento Português e recebe amplo apoio dos parlamentares.
Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.
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Carla Castanho
Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN
O jornalista Glenn Greenwald, vencedor do Prêmio Pulitzer de Jornalismo, uma autoridade no jornalismo norte-americano, denuncia o golpe e, como se estivesse dissecando um cadáver insepulto, expõe tudo o que há por trás e pela frente do golpe.
Joana Mortágua falou para o Parlamento português em nome de todos nós brasileiros que nos sentimos indignados com o golpe. Se pudesse, corria pro abraço. Um salve pra ela.
Admirável! Admirável! Impressionante! Forte, conciso, belíssimo discurso da deputada do Bloco de Esquerda Joana Rodrigues! A quem todos aqueles que prezam o valor da democracia agradecem, no mundo, e aqui no Brasil, mesmo envergonhados da miséria política de nosso parlamento.
Lá em Portugal os procuradores mandaram o ex-primeiro ministro socialista pra cadeia por recebimento de propinas e caixa 2, e o Congresso e o povo aplaudiram de pé. Já aqui no Brasil.. sem comentários.
Já na década de 60, o filósofo canadense Herbert McLuhan projetava um mundo totalmente interligado e interdependente, daí ter criado a expressão “Aldeia Global” para defini-lo. O futuro chegou e constata-se que essa integração, antes pensada mais para a dimensão econômica, na verdade abrange todos as áreas, em especial a política, antes dada como assunto interno de cada país e que ninguém tinha nada a ver com isso.
Hoje tem sim, tudo a ver. Principalmente quando está em jogo o que se transformou em um valor universal: a Democracia e seu apanágio maior, o Estado de Direito. Foi esse novo contexto que os golpistas esqueceram de sopesar ou não o fizeram por falta de clarividência.
Espanta como toda essa avaliação negativa vindo do exterior, nada bolivarianas-comunistas nem mancomunadas com o Foro de São Paulo, não mexe, não induz a uma reflexão por parte de duas instâncias internas cruciais: o Poder Judiciário e a Imprensa hegemônica. O primeiro numa postura acomodada por conta do axioma de que o processo é político. A segunda…..bem, seria ocioso justificar.
Infelizmente, pouco se fala do nosso país mundo afora. Pior ainda: quando somos lembrado é só, ou por desgraças, ou por episódios pitorescos, esdrúxulos. Para não dizer, palhaçadas.
Muito bom ouvir a Deputada Joana Rodrigues Mortágua. Bom saber que do lado de lá do atlântico tenham pessoas assim tão ligadas no que acontece aqui no Brasil. Belo discurso!!!! Uma honra ouvir essas palavras. O Brasil precisa de vozes assim, vozes de pessoas justas. Maravilha!!!
A portuguesa que representa a mulher e a democracia brasileiras
Essa deputada portuguesa, em discurso corajoso no parlamento português, fez uma defesa da democracia e das mulheres brasileiras muito mais digna do que podemos imaginar das deputads brasileiras.
Um tema pouco discutido até agora é que as poucas mulheres eleitas deputadas NÂO representam o interesse das mulheres brasileiras e os valores democráticos. Ver Raquel Muniz e outras, de forma histérica e teatral, votando pelo pedido de impedimento da presidente Dilma, foi de fazer chorar de vergonha. Na atuação parlamentar a maioria das deputadas brasieliras nada mais são que ‘homens brancos da casa grande, vestindo saias’.
Conheci essa moça, recentemente. Não fala à toa. Ela (e o Bloco de Esquerda) não têm nada a ver com o PT. Eles são mais simpáticos ao Psol. Mas acho que ela resumiu bem o que aconteceu nesse circo que chamam de camara de deputados.
O IMPEACHMENT COMO DANO EFICIENTE Por Bárbara Natália Lages Lobo
O que está em jogo na atual crise política brasileira não é o combate à corrupção, mas sim, o controle da política econômica. (…) E que forma é essa? Trata-se de um projeto de desenvolvimento econômico desconectado com o desenvolvimento humano, privilegiando assim o dano eficiente que solapa o patrimônio público, dilapidando, ainda, direitos sociais, liberdades individuais e o meio ambiente. Vejamos como ocorre tamanho vilipêndio. O que vem a ser o dano eficiente? De forma simples, é (…) (…) Esta é a mesma lógica do golpe em curso. Os prejuízos causados à democracia, à autoridade do voto, nossa escassa possibilidade de participação efetiva nesse sistema eleitoral majoritário, representa para quem lucra com o golpe prejuízos de pouca monta, diante da manutenção dos lucros, da queda do dólar e da alta da bolsa. Dessa forma, o dano eficiente se apresenta em uma nova esfera jurídica: a constitucional. (…) Missão importante que se apresenta é esta: como não tornar tamanho dano eficiente? Apresento a minha resposta e convite à reflexão: resistência, organização, participação, emancipação. Luta! Temos que ter em mente: uma vez causado o dano, jamais será reparado em sua integralidade (…) Ficar inerte ou silente neste momento o torna parte do lucro de tamanha degradação. Pense! E aja! Antes que a mesma lama que sujou o meio ambiente suje a nossa trajetória constitucional democrática e seja tarde demais!
______ROMULUS__________QUI, 21/04/2016 – 03:52_______________ATUALIZADO EM 21/04/2016 – 04:17
Não é a primeira vez que vejo um bom discurso de um deputado do Bloco de Esquerda. No panorama político português seria o equivalente a um PSOL, mas com representação parlamentar bastante superior.
Neste discurso, a deputada descreve – para nossa vergonha – a sessão da Câmara de domingo e outros aspectos do golpe de Estado em curso no Brasil.
A compreensão do golpe em Portugal é bastante facilitada:
– há a proximidade linguística e cultural, aumentando mesmo o interesse pelo tema;
– são, como legatários do mesmo a nós, profundos conhecedores do apego ibérico a formalismos e aparências. Assim, sabem como esse traço permite, casado com cinismo e hipocrisia, sem alterar uma vírgula de nenhuma lei, por ação ou omissão, cometer estupros de repetição – se não formais, materiais – da institucionalidade e do Estado de Direito.
Neste caso específico a democracia em sentido estrito e o princípio majoritário são também currados atrás do biombo das falsas aparências.
– Não devemos esquecer que a democracia portuguesa é apenas uma década mais velha que a Brasileira. As memórias do arbítrio ainda são bastante vivas naquela terra. LEIA MAIS »
#RP1435 a SOLUÇÃO para TODOS NÓS CIDADÃOS, SEM NENHUMA DISTINÇÃO, é simples: basta eliminar o inciso V do parágrafo 3º do Artigo 14 da Constituição, que trata da obrigação de filiação partidária para se eleger. Eliminar esse inciso da Constituição não significa acabar com os partidos – e fim dos partidos não é o objetivo -, mas dar garantias de acesso ao poder a cidadãos sem vínculos com partidos, pois partidos são apenas grupos em simbiose abjeta com empresas. Conceder o direito de escolha dos candidatos apenas aos partidos é crime de lesa-pátria. Acabar com a obrigação de filiação partidária para se eleger é um objetivo que deve ser compartilhado por você agora e por todos que você conhece em todos os lugares que você frequenta, e deve virar um lema em todos os posts de todas as redes sociais, em todos os movimentos, em todas as passeatas, em todas as ruas, em todos os muros, em todas as universidades, em todas as escolas, em todos os documentos, em todas as imagens, em todas as vozes… Veja mais: https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=651023235050910&id=100004297184940
Jus Ad Rem
22 de abril de 2016 8:11 pmGlenn Greenwald abre o cadáver do golpe
O jornalista Glenn Greenwald, vencedor do Prêmio Pulitzer de Jornalismo, uma autoridade no jornalismo norte-americano, denuncia o golpe e, como se estivesse dissecando um cadáver insepulto, expõe tudo o que há por trás e pela frente do golpe.
Imperdível!
[video:https://www.youtube.com/watch?v=V0z_kbn08ts%5D
altamiro souza
22 de abril de 2016 10:24 pmos golpístas não deveriam
os golpístas não deveriam subestimar a credibilidade de
greenwald e da amanpour e da cnn internacional…
maria rodrigues
22 de abril de 2016 9:44 pmJoana Mortágua falou para o
Joana Mortágua falou para o Parlamento português em nome de todos nós brasileiros que nos sentimos indignados com o golpe. Se pudesse, corria pro abraço. Um salve pra ela.
Moria
22 de abril de 2016 10:25 pmAdmirável
Admirável! Admirável! Impressionante! Forte, conciso, belíssimo discurso da deputada do Bloco de Esquerda Joana Rodrigues! A quem todos aqueles que prezam o valor da democracia agradecem, no mundo, e aqui no Brasil, mesmo envergonhados da miséria política de nosso parlamento.
Celso - sp
23 de abril de 2016 1:23 amObrigada deputada Joana.
Obrigada deputada Joana.
altamiro souza
22 de abril de 2016 10:26 pmaplausos gerais,
aplausos gerais, deputada…
bravo!!!
Alexander
22 de abril de 2016 10:36 pmExcelente. Esclarecedor para
Excelente. Esclarecedor para quem tem dúvidas.
ALONSO
22 de abril de 2016 10:59 pmNossa, mas que diferença
Nossa, mas que diferença de nível em relação aos nossos deputados !
PedroII
23 de abril de 2016 1:24 amNível….
Lá em Portugal deputado tem nível de deputado, aqui no Brasil, “bandido travestido de deputado” tem nível de bandido.. simples assim…
Antonio Bargas
23 de abril de 2016 5:03 pmLá em Portugal os
Lá em Portugal os procuradores mandaram o ex-primeiro ministro socialista pra cadeia por recebimento de propinas e caixa 2, e o Congresso e o povo aplaudiram de pé. Já aqui no Brasil.. sem comentários.
JB Costa
23 de abril de 2016 12:19 amJá na década de 60, o
Já na década de 60, o filósofo canadense Herbert McLuhan projetava um mundo totalmente interligado e interdependente, daí ter criado a expressão “Aldeia Global” para defini-lo. O futuro chegou e constata-se que essa integração, antes pensada mais para a dimensão econômica, na verdade abrange todos as áreas, em especial a política, antes dada como assunto interno de cada país e que ninguém tinha nada a ver com isso.
Hoje tem sim, tudo a ver. Principalmente quando está em jogo o que se transformou em um valor universal: a Democracia e seu apanágio maior, o Estado de Direito. Foi esse novo contexto que os golpistas esqueceram de sopesar ou não o fizeram por falta de clarividência.
Espanta como toda essa avaliação negativa vindo do exterior, nada bolivarianas-comunistas nem mancomunadas com o Foro de São Paulo, não mexe, não induz a uma reflexão por parte de duas instâncias internas cruciais: o Poder Judiciário e a Imprensa hegemônica. O primeiro numa postura acomodada por conta do axioma de que o processo é político. A segunda…..bem, seria ocioso justificar.
Infelizmente, pouco se fala do nosso país mundo afora. Pior ainda: quando somos lembrado é só, ou por desgraças, ou por episódios pitorescos, esdrúxulos. Para não dizer, palhaçadas.
LEVY RODRIGUES
23 de abril de 2016 12:28 amMaravilhosa defesa da democracia
Muito bom ouvir a Deputada Joana Rodrigues Mortágua. Bom saber que do lado de lá do atlântico tenham pessoas assim tão ligadas no que acontece aqui no Brasil.
Belo discurso!!!!
Uma honra ouvir essas palavras.
O Brasil precisa de vozes assim, vozes de pessoas justas.
Maravilha!!!
PedroII
23 de abril de 2016 1:19 amObrigado deputada….
Deputada Joana Rodrigues Mortágua, o o nosso eterno agradecimento.
João de Paiva
23 de abril de 2016 2:04 amA portuguesa que representa a mulher e a democracia brasileiras
Essa deputada portuguesa, em discurso corajoso no parlamento português, fez uma defesa da democracia e das mulheres brasileiras muito mais digna do que podemos imaginar das deputads brasileiras.
Um tema pouco discutido até agora é que as poucas mulheres eleitas deputadas NÂO representam o interesse das mulheres brasileiras e os valores democráticos. Ver Raquel Muniz e outras, de forma histérica e teatral, votando pelo pedido de impedimento da presidente Dilma, foi de fazer chorar de vergonha. Na atuação parlamentar a maioria das deputadas brasieliras nada mais são que ‘homens brancos da casa grande, vestindo saias’.
Moraes
23 de abril de 2016 2:34 amConheci essa moça,
Conheci essa moça, recentemente. Não fala à toa. Ela (e o Bloco de Esquerda) não têm nada a ver com o PT. Eles são mais simpáticos ao Psol. Mas acho que ela resumiu bem o que aconteceu nesse circo que chamam de camara de deputados.
Messias Franca de Macedo
23 de abril de 2016 2:56 amO que está em jogo é o
O que está em jogo é o controle da economia
22 de abril de 2016 às 21p5
O IMPEACHMENT COMO DANO EFICIENTE
Por Bárbara Natália Lages Lobo
O que está em jogo na atual crise política brasileira não é o combate à corrupção, mas sim, o controle da política econômica.
(…)
E que forma é essa?
Trata-se de um projeto de desenvolvimento econômico desconectado com o desenvolvimento humano, privilegiando assim o dano eficiente que solapa o patrimônio público, dilapidando, ainda, direitos sociais, liberdades individuais e o meio ambiente.
Vejamos como ocorre tamanho vilipêndio.
O que vem a ser o dano eficiente? De forma simples, é (…)
(…)
Esta é a mesma lógica do golpe em curso.
Os prejuízos causados à democracia, à autoridade do voto, nossa escassa possibilidade de participação efetiva nesse sistema eleitoral majoritário, representa para quem lucra com o golpe prejuízos de pouca monta, diante da manutenção dos lucros, da queda do dólar e da alta da bolsa.
Dessa forma, o dano eficiente se apresenta em uma nova esfera jurídica: a constitucional.
(…)
Missão importante que se apresenta é esta: como não tornar tamanho dano eficiente?
Apresento a minha resposta e convite à reflexão: resistência, organização, participação, emancipação. Luta!
Temos que ter em mente: uma vez causado o dano, jamais será reparado em sua integralidade (…)
Ficar inerte ou silente neste momento o torna parte do lucro de tamanha degradação. Pense! E aja!
Antes que a mesma lama que sujou o meio ambiente suje a nossa trajetória constitucional democrática e seja tarde demais!
FONTE [LÍMPIDA!]: http://www.viomundo.com.br/denuncias/barbara-lobo-o-que-esta-em-jogo-e-o-controle-da-economia.html
romulus
23 de abril de 2016 4:49 amDep. portuguesa arranca máscara do golpe. Respondo-lhe:
Dep. portuguesa arranca máscara do golpe. Respondo-lhe: terroristas tomaram o avião
______ROMULUS__________QUI, 21/04/2016 – 03:52_______________ATUALIZADO EM 21/04/2016 – 04:17
Não é a primeira vez que vejo um bom discurso de um deputado do Bloco de Esquerda. No panorama político português seria o equivalente a um PSOL, mas com representação parlamentar bastante superior.
Neste discurso, a deputada descreve – para nossa vergonha – a sessão da Câmara de domingo e outros aspectos do golpe de Estado em curso no Brasil.
A compreensão do golpe em Portugal é bastante facilitada:
– há a proximidade linguística e cultural, aumentando mesmo o interesse pelo tema;
– são, como legatários do mesmo a nós, profundos conhecedores do apego ibérico a formalismos e aparências. Assim, sabem como esse traço permite, casado com cinismo e hipocrisia, sem alterar uma vírgula de nenhuma lei, por ação ou omissão, cometer estupros de repetição – se não formais, materiais – da institucionalidade e do Estado de Direito.
Neste caso específico a democracia em sentido estrito e o princípio majoritário são também currados atrás do biombo das falsas aparências.
– Não devemos esquecer que a democracia portuguesa é apenas uma década mais velha que a Brasileira. As memórias do arbítrio ainda são bastante vivas naquela terra. LEIA MAIS »
MarioFilho
24 de abril de 2016 3:54 am#RP1435 a SOLUÇÃO para TODOS
#RP1435 a SOLUÇÃO para TODOS NÓS CIDADÃOS, SEM NENHUMA DISTINÇÃO, é simples: basta eliminar o inciso V do parágrafo 3º do Artigo 14 da Constituição, que trata da obrigação de filiação partidária para se eleger. Eliminar esse inciso da Constituição não significa acabar com os partidos – e fim dos partidos não é o objetivo -, mas dar garantias de acesso ao poder a cidadãos sem vínculos com partidos, pois partidos são apenas grupos em simbiose abjeta com empresas. Conceder o direito de escolha dos candidatos apenas aos partidos é crime de lesa-pátria. Acabar com a obrigação de filiação partidária para se eleger é um objetivo que deve ser compartilhado por você agora e por todos que você conhece em todos os lugares que você frequenta, e deve virar um lema em todos os posts de todas as redes sociais, em todos os movimentos, em todas as passeatas, em todas as ruas, em todos os muros, em todas as universidades, em todas as escolas, em todos os documentos, em todas as imagens, em todas as vozes… Veja mais: https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=651023235050910&id=100004297184940